18 junho 2018


ENCONTRO DE LIDERANÇAS FEMININAS DESTACA PROJETOS DE EMPODERAMENTO E GERAÇÃO DE RENDA

Diretora da Biocicla apresenta exemplo de modelo circular para tratamento de resíduos

No domingo, 10/06 foi realizado na cidade de Lourdes, região de Araçatuba, no interior do estado de São Paulo, 1º Encontro de Lideranças Femininas de Lourdes e Região organizado pela Prefeita Gisele Tonchis.

O evento contou com a presença de 28 prefeitas e prefeitos e cerca de outros 120 participantes, entre gestoras públicas, vice-prefeitas, vereadoras, primeiras-damas e também... representantes masculinos.
O objetivo do encontro foi o de discutir o papel da mulher frente aos principais desafios atuais da humanidade na política, saúde, meio ambiente, empreendedorismo e violência referente ao ODS 5 - Igualdade de Gênero da ONU.

Presença destacada da Biocicla





Após o sucesso da participação da Biocicla na Virada Feminina há duas semanas na Assembléia Legislativa, as dras. Marta Livia Suplicy, Presidente Nacional do Movimento Libra (Liga das Mulheres Eleitoras no Brasil) e Dalva Christofoletti - Fundadora CNM - APM - MMM convidaram Jamile Balaguer Cruz diretora da Biocicla para também apresentar a empresa no encontro de Lourdes.

Jamile aproveitou para falar da Agenda 2030 e dos ODSs (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) aprofundando a discussão sobre a Economia Circular (Um modelo econômico reorganizado, focado na coordenação dos sistemas de produção e consumo em circuitos fechados).
“Ressaltei a importância das prefeituras na implementação da Politica Nacional de Resíduos Sólidos desenvolvendo soluções locais de tratamento de resíduos”, afirmou Jamile. “Existem muitas oportunidades de novos negócios baseados na implementação da Lei 12.305/2010 que estabelece os parâmetros de um modelo circular”, ressalta ela. O artigo 9º da lei, por exemplo, define que na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geraçãoreduçãoreutilizaçãoreciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. 

O trabalho da Biocicla representa bem os primados da Economia Circular e as suas diversas soluções para tratar resíduos têxteis e gerar emprego e renda para famílias de baixa renda, mas principalmente, para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Conheça mais o trabalho da Biocicla: www.biocicla.com.br


15 junho 2018


Workshop discute os 6 anos do Código Florestal com a imprensa
Encontro apresentou resultados da pesquisa do IBOPE, lançamento de livro e cartilhas

São Paulo, 14 de junho de 2018 – Na manhã de terça-feira, dia 12 de junho de 2018, foi realizado em São Paulo o workshop “Código Florestal, a Lei que pegou!” apresentando dados atuais e propostas para o futuro da Lei de proteção da vegetação natural brasileira. O evento foi organizado pelo Observatório do Código Florestal, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, WWF-Brasil, Iniciativa Verde e Envolverde/Carta Capital, e contou com o apoio da Norad.

No primeiro bloco, foi apresentado o Termômetro do Código Florestal, aplicativo para celular, desenvolvido pelo Observatório, para monitorar a regularidade ambiental do meio ambiente rural e a implantação da Lei. A ferramenta analisa dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e disponibiliza informações sobre outros instrumentos relacionados ao Código, como o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA). Laura Braga, IPAM, explica: “acessamos os dados do Sicar, agregamos informações, analisamos e disponibilizamos as análises no aplicativo”. Segundo Laura Braga, no segundo semestre deste ano, será lançada uma nova versão da ferramenta.
Durante o encontro, foram lançados os resultados da pesquisa “Consumo e o Código Florestal”, realizada pelo IBOPE e a Rede Conhecimento Social, nas 5 regiões do País, para identificar como a sociedade percebe o Código Florestal. A pesquisa dispõe de várias informações relevantes que podem contribuir mobilizando a sociedade para a implantação da Lei, como o fato de que, frente às questões ambientais, a população não se preocupa tanto com o desmatamento, mas sim com a poluição do ar e das águas. Segundo Cristina Amorim, Coordenadora de comunicação do IPAM, “a faixa mais jovem da população vem extremamente consciente, lembrando que esta faixa mais jovem em pouco tempo será a faixa que terá maior capacidade de compra” comenta Cristina.



No workshop os professores Ely Bergo de Carvalho (UFMG), Raoni Rajão (Lagesa/UFMG) e a secretária executiva do Observatório, Roberta del Giudice, lançaram o livro “Uma breve História do Código Florestal – Parte 1”, que de forma concisa traz a história da legislação florestal brasileira desde suas raízes em Portugal até 1979. Segundo os autores, no século XIX e XX já existia a preocupação com a conservação dos recursos naturais para a garantia da estabilidade e crescimento econômico. “No Código Florestal do Paraná, em 1907, já se fala sobre a importância de proteger as florestas em defesa dos solos. Já se tinha conhecimento de que o desmatamento pode secar os rios, mudar o clima, prejudicar os solos” comentou Rajão. Carvalho afirmou que os primeiros códigos foram criados fundamentalmente para otimizar a produção no campo, a manutenção da indústria madeireira, os regimes de chuva, a preservação do solo, sem preocupações ambientais românticas. Para Roberta del Giudice, “a ciência aponta que há necessidade de proteção ambiental, são editadas normas de proteção. Contudo, para a manutenção do status quo,  ocorre uma pressão, que leva a redução da proteção conferida. Isso pode ser verificado em toda a história da legislação florestal”, comenta Roberta.

No terceiro bloco do evento, o pesquisador Gerd Sparovek (ESALQ/USP) apresentou o projeto ImplantaCF, que propõe uma forma eficiente de implantar o Código Florestal, estruturada em informações disponíveis, com foco no Estado de São Paulo. A proposta é otimizar os projetos de restauração no estado, de forma democrática e com forte embasamento científico, proporcionando de forma eficiente a regularização ambiental dos imóveis rurais no estado. Segundo Sparovek, “no Brasil vemos que 50% do déficit ambiental está concentrado em 0,3% das propriedades rurais. Se eu sei exatamente onde são estas regiões quentes, onde há uma grande concentração de déficit, é possível gerar soluções de baixo custo, concentrando investimentos e gerando toda uma economia florestal que o Código fomenta, compatibilizando assim ganhos ambientais e sociais, com a atividade econômica”.

No mesmo bloco, Frederico Machado, WWF Brasil, abordou como o mecanismo de compensação ambiental fora da propriedade rural pode garantir as facilidades ao produtor que tem passivo e ganhos em conservação, o que está detalhado no documento “Oportunidades e desafios de conservação na regularização ambiental das propriedades rurais”. “Dos 20 milhões de hectares de passivo ambiental no Brasil, 22% está em Áreas de Proteção Permanente, e 78% em Reservas Legais”, afirmou Machado.
Roberto Resende, Iniciativa Verde, falou sobre a implementação do Programa de Regularização Ambiental em São Paulo. Resende apresentou o histórico do PRA paulista, em processo conturbado e emperrado pela aprovação de uma norma incompatível com o Código Florestal federal e pela judicialização daí decorrente. “A definição dos critérios para aplicação da Lei deve garantir o melhor ganho ambiental e social, aliado às questões econômicas, para que, caso essa influência venha a se confirmar, que seja positiva” comenta Resende.


 
No último bloco, foi lançada a cartilha Caminhos Sustentáveis da Pecuária, desenvolvido pela Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, com o objetivo de dialogar com o produtor rural, por meio de uma linguagem clara para difundir a compreensão das normas do Novo Código Florestal. Segundo Pedro Burnier, a cartilha é uma ferramenta voltada ao produtor, que deseja se regularizar e produzir de modo sustentável, e atender ao consumidor, que busca por produtos livres de desmatamento. “É uma cartilha que traz ao produtor rural coisas positivas com a adequação à lei, mas também alguns alertas sobre o não cumprimento, como as multas”.
O jornalista Reinaldo Canto, Envolverde e Carta Capital, apresentou os obstáculos em se comunicar temas ambientais no Brasil. O desafio de colocar na pauta da sociedade a proteção das florestas, como condição primordial para o nosso futuro, é cada vez mais urgente. Segundo Canto, “se a perda da biodiversidade já deveria ser suficiente para sensibilizar jornalistas, as mudanças climáticas e a crise hídrica evidenciam ainda mais a necessidade da preservação e da recuperação florestal, cabendo aos nossos veículos de comunicação abordagens permanentes”.

As apresentações, resultados da pesquisa Consumo e o Código Florestal, o livro Uma breve História do Código Florestal – Parte 1, o documento Compensação Prioritária:  fundamental para ampliar os ganhos em conservação com a implantação do Código Florestal, a cartilha Caminhos Sustentáveis da Pecuária e o vídeo completo do encontro já estão disponíveis no site do Observatório.

Sobre o Observatório do Código Florestal: Criado em 2013, o Observatório do Código Florestal é uma rede formada por 28 instituições, que monitora a implantação da nova Lei Florestal (Lei Federal nº 12.651, de 25 de maio de 2012), com a intenção de gerar dados e massa crítica que colaborem com a potencialização dos aspectos positivos e a mitigação de seus aspectos negativos da nova Lei Florestal e evitar novos retrocessos. http://www.observatorioflorestal.org.br/

Informações à imprensa:
(21) 99355-3799


Comunidade se mobiliza para ter o Rio Pinheiro vivo e sem lixo

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Reinaldo Canto é jornalista e diretor da Envolverde
Movimentos Limpa Brasil e Volta Pinheiros realizaram uma grande ação com mais de 300 estudantes e voluntários no sábado, 09/06, no Parque do Povo, região oeste de São Paulo.
Uma série de atividades foi preparada para alertar sobre a urgência de se reciclar resíduos que muitas vezes são descartados de maneira irregular e que poderiam gerar renda. A ação também chamou atenção para a triste realidade do Rio Pinheiros que diariamente recebe toneladas de lixo e esgoto não tratado.
Apenas 2,5% das 3,5 milhões de toneladas de resíduos produzidas pela cidade de São Paulo são recicladas por ano. Em 2017, por exemplo, foram apenas 85 mil toneladas. Isso sem contar a enorme quantidade de lixo que acaba indo parar em terrenos baldios, ruas, córregos e rios. O nosso sofrido e poluído Rio Pinheiros é testemunha desse descaso. O pior é que muitos desses materiais descartados poderiam gerar emprego e renda, mas na verdade apenas contribuem para causar doenças, inundações e problemas ambientais.
Mas nada melhor do que tratar um tema tão triste com atividades lúdicas para a garotada se conscientizar e trabalhar para a mudança dessa realidade.
Logo às 08:30hs, no sábado ensolarado, um simpático coco gigante foi inflado para acompanhar as dinâmicas. A garotada recebeu uma série de orientações sobre a importância de não jogar lixo na rua e sobre a importância da reciclagem. Participaram de gincanas e por fim, depositaram numa cápsula do tempo mensagens sobre quais notícias esperam ler em 2020 sobre o Rio Pinheiros. Não faltou otimismo nessas mensagens. O que a criançada mais espera no futuro é que o Pinheiros esteja limpo, com peixes, que se transforme em um parque fluvial com as famílias ocupando suas margens e até passeando de barco por suas águas.
Marcelo Reis, coordenador do Volta Pinheiros afirmou que o objetivo principal da ação é chamar à atenção das autoridades para que ajam em prol do rio. Já Edilaine Muniz, coordenadora do Movimento Limpa Brasil/Let´s do It, a limpeza do Rio Pinheiros, assim como de outros rios de São Paulo, só será possível quando todos participarem e contribuírem com esses esforços, inclusive, não jogando lixo e destinando corretamente resíduos para reciclagem. “Muitos materiais vão parar no rio agravando o aumento de sua poluição quando poderiam estar gerando riqueza e renda para muitas famílias”.
Durante o evento foi lançado o aplicativo “Worldcleanup”, que faz parte de ação internacional para engajar pessoas no apoio a ações de limpeza nas cidades. O aplicativo tem como função mapear os pontos de lixo, descartados de forma incorreta, volumes pequenos ou grandes, em qualquer local da cidade e, para que após, sejam limpos até o dia 15/09 – Dia Mundial da Limpeza. Basta fotografar esse material para identifica-lo.




Segundo Frederico Rocha Duarte, que coordenou o lançamento com vários voluntários que partiram para “caçar” descartes de lixos e entulhos nas imediações do Parque do Povo, “A experiência proposta possibilita que qualquer um que tenha o aplicativo colabore, seja através da criação de um ponto de lixo ou limpando um ponto demarcado.” Além do escopo de identificar/limpar o lixo descartado incorretamente, o aplicativo viabiliza a criação de um banco de dados de descarte incorreto de lixo com abrangência global. A relevância dessas informações consiste no que a coordenação mundial do Let’s do It chamou de “Keep It Clean! Plan”, ou em tradução livre o Plano da Manutenção da Limpeza. “É o poder da ciência cidadã, isso só seria possível com a participação ativa da população” afirma Frederico. (#Envolverde)

13 junho 2018

FICA 2018: Sons únicos do Passado e sua melancólica extinção


Por Reinaldo Canto*, especial para Envolverde – 
O impactante documentário italiano Dusk Chorus (Coros do Anoitecer) trata da incrível jornada do compositor Davi Monacchi para registrar os ruídos e melodias da selva profunda que estão se perdendo
Durante toda a história de nosso planeta foram registradas, segundo os cientistas, cinco grandes ciclos de extinção em massa de espécies, entre elas a que foi responsável pelo desaparecimento dos dinossauros. Poucos duvidam que não estejamos passando por uma nova e dolorosa onda de destruição da nossa rica biodiversidade. Desta vez, diferente das anteriores, a responsabilidade é de apenas uma espécie, nós humanos, algozes e vítimas da nossa própria ignorância.
Muito do que se tem perdido é absolutamente desconhecido da humanidade. Assim como o que esses seres representam para a vida na Terra, sua importância e singularidade.
Pois essa obra impressionante exibida na Mostra Competitiva do FICA 2018 aqui na cidade de Goiás nos lembra que na conta das inúmeras perdas está a sonoridade, a sinfonia de um mundo que nunca deveria deixar de existir.
Os diretores Nika Saravanja e Alessandro D´Emilia buscaram simplesmente retratar o trabalho abnegado do compositor eco-acústico (que podemos definir como de alguém que registra sons da natureza).
Monacchi adentra a selva amazônica em terras equatorianas consideradas por ele as mais ricas em biodiversidade no planeta e faz registros utilizando equipamento de alta tecnologia. Sua emoção contida não deixa de revelar em alguns momentos a sua profunda admiração pela riqueza sonora e em outras uma enorme tristeza, pois tem notado que no decorrer dos anos em que tem realizado essas pesquisas, os sons vão se tornando menos diversos.
O filme é apenas uma pequena parte de uma documentação exaustiva que Davi Monacchi chamou de Fragmentos da Extinção. Mais do que constatar o fenômeno da perda sonora, o que o compositor tenta fazer é captar determinados sons que, provavelmente, venham a ser únicos e que nunca mais possam ser captados em seu habitat natural.
São impressionantes os sons de árvores centenárias durante o período de seca e o silêncio da floresta diante da falta de chuvas, fenômeno que a pesquisa do compositor constatou e que tem se ampliado com o passar do tempo.
Existem diversas razões para assistir ao documentário. Ele merece ser visto por ser uma obra com uma abordagem absolutamente inédita da questão da perda da biodiversidade e também como reconhecimento ao amor e reverência que Davi Monacchi nutre por esses frágeis habitantes da floresta.
Vale destacar os agradecimentos que ele faz a população indígena que o auxilia na tarefa de reconhecer os sons de animais, pássaros e insetos.
Para Davi Monacchi seus registros deverão servir para que as futuras gerações possam tentar estudar e entender uma riqueza do passado que as atuais não souberam preservar.
Sinfonias naturais dando lugar a um silêncio desértico e profundamente vazio.
*Reinaldo Canto é diretor de projetos especiais e colunista da Envolverde.
(#Envolverde)

07 junho 2018

FICA 2018:

Renováveis sim, Alternativos não!


por Reinaldo Canto* especial para a Envolverde – 
Além de cinema e cultura festival debate temas ambientais contemporâneos
Hoje falar das novas energias que, bem, já não tão novas assim, não incomoda tanto quem atua na área do que chama-las de alternativas. “Isso até nos ofende”, afirmou Ney Maron de Freitas, da Maron Consultoria e representante da Abeeólica – a Associação Brasileira de Energia Eólica que ao lado de Rodrigo Pedroso, Conselheiro de Administração da Região Centro-Oeste e Distrito Federal da Absolar – Associação Brasileira Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica abriu as mesas de debate temáticos do FICA.
A indignação de Ney Maron se deve ao fato de que as altern…., ops, renováveis e limpas já serem uma realidade no país, mesmo que ainda muita gente ainda não consiga enxergar essa realidade, principalmente aqueles que insistem em usar o alternativas como referência.
De qualquer maneira a energia eólica já pode ser considerada uma realidade pelos números apresentados por Maron, entre eles, presença em 12 estados, mais de 520 parques instalados com 6.600 aerogeradores (ou aqueles cataventos gigantes se preferirem), já em operação. O setor já gera 13GW de potência (o Brasil todo possui hoje uma geração total de 152 GW). E, segundo Maron, temos tudo para crescer muito mais, “o Brasil tem o melhor vento do mundo”.
A realidade solar não é muito diferente para Rodrigo da Absolar, capacidade de captar a luz solar no Brasil também pode ser considerada a melhor do mundo, mas ainda representa uma pequena parte em relação a já foi conquistada pela energia eólica. “A pior insolação do Brasil ainda é 30% superior a melhor da Alemanha”, comemora o representante da Absolar.
Perguntado o porque da diferença entre o crescimento da energia eólica (13 GW instalados) bem superior ao já alcançado pela solar (1 GW), Rodrigo explica que, “anos atrás a tecnologia era mais cara, mas com o passar do tempo foi se tornando cada vez mais acessível”, segundo ele conta de 2011 para cá, o barateamento da tecnologia solar foi enorme e hoje já existem ao menos 400 empresas trabalhando nessa cadeia produtiva. O valor teria passado de 11 milhões de reais por megawatt em 2011 para 2,9 milhões de reais em 2018 por megawatt produzido e com tendência de continuar caindo.
Aliás, segundo Rodrigo, a solar já é a energia que mais gera empregos no mundo por gigawatt produzido.
Ele apresentou também o resultado de uma pesquisa feita pela Absolar que apurou que 89% dos brasileiros consultados gostariam de gerar energia nas suas próprias casas. “Se podemos escolher qual operadora de celular podemos ter, por exemplo, e não possa escolher quem fornece energia”. Lembrando que nesse quesito a energia solar possui enorme potencial para mini e micro geração.
O crescimento das novas energias requer mudanças de paradigma, visão de nossos gestores públicos e, claro apoio da sociedade que precisa entender seus benefícios para um futuro mais sustentável. O FICA está fazendo a sua parte! (#Envolverde)
  • O jornalista Reinaldo Canto é colunista e diretor de projetos especiais da Envolverde.


20º FICA: a perfeita combinação entre arte, cultura e sustentabilidade


Por Reinaldo Canto, especial para a Envolverde –
Festival internacional realizado na cidade de Goiás é aberto no dia mundial do meio ambiente com muita vitalidade. Boa notícia para os dias atuais!
Não tem sido fácil para ambientalistas e jornalistas que atuam na área relatar notícias e fatos positivos que envolvem o setor. Está aí o crescimento na ocorrência de crimes ambientais e a destacada atuação da bancada ruralista sempre ávida em desmontar rapidamente leis de proteção ambiental que levaram muitos anos para serem elaboradas.
A abertura nesta terça-feira, 05/06 Dia Mundial do Meio Ambiente da 20a edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, na belíssima cidade de Goiás, primeira capital do estado, é um fato alvissareiro não só por essa longevidade, mas pela importância que o tema ganhou na região. Hoje o FICA já é considerado por muitos o maior festival de cinema ambiental da América Latina,
O Cineteatro São Joaquim estava lotado de autoridades do estado em demonstração de prestígio, como também de pessoas da comunidade local. Maria do Rosário, moradora da cidade, disse que está empolgada com a mostra e que “quer saber mais sobre o tema ambiental e o que precisa fazer para melhorar seus hábitos”.
Até o próximo domingo 10, serão exibidos 101 filmes participantes de mostras diversas, inclusive a Mostra Competitiva da qual vão participar 21 filmes, 10 nacionais e 11 estrangeiros de 8 países diferentes.
O governador do estado, José Eliton fez uma declaração muito importante de apoio ao festival, principalmente ao destacar que a realização do FICA representa uma questão de estado e não de governo. Uma sinalização importante para o próximo mandatário nas eleições de outubro de que governos passam, mas os bons projetos precisam continuar.
O primeiro filme exibido ainda na noite de terça-feira foi o documentário/ficção Ex-Pajé dirigido e roteirizado pelo cineasta Luiz Bolognesi. O filme conta a história da tribo dos Paiter Suruí, que viveram isolados até 1969 na região que engloba os estados do Mato Grosso e de Rondônia.
Em vários locais a cidade de Goiás irá respirar cinema, cultura e meio ambiente durante toda uma semana. Vida longa ao FICA! (#Envolverde)

Semana do Meio Ambiente:
No sábado o Parque do Povo será cenário de várias ações que alertam para o descarte irregular do lixo e para a situação do Rio Pinheiros

A realização do evento está a cargo dos Movimentos Limpa Brasil e Volta Pinheiros, co-realização do Awaken Love e apoio da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da capital

Próximo sábado, 09/06, a partir das 08:30hs – Parque do Povo

Concentração próxima a Marquise ao lado do Parque Infantil, acesso pelos portões 1 e 2



São Paulo, 28 de maio de 2018 – Apenas 2,5% das 3,5 milhões de toneladas de resíduos produzidas pela cidade de São Paulo são recicladas por ano. Em 2017, por exemplo, foram apenas 85 mil toneladas. Isso sem contar a enorme quantidade de lixo que acaba indo parar em terrenos baldios, ruas, córregos e rios. O nosso sofrido e poluído Rio Pinheiros é testemunha desse descaso. O pior é que muitos desses materiais descartados poderiam gerar emprego e renda, mas na verdade apenas contribuem para causar doenças, inundações e problemas ambientais.

O Limpa Brasil e o Volta Pinheiros organizaram uma série de atividades para adultos e crianças para chamar a atenção para essa triste realidade.

As atividades terão início a partir das 08:30hs da manhã no Parque do Povo, região oeste da capital paulista, próximo à Marginal Pinheiros. Estão convidados à participar das ações os frequentadores do parque, estudantes da FMU, alunos de ensino fundamental da Escola Municipal Alcides Gonçalves Etchegoyen Gen e colaboradores do CIEE

Veja mais abaixo a descrição de todas atividades.

A maior concentração se dará na abertura oficial e a partir das 11h na cápsula do tempo. Neste momento centenas de alunos de escolas da região vão escrever em faixas sobre como querem ver o Rio Pinheiros.

Durante a concentração dos estudantes e demais participantes da atividade serão repassadas orientações sobre como coletar os resíduos e também sobre a importância dessa ação para a vida de todos e por um meio ambiente mais saudável e equilibrado. Para Edilaine Muniz, coordenadora do Limpa Brasil, atos como esse realizados em vários locais do Brasil tem o objetivo de: “despertar a consciência das pessoas e começar a fazer uma mudança real tanto de hábitos de consumo como na maneira que enxergam os materiais que são descartados”.


Sobre o Limpa Brasil-Let’s do it!
A proposta do Movimento Limpa Brasil – Let’s do it! é criar uma nova cultura com relação ao descarte correto do lixo, além de incentivar a sociedade a limpar e manter as cidades limpas. Por esse motivo, um dos pontos mais importantes do evento é o envolvimento das escolas municipais, com a realização de palestras e seminários, dinâmicas de grupo e gincanas, capacitação de professores e a estruturação dos pontos de coleta de materiais recicláveis durante a semana de mobilização. Esse movimento gera um engajamento da comunidade local e incentiva a transformação de alunos, pais, parentes e profissionais envolvidos em agentes de mobilização, que alertam sobre os malefícios do descarte incorreto do lixo.



Programação:

8h30 Concentração
9h00 Abertura Oficial
9h30 – 11h atividades educativas
11h – Concentração intervenção Faixas
12h00 Finalização atividades – Enterramento Capsula do Tempo


 Atividades:



1.        Trilha da Reciclagem (Jardim dos sentidos) Trecho do Ratão:
Esconder resíduos, em um determinado trecho/trilha a ser percorrida, do parque de diferentes tipos, tamanhos e cores. As crianças passarão em silêncio por este local, observando e contando mentalmente quantos resíduos conseguir ver. Após observação, retornar ao local e recolher o lixo do chão. Feito isso, tirar um momento para a reflexão das consequências que o resíduo descartado incorreto traz ao meio ambiente / Rio Pinheiros e também, estimular os estudantes a pensarem no que os materiais coletados podem ser transformados.

2.      Arte / Pintura (Capivarinha):
Atividade na qual, os participantes pintarão o desenho da Capivarinha.

3.      Minhocário:
Breve exposição de como produzir um minhocario e quais seus benefícios.  Distri-tribuição de minhocas para o público presente.

4- Gincana:
Giscana e reflexão da reciclagem. Alunos correrão e se divertirão com ações educativas sobre reciclagem e descarte correto.

5- Cápsula do Tempo:
Como você quer o Rio Pinheiros em 2020? Compartilhe conosco e em 2020 saberemos quais os avanços. Compartilhe ainda nas redes sociais seu desejo.

6 – Palestra ODS:
 Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Abordar sobre as metas e objetivos que as ODS trazem e relacionar com o descarte correto dos resíduos

7 - Panorama da reciclagem:
Bate papo sobre o panorama da reciclagem no Brasil e em São Paulo. A interferência da falta de implementação de políticas públicas na logística reversa e as consequência do descarte incorreto nos rios e mares.

8- Tour no Parque
Passeio para conhecer o Parque e o funcionamento das áreas.




10. Mapeamento
App Mundial – World Clean Up Day – lançamento do mapeamento na cidade de São Paulo. Faremos mapeamento ao redor do Parque.

11. Mutirão de limpeza
Mutirão de limpeza no entorno do Parque.






06 junho 2018

UMA GRANDE CONQUISTA DA INICIATIVA VERDE!!!

Foto de Iniciativa Verde.

05 junho 2018


Biocicla na Virada Feminina:
Transformação de materiais é oportunidade para o empoderamento das mulheres

Diretora da Biocicla participa de Roda de Conversa sobre exemplos de mulheres que estão fazendo a diferença

A primeira edição da Virada Feminina foi realizada no domingo 27/05 na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, na capital paulista. Entre os mais importantes propósitos do encontro que reuniu milhares de pessoas é iniciar um Movimento Nacional e Internacional de fortalecimento e conexão de iniciativas de empoderamento feminino. 

Convidada à participar do evento, Jamile Balaguer Cruz, diretora da Biocicla, disse que entre os muitos objetivos do seu trabalho o empoderamento feminino e a geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade está em destaque. “A atuação da Biocicla faz um casamento muito equilibrado entre o socio e o ambiental”. Ela contou às dezenas de mulheres e homens presentes a sua apresentação que recebe mensalmente duas toneladas de roupas para serem transformadas em outras peças ao invés de serem descartadas. “A Economia Circular expande a vida desses materiais”.

Para Jamile, o trabalho realizado pela Biocicla atinge seis dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, entre eles, a erradicação da pobreza, a igualdade de gênero e a defesa do meio ambiente.



O convite para participar da Virada foi feito pela dra. Marta Livia Suplicy, Presidente Nacional do Movimento Libra (Liga das Mulheres Eleitoras no Brasil) e da Virada Feminina. Segundo ela, “é uma experiência incrível de grande impacto na vida das pessoas”. Marta espera que o projeto ganhe maior destaque e seja apoiado por prefeituras e entidades como o Sebrae. “Sem dúvida é um trabalho que precisa receber atenção e ser mais conhecido em todo o país”.