05 setembro 2011

Jornalistas ambientais do Brasil se preparam para cobrir a Rio+20

Os profissionais da mídia e estudantes começam a se aquecer para a cobertura da Rio+20 já em novembro deste ano, entre os dias 17 e 19. A oportunidade é o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (IV CBJA), realizado na cidade do Rio de Janeiro-RJ, pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental



Quando a preocupação é com o desenvolvimento sustentável, a Rio+20 é a mais importante reunião na agenda mundial. Para colaborar com essa desafiadora cobertura da mídia, o IV CBJA contará com painéis, debates e oficinas voltados ao tema. A abertura dessa programação fica por conta do pensador Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.



Outros temas em voga na agenda ambiental brasileira também serão tratados em palestras de inspiração, painéis, minicursos e oficinas do CBJA: vão desde economia verde até o uso das redes sociais, passando por espiritualidade, resíduos sólidos e impactos das mudanças climáticas. Pela primeira vez o CBJA terá inscrições gratuitas, graças ao patrocínio master de Fundo Vale e Petrobras e patrocínio premium de Fundação Banco do Brasil, Itaú, Caixa e Governo Federal. Os interessados já podem se inscrever pelo site oficial www.jornalismoambiental.org.br .



Na agenda

O quê: IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental

Onde: PUC-RIO - rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea, Rio de Janeiro-RJ

Quando: 17, 18 e 19 de novembro de 2011



INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Ana Carolina Amaral: carol@envolverde.com.br / 11 8639-3152
Daiani Mistieri: daianimistieri@gmail.com / 11 9185-1332
Site oficial: www.jornalismoambiental.org.br

03 setembro 2011

SEMINÁRIO ENERGIAS RENOVÁVEIS

ENERREM 2011

SEMINÁRIO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

BIOMASSA, EÓLICA E PCHs

01 de setembro de 2011
São Paulo SP



Metodologia:

Apresentação de Palestras
Exposição dialogada, com apoio de slides;
Discussões em grupo;
Estudo de casos empresariais.

Público Alvo:

Presidentes, diretores gerais, membros de conselho, gerentes de áreas industriais, ambientais, finanças, novos negócios, energia, eficiência energética, investidores, bancos, associações e federações, organizações governamentais, consultorias, advocacias, novos negócios.

Benefícios:

Neste seminário você irá aprimorar os principais conceitos sobre energias renováveis.

Programação:

08h45 - Recepção e entrega das credenciais

09h00 – Abertura do evento pelo Presidente de Mesa, Reinaldo Canto, jornalista especializado em sustentabilidade

09h10 - LICENCIAMENTO AMBIENTAL / ASPECTOS JURÍDICOS

• Cenário Ambiental
• Compensações ambientais em empreendimentos
• Critérios Ambientais
• Legislação
• Riscos no licenciamento ambiental dos projetos

Werner Grau Neto, Advogado/Sócio Especialista Área Ambiental
Pinheiro Neto Advogados


10h45 – Coffee break

11h00 – ESTUDO DE CASO PARA BIOMASSA

• Bioeletricidade
• Contexto Atual
• Potencial até 2020
• Desafios para seu desenvolvimento

Zilmar de Souza, Especialista em Bioeletricidade
Única – União da Indústria de Cana-de-açúcar


12h00 – O FINANCIAMENTO DO BNDES A PROJETOS DE BIOELETRICIDADE, EÓLICOS E PCH´S (Pequenas Centrais Hidrelétricas)
• A contribuição dos bancos para as energias renováveis
• Pacotes específicos para investimentos em energias renováveis
• Condições de financiamento e vantagens para o investidor
Ana Raquel Paiva Martins, Ger. do Depto de Energias Alternativas
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

13h00 – Almoço

14h10 – ASPECTOS TRIBUTÁRIOS
• Regime tributário
• Questões tributárias relevantes para energias renováveis
• Benefícios fiscais existentes no setor
Dra. Mariangela Azevedo, Advogada-Sócia Azevedo Moraes Advogados Associados


15h10 - Estudo de Caso - Projetos de Energia Eólica e Pequenas Centrais Hidrelétricas

A Ersa planeja e desenvolve suas atividades aplicando tecnologia, processos e insumos que contribuam para a qualidade sociaoambiental. Atualmente, conta com um portfólio de projetos composto por 11 PCHs em operação, 1 PCH e 4 parques eólicos em construção, além de 5 projetos de PCHs e 2 complexos eólicos em preparação para construção.

Nesta apresentação o seminarista falará sobre as principais características, desafios e peculiaridades deste tipo de projeto.

Marcio Severi, Especialista em Assuntos Regulatórios, Superintendente de Comercialização e Regulação
CPFL - Renováveis

16h10 - Coffe break

16h30 - MESA REDONDA PARA DISCUSSÃO DOS PONTOS CHAVE.

Participação dos seminaristas e presidente de mesa (Reinaldo Canto) para debater as questões mais importantes e estratégicas deste mercado.

17h30 – Encerramento do evento
INFORMAÇÕES

Data:
10 de Agosto de 2011

Carga Horária:
08 horas

Horário de realização:
Das 09h00 as 17h30

Investimento:
R$1.890,00
(incluindo material de apoio, certificado, estacionamento, almoço e coffee-break)

Local:
Hotel a definir
São Paulo – SP

26 agosto 2011

A publicidade e o consumo consciente

Não deveria ser uma tarefa das mais complicadas redirecionar o trabalho dos publicitários para um apoio efetivo no atendimento aos critérios da sustentabilidade


Por Reinaldo Canto*

A publicidade exerce um papel de protagonismo nas relações de mercado sendo um meio fundamental na disponibilização de informações sobre produtos e serviços aos consumidores. Raras são as empresas que não fazem uso sistemático desse meio para garantir o crescimento de suas vendas.

Afinal, como diz o ditado, “a propaganda é a alma do negócio”. Por essa razão somos diuturnamente bombardeados por peças de propaganda materializadas, muitas vezes, como num passe de mágica por meio de imagens ou jingles poderosos e inesquecíveis.

Para garantir esse efeito eletrizante, as agências trabalham com dezenas, centenas de profissionais extremamente criativos em busca da mensagem perfeita que vá “fisgar” o cliente/freguês/consumidor para a compra do que se pretende vender.

O grau de sofisticação alcançado pelo setor e o desenvolvimento da capacidade de convencimento não coloca em dúvida as incríveis habilidades dos publicitários em, conforme se dizia antigamente, “vender geladeiras para esquimós”. Mas será que já não passamos do limite e tenhamos que rever alguns dos valores dominantes no setor?
Será mesmo que vender uma geladeira ou outro produto qualquer para quem não precisa deva ser visto como positivo ou uma simples trapaça?

Apologia ao consumismo

Vivemos um momento delicado e único da nossa história no qual a combinação entre consumo e alta tecnologia propiciou acesso inédito a produtos antes disponíveis para alguns poucos privilegiados.

Claro que o fato de mais pessoas poderem adquirir produtos é algo muito positivo, apesar de ainda imperar uma grande desigualdade. Mas por outro lado, esse consumo, muitas vezes completamente irracional vem causando uma inédita pressão sobre as fontes energéticas e uma utilização predatória e insana dos recursos naturais do planeta.

E a publicidade possui uma cota significativa de responsabilidade nessa equação totalmente desequilibrada. Afinal, boa parte do que lemos, ouvimos e assistimos em anúncios associam determinados produtos ao que certamente, eles não correspondem, melhor dizendo, felicidade, satisfação, conquista e até mesmo amor e respeito.

O apelo cotidiano à emoção e a plena satisfação de desejos via mensagens publicitárias na compra de coisas nem sempre úteis ou realmente necessárias só
multiplica a sensação de que algo muito errado domina os destinos da humanidade.

A pressão vertiginosa para a compra do último modelo, mais moderno, sofisticado, com design mais arrojado do que o adquirido pouco tempo antes, imprime ao consumidor desavisado, uma terrível espiral criando a necessidade de consumo da qual nunca será possível estar totalmente satisfeito. Aí não é preciso muito esforço para concluir que estejamos no atual processo de destruição do essencial para produzir o supérfluo e o descartável.

Lixo é sinal do desequilíbrio

Nesse sentido é bastante emblemático o gigantesco aumento na geração de lixo. Em 2010, o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas dos chamados resíduos sólidos urbanos.
Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional que, no mesmo período, ficou em pouco mais de 1%. Podemos aí ter visões diferentes e complementares para a mesma questão: se aumentou a quantidade de lixo é sinal que cresceu também o consumo, por outro lado significou maior desperdício, consumismo exacerbado, aterros e lixões esgotados, contaminações e, consequentemente, grandes problemas no horizonte. (ver também: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/brasil-perde-de-goleada-para-a-sociedade-do-desperdicio).

Hora de Mudar?

Sem que se abandonem seus objetivos profissionais e, claro, contando com o apoio fundamental dos anunciantes, a categoria dos publicitários não poderia colaborar para que o consumidor faça as melhores escolhas para si e para o planeta? Como? É óbvio que muito terá de se discutir sobre o assunto, mas algumas sugestões poderiam aos poucos fazer parte da realidade dos anúncios.

Por que não informar mais sobre o produto em questão focado nas suas características reais ao invés de usar pirotecnia e subterfúgios para convencer o comprador?
Pois ao abrir um pote de margarina difícil acreditar que a vida ficará melhor e mais feliz, não é mesmo? Por que não abordar no anúncio as funcionalidades do produto em lugar de substituir essa análise pela falsa sensação da conquista e do status?

Algumas propagandas de carros, por exemplo, procuram associar características ao veículo que, efetivamente não fazem parte da venda.

Tenho certeza que com a genialidade dos nossos publicitários já demonstrada pelos inúmeros prêmios internacionais recebidos ao longo dos anos, não deverá ser uma tarefa das mais complicadas redirecionar seu trabalho para um apoio efetivo no atendimento aos critérios da sustentabilidade e ao consumo consciente.
Certamente, eles também irão se beneficiar ao longo do tempo. De qualquer maneira, caberá aos responsáveis pelos anúncios, os verdadeiros agentes dessas transformações, caso entendam a urgência de fazer a parte que lhes de dever e direito nesse processo, ou seja, o de implementar ações em prol de um desenvolvimento sustentável, equilibrado e racional. Com a palavra os publicitários!!!

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-publicidade-e-o-consumo-consciente

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
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Twitter: @ReinaldoCanto

08 agosto 2011

11º EDIÇÃO DO PRÊMIO DE REPORTAGEM SOBRE A MATA ATLÂNTICA DIVULGA SEUS FINALISTAS


Vencedores nas categorias Impresso, Televisão e Internet serão conhecidos dia 10 de agosto em São Paulo.



A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, uma parceria entre as ONGs Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica, anuncia no dia 10 de agosto, em São Paulo, os vencedores da 11º edição do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica.



Com o objetivo de promover o jornalismo ambiental no Brasil, fomentar a produção de reportagens sobre a Mata Atlântica e reconhecer a excelência profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais, a iniciativa existe no Brasil desde o ano 2001 e conta com o patrocínio de Bradesco Capitalização, apoio do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais (IFEJ).



Além das tradicionais categorias Impresso e Televisão, em 2011, o Prêmio ganhou uma nova categoria destinada a reportagens de Internet, um segmento que cresce vertiginosamente no meio jornalístico e consolida-se como um dos principais canais de informação para o público em geral.



Foram inscritas 75 matérias na categoria Impresso, 46 reportagens na categoria Televisão e 30 matérias na categoria Internet.



Confira a lista de finalistas (em ordem alfabética):


Impresso:



- Giovana Girardi, da Revista Unesp Ciência, com a matéria “O Código Florestal ao arrepio da ciência” (outubro de 2010);



- Maria Guimarães, da revista Pesquisa Fapesp, com a matéria “Marionetes de oito patas” (24/3/2011);



- Sérgio Adeodato, da revista Terra da Gente, com a matéria “O recobrimento do Brasil” (novembro de 2010).



Televisão:



- Claudia Tavares, do programa Repórter Eco, da TV Cultura, com a reportagem “Litoral Norte – Encostas” (16/3/2011);



- José Raimundo Carneiro de Oliveira, do Jornal da Globo, da Rede Globo, com a reportagem “Carvão do Piauí” (10/1/2011);



- Simone Pio Viana, da Rede Minas Televisão, com a reportagem “Árvores da Mata Atlântica” (28/3/2011).



Internet:



- Bernardo Vicente Tabak, do portal G1, com a matéria “Projeto de biólogo mostra degradação do meio ambiente no Rio” (27/6/2010);



- Daniel Carvalho de Mello, da Agência Brasil, com a matéria “Barragem do Valo Grande” (19/1/2011);



- Thais Teisen Rodrigues, do portal Ciclo Vivo, com a matéria “Ambientalista trabalha para recompor a orla da represa de Guarapiranga” (27/12/2010).



Os vencedores das três categorias poderão participar de uma viagem internacional com foco em jornalismo e meio ambiente. A premiação inclui passagem aérea de ida e volta, em classe turística, da cidade de residência do ganhador até a cidade do evento, além de hospedagem e refeições. Os segundos e terceiros colocados em cada categoria receberão R$ 5.000 e R$ 2.500, respectivamente, além de troféu e certificado no evento do dia 10.





O Júri



Para avaliar cada categoria, há um júri formado por cinco profissionais das áreas de comunicação e conservação ambiental, sem a participação de representantes das instituições organizadoras. Para chegar aos vencedores, o júri faz uma avaliação de todas as reportagens, sem ver a quem elas pertencem, atribuindo notas de 0 a 10 em vários critérios para a categoria Impresso (estilo, conteúdo informativo, fontes, “digestão” da informação e tema); para a categoria Televisão (imagens e edição, conteúdo informativo e texto, fontes e entrevistas e tema); e na categoria Internet (estilo e “digestão” da informação, conteúdo informativo, fontes, conteúdo de hipermídia e tema).



As matérias participantes desta edição na categoria Impresso foram avaliadas pelo júri composto por: Adalberto Marcondes, Paulo Lyra, João Paulo Ribeiro Capobianco, Ricardo Ribeiro Rodrigues e Rachel Biderman.



Na categoria Televisão, o júri foi formado por: Francisco César Filho, Luciano Candisani,

Sérgio Tulio Caldas, Maria Cecília Wey de Brito e Adriano Paglia.



Já as matérias concorrentes na categoria Internet foram avaliadas por: Haroldo Castro, Liana John, Wilson Bueno, Reinaldo Canto e Daniela Ramos.





Sobre a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica

Parceria entre a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica foi criada em 1999 para ampliar a escala de atuação das duas organizações, a partir de uma estratégia comum, em favor da conservação da Mata Atlântica. Com a proposta de diminuir o processo de destruição de um dos biomas mais ameaçados do planeta, a união entre as instituições está fundamentada em duas linhas estratégicas: Áreas Protegidas e Comunicação para conservação. Dentre os principais projetos conduzidos pela Aliança estão o Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica e o Programa de Incentivo às Unidades de Conservação Públicas e Privadas da Mata Atlântica. Para conhecer mais sobre o Prêmio, visite www.premioreportagem.org.br.



02 agosto 2011

A ATMOSFERA DA COPA E O AR DA CIDADE

Artigo publicado no Jornal da Tarde, em 01/08/2011

JT
OPINIÃO
01/08/2011
2A
SÃO PAULO

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A OPINIÃO DE

Reinaldo Canto

JORNALISTA, CONSULTOR E PALESTRANTE ESPECIALIZADO

EM SUSTENTABILIDADE



A atmosfera da Copa e o ar da cidade

São várias décadas de obras privilegiando a ocupação dos espaços vistos apenas como boas oportunidades de negócios


A realização da Copa do Mundo e a qualidade do ar de São Paulo seriam temas distintos, caso não tivessem um encontro traçado pelo destino. E, neste momento, não me refiro à densa névoa que cobre os preparativos para a Copa do Mundo, cercados de mistério e de negociações nebulosas que deixam o ar irrespirável. Na verdade, ambos os assuntos deverão ser discutidos por nativos e turistas daqui a três anos em 2014, afinal nesta mesma época, os problemas que afetam as condições atmosféricas deverão estar ainda piores do que as registradas nos últimos dias.

A triste combinação entre frio, ar seco e poluição já é responsável por um aumento de 62% das internações na capital paulista, conforme noticiado pelo JT (18/07). Fatos não raros que se repetem ano após ano, inclusive com registros de mortes diretamente ligadas aos crescentes e inaceitáveis índices de poluição do ar. E, infelizmente, a população não pode contar com ações realmente sérias do poder público para ao menos reduzir as suas principais causas.

Tais problemas, é claro, não surgiram recentemente. São várias décadas de obras privilegiando a ocupação dos espaços vistos apenas como boas oportunidades de negócios. Faltaram e continuam faltando planejamento e bom senso. Resultado: mais poluição e menos qualidade de vida.

Se hoje já contamos com mais de 7 milhões de veículos circulando por nossas entupidas ruas, a entrada de mais de mil novos carros emplacados diariamente na cidade só faz imaginar que durante a Copa os problemas serão multiplicados. Mesmo com automóveis menos poluentes, não é possível imaginar que teremos em 2014 um ar mais puro para respirar.

O ritmo frenético dos lançamentos imobiliários é outro fator que colabora para piorar as condições climáticas ao eliminar áreas verdes para a subida indiscriminada de espigões. Uma troca nefasta de árvores que absorvem gás carbônico deixando em seu lugar uma cidade mais impermeabilizada e cinza. Uma equação bastante simples e óbvia que agrava os casos de enchentes e aumenta a sensação de calor no verão. Já nestes dias de inverno, entre outros problemas, contribui para dificultar a dispersão de poluentes.

Tempo existe para mudar esse estado de coisas e alterar o caminho de São Paulo rumo a um desenvolvimento mais sustentável. Mas é preciso que, restando três anos para a abertura da Copa do Mundo, nossas autoridades pensem e respirem profundamente, com cuidado para não se intoxicarem, e comecem já a agir em prol da cidade para as pessoas. Mais transporte coletivo e mais áreas verdes serão muito bem-vindas. Afinal, com Copa ou sem Copa, os milhões de habitantes de São Paulo vão permanecer por aqui, vivendo e respirando, quem sabe, ares melhores num futuro próximo.




15 julho 2011

CURSO: Consumo consciente do dinheiro e do crédito

NOVO!

Bom para seu bolso, Bom para a sua família,

Bom para o Planeta, ÓTIMO PARA O FUTURO!

Dia: 15 de setembro de 2011, das 8h30 às 18h


Objetivo:

O curso levará aos participantes uma visão abrangente sobre as vantagens do uso consciente do dinheiro e do crédito para a vida das pessoas e o impacto dessa ação para o futuro do planeta. Abordará também os riscos de se realizar compras e investimentos sem uma análise aprofundada de seus efeitos e as repercussões negativas que poderão causar para a saúde financeira das pessoas no longo prazo.

Principais tópicos:

I. Sustentabilidade nos negócios

- Sustentabilidade nos negócios (dimensões econômica, social e ambiental – tripple bottom line)
- Linha do tempo da sustentabilidade
- Ciclo de vida dos produtos e pegada ecológica
- Diferenciação entre sustentabilidade nos negócios e investimento social privado
- Eco-eficiência

II. O Consumismo e os limites do planeta – Por que estamos passando da medida?

- As mudanças sofridas pelo planeta em poucos anos (tecnológicas, comportamentais, etc)
- Consumo excessivo
- Esgotamento dos recursos naturais
- Desenvolvimento x sustentabilidade
- Longevidade + desenvolvimento
- Ações individuais mais sustentáveis

III. Valores da sociedade, desejos e impulsos

- Novos produtos, novas necessidades
- Alcançar o paraíso via compra de produtos
- O Ter ao invés do Ser


IV. O que é o consumo consciente?

- Principais definições
- Práticas cotidianas
- Água bem essencial para nossa sobrevivência!

V. O seu dinheiro vale ouro!

- Orçamento doméstico (equilíbrio entre as despesas essenciais e as supérfluas)
- A importância de poupar parte dos ganhos (planejamento futuro + administração do patrimônio)
- Construção dos sonhos (curto, médio e longo prazos)

VI. Nossos gastos de todo dia

- Resistir ao impulso (pensar duas vezes e se perguntar sobre a necessidade)
- Os apelos negativos da publicidade
- A armadilha das pequenas despesas diárias
- Mês mais longo que salário é sinal de problema no horizonte

VII. Créditos e empréstimos

- Quando é realmente necessário?
- A ilusão da “despesa que cabe no bolso”
- Comprar à vista ou a prazo?
- Fugir dos juros abusivos
- A armadilha do carro novo (juros e prestações/análise de caso)
- Tomar dinheiro emprestado (de quem, como e quando?)

VIII. Reflexões

- Aprender a viver com menos e melhor (consumir menos, viver mais)
- Consumo consciente e qualidade de vida
- Visão de futuro: aposentadoria e/ou escola dos filhos

Metodologia:
- Uso de dinâmicas de grupo e discussão de casos práticos
- Exibição de audiovisuais para discussão do tema
- Fornecimento de material didático

Instrutores:
- Reinaldo Canto (Envolverde)
- Victorio Mattarozzi e Cássio Trunkl (Consultoria Finanças Sustentáveis)

Investimento: R$ 500,00
Inclui certificado, material didático e alimentação

Inscrições:
www.financassustentaveis.com.br/formulario.asp

Local:
Hotel Tryp Itaim - Sol Meliá
R. Manuel Guedes, 320 - Itaim Bibi - São Paulo - SP

Mais informações:
cursos@financassustentaveis.com.br
Tel. (11) 3586-0859 / 3582-0915

Saiba mais sobre outros cursos e palestras sobre sustentabilidade nos negócios em: www.financassustentaveis.com.br/cursos.aspx


CONSULTORIA FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
www.financassustentaveis.com.br

08 julho 2011

Novos capítulos na batalha dos pedestres pela sobrevivência

Desafios da campanha de respeito as faixas de pedestres revelam o despreparo de nossos motoristas

Por Reinaldo Canto*


Os pedestres de São Paulo, melhor dizendo, os pedestres de quase todo o País, enfrentam diariamente uma luta para chegarem vivos aos seus destinos.

Os obstáculos são inúmeros: vias intransitáveis, calçadas e passarelas inexistentes, transporte público ineficiente e perigoso, motoristas arrogantes e raivosos, além do desrespeito continuado e cotidiano das faixas a eles destinados.

Essa verdadeira guerra pela sobrevivência causou, no ano passado, a morte de 630 pessoas por atropelamento, apenas na capital paulista. No total foram 20 atropelamentos por dia com uma média de 2 mortes diárias.

Os números correspondem, segundo a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – a 46% do total de 1.357 mortes associadas à violência no trânsito em São Paulo.
Grosso modo, pessoas não motorizadas, além de não estarem se beneficiando desse meio de transporte, acabam por ser vitimadas por ele. Uma triste e absurda ironia do destino!

Uma campanha para cumprir a lei já existente

Diante de números tão chocantes, as autoridades públicas foram obrigadas a tomar algumas iniciativas pontuais visando minimizar tal selvageria. Uma delas nada mais foi do que obrigar motoristas a respeitar, conforme já determina o Código Nacional de Trânsito, ou seja, dar passagem ao pedestre quando este for atravessar a faixa de… pedestres.

No começo de maio a Prefeitura de São Paulo criou um programa em 8 áreas chamadas de Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre (ZMPPs) onde vem sendo realizado um difícil trabalho de orientação e fiscalização dos veículos, cujo principal objetivo é o de educar os mal acostumados motoristas, senhores dos espaços públicos, a agir mais do que no cumprimento da lei, como pessoas minimamente civilizadas.

De acordo com os objetivos do programa, bastaria ao cidadão pedestre esticar seu braço para sinalizar a outro cidadão dentro de um veículo motorizado, para que este último interrompesse sua circulação e cedesse gentilmente a passagem ao cidadão pedestre para a travessia na faixa.

Nesse período inicial de campanha, orientadores agitaram bandeiras sinalizando que pedestres querem fazer a travessia e fiscais da CET interromperam o trânsito para garantir uma passagem tranqüila.

A distância entre intenção e gesto

Tudo muito simples e de fácil compreensão. Afinal, se uma pessoa dirige um veículo, ela está, teoricamente, de posse de suas melhores faculdades mentais.
Se possui um carro, podemos concluir que essa pessoa tem o mínimo acesso a meios de comunicação como rádio e televisão, quem sabe seja capaz de ler e entender as informações publicadas por uma revista ou jornal, portanto plenamente capaz de compreender suas responsabilidades e obrigações.

Mas a realidade é bem diferente e mais parece um devaneio, uma utopia sonhar com um mundo assim!! Basta acompanhar os resultados empíricos desses dois meses de campanha. O que vem ocorrendo quando os fiscais não estão presentes?
Qual o comportamento dos motoristas? Bem, nesse caso, como pedestre assíduo e diário exatamente nas áreas destacadas pelo programa, posso afirmar com propriedade: NADA!
Tenho visto in loco que em sua maioria esmagadora, os motoristas continuam a fazer o que sempre fizeram, ou seja, ignorar e desrespeitar os direitos dos não motorizados.

Pesquisas realizadas pelo órgão de engenharia de tráfego junto aos motoristas constataram o quão ainda estamos distantes de uma solução, isso se formos depender de uma mudança de comportamento pela via do bom senso. Aliás, bom senso é algo que falta na própria percepção dos motoristas em relação as suas atitudes incivilizadas.

Os estudos concluíram que mais de 40% (pelo menos 4 entre 10 motoristas) alegam não parar na faixa de pedestres por temer acidentes. Eles acreditam que o carro de trás não vai parar e o choque, portanto, seria inevitável. Nessa visão torta, não parar nas faixas significaria em última instância, evitar acidentes.

Outros dizem que, quem não para, é o veículo de trás. Alguns cinicamente, diga-se de passagem, quer dizer de não passagem, desrespeitam pedestres pelo nobre motivo de não atrapalhar viaturas e ambulâncias.

Mas também, existem motoristas sinceros, não param porque simplesmente estão com pressa e ponto final. Até na percepção de achar que fazem o certo (ou será mesmo uma mentira deslavada?), nossos condutores respondem com a maior sinceridade.
Quando perguntados se respeitam os direitos dos pedestres, 76,8% disseram que sim. O irônico é que dessa parcela expressiva de cidadãos conscientes de seus deveres, 89,6%fizeram exatamente o contrário momentos antes da resposta e em várias situações colocaram a vida de pessoas em risco.

Pensar mais no coletivo e menos no individual

Loucos ou cínicos, o certo é que temos um longo caminho pela frente para mudar essa realidade nefasta de guerra urbana sem trégua.
Como pedestre, cidadão paulistano e brasileiro peço, encarecidamente, que as autoridades de transporte não desistam diante de tamanhas dificuldades.

A campanha precisa ser mantida, ampliada e passar a punir os infratores, pois infelizmente, o bolso acaba por ser uma boa argumentação civilizatória.
Para que possamos viver em cidades mais civilizadas, seguras e sustentáveis será preciso persistir. Os interesses coletivos devem, com exceções é claro, prevalecer sobre os individuais. O que acontecer em São Paulo será exemplo, bom ou ruim, que poderá num futuro próximo ser replicado em outras cidades do país.

As cidades pertencem às pessoas estejam elas de carro, bicicleta, a pé, de skate ou patinete, tanto faz, os direitos devem ser os mesmos.

Fora disso está a barbárie, injustiças e tragédias cotidianas as quais, tristemente, estamos bem acostumados e acomodados.

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital e colaborador da Envolverde.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/cultura/novos-capitulos-na-batalha-dos-pedestres-pela-sobrevivencia

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