29 janeiro 2013

Preservação e desenvolvimento na mesma trilha


Por Reinaldo Canto*

Estar sujo de terra, ser picado por uma centena de mosquitos e caminhar por vezes debaixo de chuva torrencial e outras sob o sol inclemente foram apenas pequenos dissabores diante de sensações bem mais prazerosas. O contato com a natureza já é muito revigorante por si só, mas, se além disso for acompanhado de estimulantes conversas com pessoas conscientes do valor da preservação ambiental, aí tudo faz sentido e enche a gente de alegria e satisfação.

E é uma natureza que teima em mostrar sua beleza, pujança e importância para a sobrevivência de todos os seres vivos do planeta. Mesmo com tantas e constantes agressões basta uma pequena mãozinha para que ela refaça o caminho natural da vida.

Essa experiência foi possível ao acompanhar o trabalho da ONG Iniciativa Verde, que realiza projetos de reflorestamento no Vale do Ribeira, na região sul de São Paulo, conhecida por ser grande produtora de banana, palmito e também por inúmeros problemas relacionados à degradação ambiental.

Cílios do Ribeira

Um dos projetos é o Cílios do Ribeira, em parceria com o ISA – Instituto Socioambiental – e outras 40 instituições, a Iniciativa Verde é a responsável por recuperar diversas áreas em propriedades rurais com o plantio de 25 hectares, utilizando recursos oriundos de um programa chamado Carbon Free, no qual empresas e eventos compensam suas emissões de gases de efeito estufa, por meio do plantio de árvores de mata nativa em áreas degradadas de mata ciliar, na beira de rios.

Para o sucesso da empreitada é fundamental o apoio das comunidades e agricultores locais, os verdadeiros protagonistas para colocar e manter o projeto, literalmente, em pé.

É o caso da cooperativa de agricultores Empreendimento Socioambiental Guapiruvu, parceiro no projeto Cílios do Ribeira. Conforme conta o agricultor Gilberto Ohta, diretor da Cooperativa Agropecuária de Produtos Sustentáveis do Guapiruvu e um dos principais líderes da comunidade, o desmatamento para a venda da madeira associado ao cultivo intensivo de monoculturas, como o gengibre e a banana, durante anos foram responsáveis por levar doenças aos cultivos e, consequentemente, empobreceram o solo.

Hoje, após grande esforço de convencimento das 100 famílias (pertencentes à comunidade ou ao assentamento) pelo menos 70 famílias participam da cooperativa que beneficia a bananeira e o pupunheiro, dois dos principais cultivos da região. E, segundo Ohta, 95% dos agricultores já estão convencidos da importância de utilizar critérios de desenvolvimento sustentável em suas propriedades.

“Nesses últimos anos construímos o nome em cima da questão ambiental, das questões éticas e absorvemos a importância de se cuidar do solo e proteger o rio”, explica Ohta. “O projeto Cílios do Ribeira nos ajuda a recuperar as matas ciliares e a garantir água de qualidade para os nossos cultivos”, afirma.

Quando se estabelece essa sinergia em que todos os personagens convergem para a obtenção dos mesmos resultados, o cenário é o que podemos observar: uma bela mata se regenerando e trazendo de volta também a fauna: mamíferos, pássaros, peixes, além dos… mosquitos e suas picadas. Que sejam todos muito bem-vindos!!
*Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/preservacao-e-desenvolvi...
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20 janeiro 2013

A falta que faz um carro… ou não!


Começo de ano, bom momento para fazer novos planos e rever os antigos. Reorganizar metas, objetivos, desejos e colocar tudo em perspectiva. Também é salutar refletir sobre hábitos há muito tempo arraigados e, quem sabe, necessitem ser abandonados ou modificados em nome de uma vida mais saudável e equilibrada.
Há mais de dez anos não sou proprietário de um veículo motorizado. Resido em uma região muito bem servida de transporte público (ônibus e metrô), uma gama de serviços quase ao alcance da mão (supermercados, cinemas, padarias, bancos) e para quase todos os meus compromissos profissionais o tempo médio gasto em deslocamentos gira em torno de 20 minutos (espantoso e irrisório para uma cidade como São Paulo). Por essas razões, a decisão sobre voltar a ter um carro tem sido protelada sine die. Portanto, decidi por um momento, levantar nestas linhas a possibilidade de adquirir uma dessas máquinas maravilhosas e redentoras.
Uma pausa para falar do interesse coletivo
Aqui neste espaço já falei diversas vezes dos problemas relacionados ao transporte individual. Entre eles, os causados pelo aumento exponencial, nos últimos anos, no número de carros que ocupam as ruas, estradas e avenidas de todo o país. Algumas das consequências: congestionamentos cada vez maiores; cidades desfiguradas por obras caras e ineficientes; perda da qualidade de vida e aumento da poluição. Neste último item, tivemos no final de 2012 a notícia de que São Paulo já não irá cumprir sua meta de redução das emissões de gases do efeito estufa. Ao invés de reduzir foi registrado um aumento nas emissões da cidade no período de nove anos até 2011.
O inventário paulistano de emissões dos chamados GEEs responsáveis pelo aquecimento global registrou crescimento de 4,4% de 2003 a 2011, atingindo 16,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. O número corresponde à emissão de 1,5 tonelada por habitante. Na ocasião, o professor Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, afirmou que uma possível solução virá por ações que reduzam o transporte individual na cidade.
De volta às decisões de caráter pessoal
Agora voltando à dúvida cruel: comprar ou não um carro? Antes de mais nada é importante ressaltar que busquei fazer uma reflexão baseada em fatos cotidianos, opiniões de pessoas conhecidas, leituras e sobre os apelos comerciais a que somos bombardeados diariamente.
Sei muito bem que existem outras realidades bastante diversas da minha, as motivações para se possuir um carro variam bastante, mas é também verdade que uma boa parte das principais razões a favor ou contra a propriedade de um “veículo motorizado para o transporte individual” (chamados a partir de agora neste texto de VMTI), guardam semelhanças comuns.
Senão vejamos esse singelo levantamento de 10 argumentações contra e a favor para a aquisição de um VMTI. Como disse anteriormente não são baseados em levantamento científico, mas apenas na realidade cotidiana.
Os 10 argumentos contrários são: 1 – IPVA; 2 – Licenciamento; 3 – Seguro; 4 – Manutenção e Combustível; 5 – Estacionamento; 6 – Congestionamentos; 7 – Segurança; 8 – Liberdade; 9 – Comodidade; 10 – Sedentarismo.
E as 10 argumentações a favor: 1 – Necessidade (por deficiências do transporte público); 2 – Deslocamentos (constantes durante o dia); 3 – Transporte de Crianças e material de trabalho; 4 – Lazer noturno; 5 – Segurança; 6 – Liberdade; 7 – Comodidade; 8 – Status; 9 – Diferenciação/Individualidade; 10 – Felicidade.
Racionais ou subjetivos, o poder das boas decisões
O leitor poderá notar que os primeiros apontamentos referem-se a critérios racionais, baseados em questões financeiras, profissionais e logísticas.
Também há de notar que na sequência algumas das ponderações são exatamente iguais para ambos, pois refletem o ponto de vista do observador e seu cotidiano. Questões como, por exemplo, estar dentro ou fora de um carro representa maior ou menor segurança? É possível afirmar em qual situação se está mais protegido? Dentro de um VMTI a pessoa está menos ou mais exposta a assaltos e acidentes?
Quesitos como liberdade e comodidade são outros fatores que vão depender de condições bastante individualizadas. Para os que podem andar a pé ou de metrô em horários alternativos esses argumentos vão soar de maneira completamente diferente, em relação àqueles que são obrigados a tomar um ônibus superlotado em horário de pico. No segundo caso, o que esse cidadão vai preferir?
Melhor estar de pé, espremido em ambiente abafado durante 1 ou 2 horas dentro de um ônibus ou, mesmo parado em um congestionamento, sentado em seu VMTI, ouvindo música com o ar condicionado ligado?
Já para os primeiros que poderão se utilizar de um transporte rápido e barato como o metrô ou até mesmo realizar aprazíveis e saudáveis caminhadas, bem menos estressantes e desconfortáveis o uso de um VMTI é pouco recomendável, pois sujeito estará a ficarem parados em desnecessários e cansativos engarrafamentos.
As boas razões encobertas
Entre a lógica pura e as razões subjetivas, mas não desprovidas de uma boa carga de bom senso, chegamos aos 3 últimos itens que se referem especificamente às motivações para a posse de um VMTI.
Serão poucos aqueles que os colocarão conscientemente na lista dos dez mais, mas posso afirmar que em inúmeros casos, o estímulo principal para a compra do veículo está associado a ideias como Status, Diferenciação e Felicidade.
Fortemente influenciados pela maciça e onipresente publicidade de carros, muitos incautos são levados a comprá-los, não pelas óbvias necessidades, mas por fatores desprovidos de recomendáveis ponderações.
Os anúncios em TVs, rádios, jornais e revistas “vendem” os VMTIs como redentores de todas as nossas frustrações. Do sujeito que vai sumindo aos poucos e numa corrida em desespero e só recupera a sua visibilidade dentro dessa máquina milagrosa, ao festival de estereótipos vazios em que se determina uma pessoa respeitável pelo que ela possui e como se apresenta terminando ou começando por seu bólido na garagem, somos todos barbaramente influenciados por essas publicidades.
Seremos melhores, mais bonitos, mais bem sucedidos e até mesmo únicos, ao comprar um determinado VMTI, mesmo que ele seja um veículo de série medianamente popular e comercializado aos milhares. Uma falácia que, infelizmente, consegue ludibriar muita gente.
Bem, depois dessas rápidas considerações e nem um pouco seduzido por esses anúncios que me abririam as portas do paraíso, concluo que ainda continuarei sem um veículo motorizado de transporte individual. Quem sabe no próximo ano.
E você leitor? O que acha de tirar as suas próprias conclusões a favor ou contra a posse desses veículos?

09 janeiro 2013

COP 18: A inexplicável irrelevância


É bem difícil aceitar que o nítido e incontestável agravamento dos problemas climáticos mundiais seja acompanhado por tão poucas ações efetivas para enfrenta-los. Isso é o que podemos constatar quanto aos resultados da Conferência do Clima, a COP 18, realizada nas duas últimas semanas em Doha, Catar.
Os representantes dos cerca de 193 países presentes ao encontro chegaram a demonstrar alívio com o acordo que definiu a revalidação do Protocolo de Kyoto até 2020. O documento tinha encerramento previsto para o final de 2012, mas, mesmo tendo alcançado resultados insatisfatórios, o mundo concluiu que pior seria ficar sem o protocolo. Bem ou mal, Kyoto é o único acordo internacional que define a obrigatoriedade dos países desenvolvidos reduzirem as suas emissões de gases de efeito estufa.

Ao mesmo tempo que a atmosfera aquece a cada ano, as conferências climáticas se tornam mais frias e pouco producentes. E isso também vale para a COP 18. Foto: Karim Jaafar/AFP

O retrocesso foi evitado, mas temos realmente algo a comemorar? Nas palavras do economista britânico Nicholas Stern, a resposta é não. Segundo ele, caminhamos para um aumento da temperatura entre 3º e 5º C, o que vai trazer consequências muito negativas para a vida no planeta.
Diversas organizações que estiveram no Catar, como o Greenpeace e o WWF, demonstraram insatisfação e pessimismo diante da pouca ambição demonstrada pelas lideranças mundiais. “Baseados no que vimos aqui, não é possível ser otimista num futuro próximo”, afirmou o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo.
Nesse segundo período do Protocolo de Kyoto, os países da União Europeia, Austrália e alguns outros – 36 nações entre as mais industrializadas do mundo -, se comprometem a reduzir suas emissões. Juntos, respondem por 15% das emissões globais. Seguem de fora os maiores contribuintes do aquecimento global: Estados Unidos, China, Brasil e Índia. Para piorar o novo acordo, Japão, Rússia, Nova Zelândia e Canadá decidiram não aceitar o compromisso.
O que estava longe de ser considerado bom ficou ainda pior.
No que se refere ao financiamento dos 100 bilhões de dólares anuais para compor um fundo climático de apoio aos países em desenvolvimento, mais uma vez nada foi decidido. Tudo permanece como estava, ou seja, totalmente indefinido. A crise internacional é a desculpa da vez para deixar tudo como está para ver como é que fica.
O que esperar dos próximos encontros?
Em matéria de decisões importantes as últimas conferências se equivalem, mas em relação à sua representatividade, há muitas diferenças. Da COP 15 realizada em 2009 na Dinamarca para cá, parece que as discussões climáticas vêm perdendo gradativamente seu espaço nas agendas dos países.
Foto: Christopher Craig/Flickr

Em Copenhague, estiveram os principais líderes mundiais. Já nos encontros seguintes, escalões inferiores dotados de pouca autonomia para tomar decisões representaram seus governos.
Será que no ritmo em que estamos, em alguns anos as conferências do clima serão representadas por grupos de escoteiros de cada país*? Esses jovens possivelmente teriam um senso maior de urgência na tomada de decisões que contribuíssem para reduzir os riscos crescentes à raça humana, mas infelizmente não estariam autorizados a tomar as decisões que todos gostaríamos que se tornassem realidade.
Tudo faz crer que muitas COPs serão realizadas até que sejamos contemplados com ações efetivas de combate às mudanças climáticas. Mas ao que parece, são poucas as chances de que elas ocorram da maneira mais fácil e menos dolorosa. Vamos acompanhar!

*Aos politicamente corretos, um esclarecimento: o intuito da citação não é o de ofender os valorosos escoteiros que exercem uma importante missão na formação dos nossos jovens, mas por outro lado, não seria adequado assumirem funções diplomáticas no lugar de autoridades nacionais. 
Artigo publicado originalmente na coluna do autor em: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/cop-18-a-inexplicavel-irrelevancia/?autor=599

13 dezembro 2012

A difícil arte de ser criança no século XXI


Por Reinaldo Canto*
Não é tarefa das mais fáceis criar filhos nesses tempos modernos, cercados de alta tecnologia e profundas mudanças de comportamento. Nós, pais, costumamos nos queixar dos apelos do consumismo e da pressão exercida pelas crianças para comprar uma gama variada e extensa de traquitanas de todos os tipos e valores. Temos que trabalhar arduamente para fazer frente a essas pressões, mas também para garantir educação, saúde e o lazer dos pequenos.
Por outro lado, já tentamos fazer o exercício de nos colocar no lugar deles? Tenha em mente que a vida de nossas “pestinhas” também não é um mar de rosas!
Pois bem, aqui registro algumas reflexões sobre a cada vez mais complexa condição de ser criança neste século. No passado, não tão remoto assim, o ser criança era, de uma determinada maneira, bem mais simples. Brincar era uma atividade invariavelmente praticada na rua. Estudar, basicamente na escola do bairro. E comer, ato trivial e cotidiano, o almoço e o jantar preparados pela mãe, avó ou outros familiares. Só para fechar o rol de atividades mais ordinárias do dia a dia, assistir televisão era apertar o botão e usufruir da limitada programação ao lado da família. Fosse ela de conteúdo destinado às crianças ou adultos.

Espaços limitados, alimentos industrializados, sedentarismo e publicidade abusiva são alguns dos obstáculos para o desenvolvimento de uma infância saudável e equilibrada. Foto: Don Hankins/Flickr

Eis que tudo mudou, e não foram poucas as mudanças. A acelerada urbanização trouxe consigo dois fenômenos gêmeos: a redução dos espaços e a verticalização. Como consequência, a rua deixou de ser um local para brincar e passou a exercer o papel de vilã. Agora, rua é sinônimo de perigo! Azar das crianças que tiveram reduzidos os seus espaços tradicionais.
O correr livre e solto praticamente deixou de existir. Brincar em casa virou regra, ao invés de exceção. E, o mundo virtual acabou por ocupar esse vazio. Agora não é mais a criança que corre, joga bola e se exercita com outras brincadeiras ao lado dos amiguinhos: quem faz isso é o vídeo game. Os relacionamentos se desenvolvem nas redes sociais. Resultado: crianças sedentárias e obesas.
Por falar em obesidade, a variedade de produtos comestíveis muito atrativos, saborosos e, em geral, pouco saudáveis, é uma verdadeira tentação a nos provocar, com especial atenção às nossas crianças. Um prato que contenha cereais, carnes e legumes perdeu toda a graça diante das suculentas porções de “batatas com sabor artificial de bacon, com queijo cheddar”.
As frutas na sobremesa, comuns na alimentação do passado, têm sido substituídas por doces coloridos com muito açúcar e gorduras. Tudo isso agravado pelo fato de os pais trabalharem fora e as refeições preparadas por eles terem sido substituídas por pratos prontos.
Para completar o kit “obeso e sedentário”, a televisão também chamada por muitos pais de “babá eletrônica”, possui atualmente um leque de canais para o entretenimento de qualquer idade. São variados, e em bom número, aqueles dedicados às crianças. Ali, a publicidade deita e rola oferecendo a felicidade em forma de brinquedos e roupas mágicas e especiais. Mais pressão sobre os pais e muita frustração para os filhos que não terão acesso a todas aquelas maravilhas!

“Muito Além do Peso” merece ser assistido
Uma triste combinação de alimentos nada naturais, tecnologia sofisticada e insegurança carregam consigo uma carga de variados comprometimentos ao futuro das novas gerações.  Entre elas, as nossas crianças começam a apresentar sintomas de doenças conhecidas até pouco tempo apenas em adultos. Problemas no coração, respiratórios, diabetes, hipertensão e até mesmo depressão já fazem parte dessa nova realidade.
Sobre esse tema, vale a pena conferir o documentário Muito Além do Peso(www.youtube.com/watch?v=K0y82oVGiPE) que aborda as grandes e nocivas mudanças de consumo na infância. Algumas das alarmantes constatações de especialistas entrevistados no filme apontam que 33% das crianças brasileiras já estão acima do peso. Outras 56% consomem refrigerantes com alguma frequência. A diretora Estela Renner imprime um tom dramático em histórias reais, que seriam até engraçadas se não fossem trágicas.
Escolas que formam super-heróis
Por fim, o ato de estudar ganhou ares extremos de complexidade. A variedade de escolas pedagógicas causa, em primeiro lugar, um verdadeiro nó na cabeça dos pais. Qual a melhor para o meu filho? Em qual ele ou ela irá se tornar uma pessoa de valores éticos e morais altíssimos, humano, solidário, sensível e ao mesmo tempo capaz de enfrentar todos os obstáculos e superar os concorrentes que ousarem enfrenta-lo? Não podemos admitir que nossos filhos sejam algo menos que um super-homem/super mulher ou um semideus/semideusa.
Será que a escola está sendo capaz de desenvolver todo o imenso e extraordinário potencial do meu filho? Nesta hora, a pressão sobre os pequenos, mesmo que indireta, começa a se fazer sentir desde a mais tenra idade.
Então, que tal reduzirmos tanta pressão sobre eles e nós?
Portanto, sejamos mais solidários com nossos filhos e deixemos um pouco de lado as nossas próprias angústias. Não acho que existam fórmulas simples para enfrentar essas e muitas outras questões que envolvem a criação dos pimpolhos, mas quem sabe um pouco mais de atenção, amor e uma boa e salutar convivência familiar não atenuem, e até mesmo eliminem, alguns desses sintomas da modernidade.
Sejam eles geniais ou apenas normais, talentosos ou simplesmente cidadãos corretos e bons profissionais, ao invés de pensarmos em criar seres incríveis devemos contribuir para que as crianças se tornem adultos felizes e que vivam suas existências em paz.
*Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-dificil-arte-de-ser-cria...
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21 novembro 2012

Os Desafios da Cobertura Ambiental e suas principais diferenças em relação às Pautas Tradicionais


Dia 01 de dezembro, sábado, das 9h00 às 18h00
O curso busca aprimorar a visão dos estudantes e profissionais de jornalismo e comunicação para a nova realidade ambiental. Entre os temas a serem enfocados estão: recursos naturais, energia, água, desperdício de alimentos, as novas leis ambientais, mobilidade urbana, qualidade de vida, entre outros.
Docente: Reinaldo Canto é jornalista há 31 anos  com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital.
O curso contará com a participação do jornalista Henrique Andrade Camargo, diretor de redação do Mercado Ético (portal online focado em Sustentabilidade) com o tema “Novas tecnologias para trabalhar com Sustentabilidade”.
Vagas: 30
Horário: 9h00 às 18h00 (com intervalo de 1 hora para almoço)

Local do curso: Auditório Vladimir Herzog, sede do Sindicato, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (próximo ao metrô República)

Os interessados deverão encaminhar e-mail para cursos@sjsp.org.br
solicitando a pré-inscrição. No e-mail deverá constar nome completo, formação (curso, faculdade e ano que se formou), MTb (se possuir) e telefones para contato. Os estudantes deverão informar a faculdade e o período/semestre que estão cursando
A pré-inscrição garante a vaga até 23/11/2012, último dia para pagamento.
Valores:
Para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados
R$ 120,00 à vista ou 2 de R$ 60,00

Para jornalistas, estudantes de Jornalismo não sindicalizados e demais interessados
R$ 180,00 à vista ou 2 de R$ 90,00

Obs.: Despesa com almoço é por conta do participante

Atenção: Poderá ser oferecido desconto para grupos.
Consulte o Departamento de Cursos.

ATENÇÃO
Os que já participaram dos cursos (EXCETO das atividades gratuitas: seminários, cursos e palestras) têm direito a desconto, consulte a tabela com o Departamento de Formação

Para pagamento:
No Sindicato: Rua Rego Freitas, 530 - Sobreloja, de segunda à sexta, das 9h15 às 12h00 ou das 13h15 às 17h45

ou depósito bancário: Santander - Agência 0083 - Conta Corrente 13.001.669/9
Favorecido: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,
CNPJ 62.584.230/0001-00

Importante: Enviar o comprovante para cursos@sjsp.org.br ou para o fax (11) 3217 6299 ramal 6240.
Atenção: Optando pelo pagamento parcelado, entregar o cheque pré-datado para 30 dias no dia de aula.

Outras formas e datas para pagamento, consulte o Departamento de Cursos.
ACEITAMOS CARTÃO DE CRÉDITO, consulte o Departamento de Cursos.
Todos os participantes receberão certificados.
AtençãoEm caso de desistência:
-     antes do início do curso: ressarcimento de 85% do valor pago;



04 novembro 2012

35º Congresso Nacional de Jornalistas

Programação


07 de novembro (quarta-feira)



Hora Atividade / local

10h Abertura da mostra de Cartuns e Fotografias sobre Meio Ambiente



Celso Schröder, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e André Freire, diretor do Departamento de Imagem da FENAJ.



Local: Hall do Condomínio FECOMÉRCIO Acre



Obs: a exposição ficará aberta à população no Memorial dos Autonomistas, no Centro da Cidade de Rio Branco.

11h Credenciamento para o V Encontro dos Jornalistas de Imagem (ENJI)



Local: Hall do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

12h Almoço para os delegados do ENJI e dirigentes da FENAJ



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

14h Abertura oficial do V Encontro de Jornalistas de Imagem



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

14h30 Painel: IMAGEM COMO FONTE DE INFORMAÇÃO NA ERA DIGITAL



Milton Guran, fotógrafo e antropólogo da Universidade Federal Fluminense (UFF); Orlando Pedroso, da Associação dos Cartunistas do Brasil

Mediação: André Freire - diretor do Departamento de Imagem da FENAJ e do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

14h Credenciamento para o 35º Congresso Nacional dos Jornalistas



Local: Hotel Pinheiro - Rua Rui Barbosa, 450 - Centro

16h Café com Cultura



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

16h15/18h Aprovação do Regimento Interno do V ENJI

Plenária do Encontro de Imagem

Encerramento

20h Abertura oficial do 35º Congresso Nacional dos Jornalistas



Local: AFA Jardim - Rua Silvestre Coelho, S/N, Bairro Ipase

22h Festa de Boas Vindas



08 de novembro (quinta-feira)



Hora Atividade / local

08h30 Painel: POLÍTICAS DE PROTEÇÃO DAS FLORESTAS PARA O EQUILÍBRIO AMBIENTAL DO PLANETA



Izabella Teixeira, Ministra do Meio Ambiente e Tião Viana, Governador do Acre.

Mediação: Jane Vasconcelos (vice-presidente regional Norte I da FENAJ)



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

10h Café com Cultura



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

10h15 Painel: A POLÍTICA ENERGÉTICA E AS ALTERNATIVAS PARA UM PAÍS SUSTENTÁVEL



Edson Lobão, Ministro de Minas e Energia; e Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco.

Mediação: Maria José Braga (diretora da Fenaj)



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

12h/13h30 Almoço



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

13h30 Roda de Conversa: O JORNALISMO AMBIENTAL NA ACADEMIA E A FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS



Ilza Girardi (Núcleo de Ecojornalistas/Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Patrícia Kolling (Universidade Federal de Mato Grosso) e Arthur Leite (Assessor do Ministério Público do Estado do Acre)

Mediação: Sheila Faro (diretora da Fenaj)



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre



Oficinas



A ÉTICA NA COBERTURA DO MEIO AMBIENTE

Suzana Tatagiba (Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo e da Comissão Nacional de Ética da Fenaj)



COMUNICAÇÃO INTEGRADA (conjunto articulado de estratégias, veículos e produtos)

Walter Teixeira Lima Jr.(doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Metodista, mestre em Comunicação Social, e especialista em Consultoria em Internet pelas Faculdades Associadas de São Paulo)

14h Reunião da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (APIJOR)

Debate sobre direito autoral



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

14h30 Café com Cultura



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

14h45/18h Eleição da mesa diretora da Plenária do 35º Congresso Nacional dos Jornalistas

Aprovação do Regimento Interno

Plenária



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

19h30 Programação social



09 de novembro (sexta-feira)



Hora Atividade / local

08h30h Painel: O AQUECIMENTO GLOBAL E AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS



Carlos Nobre (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - SP); Jefferson Simões (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); e Eufran Amaral (Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais do Acre)

Mediação: Guto Camargo (diretor da Fenaj)



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

10h Café com Cultura



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

10h15 10h15 - Painel: A ATUAÇÃO PÚBLICA DO JORNALISMO COMO FORMA DE ENFRENTAR OS INTERESSES POLUENTES



Edson Spenthof (Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo); e Ruy Sposati (Assessor do Conselho Indigenista Missionário-CIMI) e Beth Costa (Diretora do Departamento de Relações Institucionais da Fenaj e Secretária Executiva da Federação Internacional dos Jornalistas - FIJ)

Mediação: Valci Zuculoto (diretora da Fenaj)



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

12h/13h30 Almoço



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

13h30 Roda de Conversa: O JORNALISMO AMBIENTAL NAS REDAÇÕES E O COMPROMISSO DOS PROFISSIONAIS



Reinaldo Canto (Carta Capital); e Ulisses Capozzoli (Scientific American Brasil)

Mediação: Déborah Lima (diretora da Fenaj)



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

Oficinas



AÇÕES AFIRMATIVAS E O COMPROMISSO SOCIAL DO JORNALISTA

Jeanice Dias (do Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul)



A VALORIZAÇÃO DA IMAGEM NO COTIDIANO DA NOTÍCIA

Elson Sempé Pedroso, Jornalista, repórter fotográfico e professor da FAMECOS/PUC-RS

14h30/18h Plenária



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

19h30 Programação social



10 de novembro (sábado)



Hora Atividade / local

08h30 Painel: SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO DA AMAZÔNIA



Senador Jorge Viana (PT-AC); Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente; e Foster Brown (Universidade Federal do Acre)

Mediação: Antônio Paulo (diretor da Fenaj)



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

10h30 Café com Cultura



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

10h45 Ato de lançamento do Relatório FENAJ "Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2011" e da Comissão Nacional "Memória, Verdade e Justiça" da FENAJ



Celso Schröder, presidente da FENAJ; Sérgio Murillo de Andrade, diretor do Departamento de Relações Institucionais e ex-presidente da FENAJ; Jim Boumelha, presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ); Gilney Viana, assessor especial da Secretaria de Direito Humanos da Presidência da República e coordenador do Projeto Direito à Memória e à Verdade da SDH.



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

12h15 Almoço



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

13h45 Roda de Conversa: O JORNALISMO AMBIENTAL E AS DIVERSIDADES AMBIENTAIS NO BRASIL



Vilmar Berna (Rede Brasileira de Informação Ambiental /Rebia- RJ); e Juarez Tosi (Ecoagência Solidária e Notícias Ambientais-RS)

Mediação: José Torves (diretor da Fenaj)



Local: Auditório do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

Oficinas



RÁDIO PÚBLICA E A DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Valci Zuculoto (diretora da Fenaj, doutora em Comunicação pela PUCRS e professora dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina).



JORNALISMO INVESTIGATIVO E SEGURANÇA NO TRABALHO

Suzana Blass (diretora da Fenaj)

15h Café com Cultura



Local: Cobertura do Condomínio FECOMÉRCIO Acre

15h15/18h Plenária Final

20h Festa de Encerramento

Entrega do Prêmio Chalub Leite



Local: Maison Borges - Av das Acácias - Distrito Industrial - Setor B



REBELIÃO DAS ÁGUAS: Empresa destaca exibição de curta ao receber premiação




A BF&Dias, empresa do setor de saneamento recebeu recentemente o Prêmio da AESabesp 2012 durante a FENASAN - Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente.



Entre os diferenciais apontados pela empresa para receber o prêmio esteve a exibição do curta de animação Rebelião das Águas para seus funcionários.



Agradecemos à direção da BF&Dias pelo apoio ao nosso trabalho e parabenizamos pela conquista do prêmio.



Nada como ter o trabalho reconhecido e rendendo bons frutos! Veja abaixo:



Sua empresa estava na expectativa de ser ganhadora do Troféu AESabesp 2012?

Fomos a primeira empresa vencedora do prêmio de Sustentabilidade da AESABESP em 2010. Em 2011, também fomos a primeira a vencer o Prêmio Destaque - considerado o mais importante de todos. De 2011 a 2012 trabalhamos duro no desenvolvimento de uma série de novas práticas. Acho natural termos criado uma expectativa com a premiação desse ano. Mais do que isso, nossa empresa sempre foi reconhecida pelas inovações tecnológicas e de gestão. Incentivamos nosso time a ser diferente e a pensar "fora da caixa". Esse nosso "jeito" de ser tem trazido resultados expressivos, não somente com o recebimento de prêmios significativos, mas também com marcas únicas de crescimento e a liderança absoluta em nosso segmento na América Latina.



- Em sua opinião, quais foram as principais ações da sua empresa, para conquistar este prêmio?

Sem dúvida nenhuma a premiação ocorreu não apenas pelas ações realizadas, mas sim pelo trabalho de uma equipe coesa. Fizemos mais de 20 novos processos e ações no mínimo inusitados.



Duas me chamaram muito a atenção.

A primeira, muito simples, mas super interessante foi uma sessão de cinema realizada dentro da empresa com o curta metragem "A Rebelião das Águas" ( http://envolverde.com.br/videos/videos-videos/a-rebeliao-das-aguas/ ) do cartunista Agê e do jornalista Reinaldo Canto. Foi fantástico! Uma ação onde multiplicamos informações muito úteis de uma forma muito descontraída.



Uma segunda ação, bem mais complexa, foi um programa criado pela equipe de vendas. A empresa estendeu o conceito de economia de energia e sustentabilidade para nossos clientes. Num conceito inovador, os sistemas e equipamentos novos vendidos que resultam economia de energia elétrica para o usuário final, podem ser pagos em planos de pagamentos baseados na performance energética mensurada. Ou seja, o cliente paga um valor mensal de investimento no equipamento menor que o valor da diferença medida após a mudança de tecnologia.



- O que significou para os funcionários a conquista desta premiação?

Orgulho e motivação são as duas palavras que melhor refletem o atual espírito de nossa equipe. Orgulho em razão do reconhecimento pela importância do prêmio e pelas ações implantadas, e motivação porque já estamos nos preparando para o próximo ano. Mais de 10 novas práticas estão em fase de desenvolvimento.



- Esta conquista motivou a adoção de novos conceitos ou práticas?

E como! Desde o primeiro prêmio recebido nossa empresa adotou muitos conceitos inovadores. Não apenas utilizando materiais e processos mais sustentáveis e eficientes, mas também adotando práticas pouco talvez consideradas pouco convencionais. O que falar sobre os clientes que foram visitar estações de tratamento de efluentes de quadriciclo? O que falar sobre o fato de "apagarmos" os escritórios por 15 minutos todos os dias? Por que investir em cursos profissionalizantes, de graduação e pós graduação para mais de 40% dos funcionários? Tudo isso nos motiva!



- Qual é sua expectativa para a Fenasan 2013?

A Fenasan 2013 com certeza será um sucesso! É um evento único, sério e inovador. Muito abrangente e com certeza é o maior ponto de encontro para profissionais e empresas do setor. Estaremos lá!