Por Reinaldo Canto*
Qual será o real símbolo do Natal? O presépio em celebração ao nascimento de Jesus Cristo ou a profusão de sacolas de compras que algumas pessoas mal conseguem carregar?
Seriam as canções tradicionais, a trilha essencial do Natal ou os jingles comerciais e as vozes dos locutores nos centros de compras anunciando mais uma oferta “imperdível”?
São questões de fácil resposta. Basta observar as lojas entupidas de pessoas entregues a busca desenfreada por produtos e quinquilharias de todos os gêneros e preços.
Graças a esse estado de coisas, as nossas cidades são testemunhas do arrefecimento nas condições do tráfego, as metrópoles sentem uma piora considerável no trânsito já caótico e os cristãos, ou melhor dizendo, consumidores, de tão ávidos, ansiosos e impacientes para se livrar da tarefa de aquisição de produtos, se tornam agressivos e muitas vezes irracionais.
Do ponto de vista da sustentabilidade, esse é um momento bastante preocupante. Difícil estabelecer qualquer critério de consumo consciente quando o que importa é preencher a lista de compras. Nesse caso os produtos são escolhidos sem muita reflexão e o fato de consumir de empresas social e ambientalmente responsáveis e até mesmo algo que seja prejudicial à própria saúde humana fica relegado a um triste segundo ou terceiro plano. Nessa hora, o que importa é, simplesmente, comprar!
Essa época do ano deveria ser propícia ao congraçamento, à paz e a harmonia entre os homens, afinal representam algumas das bases defendidas pelo Cristianismo. Ao invés disso, somos inundados por um clima estressante e até mesmo beligerante. E, ao mesmo tempo em que se escolhem os melhores presentes para entes queridos, também é preciso achar algo para aqueles “não tão queridos” para dizer o mínimo. Do cunhado insuportável à sogra ranzinza, ao colega de trabalho pouco colaborativo, todos devem ser contemplados. Afinal, as convenções têm de ser respeitadas independentemente da vontade e do comprometimento financeiro advindos dessas despesas.
Consumo Consciente do Dinheiro e do Crédito
Até mesmo aqueles que durante todo o ano buscam manter o controle de suas contas e, dessa maneira, deixar a vida financeira gozando de boa saúde, ao chegar dezembro abandonam todo esse esforço e bom senso. Pois entram em cena as “inadiáveis e urgentes” compras de Natal!
Muita gente se torna refém de uma engrenagem de consumo insana e me parece distante do próprio espírito do Natal. Alguns poderão alegar, em defesa dessa tradição, a cena dos três Reis Magos adentrando a manjedoura para deixar suas oferendas em homenagem ao nascimento do menino Jesus. Mas pelo que se conhece dessa história bíblica, isso foi só quando Ele nasceu, e não temos registro de novos regalos oferecidos pelos Reis Magos ao longo dos 33 anos de existência terrena de Jesus Cristo.
Difícil ir contra a corrente quando a própria presidenta Dilma Rousseff apelou aos brasileiros para irem às compras e dessa maneira manter o mercado aquecido.
Mas será mesmo não ser possível outro comportamento? Faltam poucos dias para o Natal, a maior parte das compras já foi realizada, mas é sempre bom lembrar que consumir conscientemente é, entre outras coisas, evitar os exageros, as compras por impulso, optar pelos produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis e sempre que possível evitar o uso das desnecessárias embalagens.
É importante lembrar também que muitas vezes o simples encontro entre pessoas que se gostam e sinceras demonstrações de amor, carinho e amizade são suficientes para preencher o espaço de um presente.
Tenha certeza que, no longo prazo, a sustentabilidade humana no planeta dependerá mais do afeto entre as pessoas do que de um mercado aquecido! Que tal propor um amigo secreto?
Pelo sim ou pelo não, com ou sem presentes desejo a todos um Feliz Natal e um ótimo 2012!
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
Artigo publicado originalmente na coluna do autor no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/do-menino-jesus-ao-consumismo-desenfreado/?autor=599
Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
site: www.ecocanto21.com.br
email: reicanto@uol.com.br
Linkedin: Reinaldo Canto
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Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto
22 dezembro 2011
09 dezembro 2011
Brasil é o quinto país que mais investe em energia renovável
Por Reinaldo Canto*
O relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (a Unctad), coloca o Brasil numa posição de destaque em relação à produção de energias renováveis. O país ocupa agora a quinta posição entre os que mais investiram em energias limpas. O montante no ano passado atingiu a marca de US$ 7 bilhões valor ainda distante dos primeiros colocados nesse ranking.
Só a China atingiu o valor recorde de US$ 49 bilhões nos investimentos em energias renováveis em 2010, depois dela a Alemanha com pouco mais de US$ 41 bilhões, os Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e a Itália (US$ 14 bilhões) completam os primeiros.
Se o investimento crescente em energias limpas e renováveis é algo obviamente digno de comemoração, não podemos esquecer que ele está ocorrendo também em virtude da demanda que não para de crescer. É importante deixar claro que energia renovável não é sinônimo de energia “não impactante”. Isso significa que, como em qualquer instalação de parque energético, as renováveis também causam impactos ambientais.
A energia eólica é um bom exemplo. Entre seus diversos estágios para a sua implementação estão: a fabricação das pás eólicas; o transporte de todos os equipamentos necessários até o seu respectivo local de instalação; a montagem do parque e de todas as linhas de transmissão que vão chegar ao consumidor final. São inúmeros impactos todos eles trazendo conseqüências ambientais e sociais.
Agora, voltando ao caso brasileiro, o relatório elogia o fato do país ser um dos únicos a ter fixado uma meta de atingir 75% de sua eletricidade proveniente de energias renováveis até 2030. Mas o estudo deixa claro que o Brasil atua fundamentalmente nos setores já consolidados, como biocombustíveis e hidrelétricas, deixando as chamadas opções mais modernas, como eólica e solar, sem o mesmo empenho e atenção, apesar do nosso enorme potencial disponível.
Os investimentos mundiais em energias renováveis subiram dos US$ 33 bilhões em 2004 para expressivos US$ 211 bilhões no ano passado um salto de 539,4%, sendo o crescimento médio anual de 38%. O relatório alerta para a necessidade de ainda serem feitos maciços investimentos no setor energético renovável, notadamente nos países em desenvolvimento, carentes de energia e de urgentes investimentos para a melhoria da qualidade de vida de suas populações.
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
Artigo publicado originalmente na coluna do autor no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasil-e-o-quinto-pais-que-mais-investe-em-energia-renovavel/
Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
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O relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (a Unctad), coloca o Brasil numa posição de destaque em relação à produção de energias renováveis. O país ocupa agora a quinta posição entre os que mais investiram em energias limpas. O montante no ano passado atingiu a marca de US$ 7 bilhões valor ainda distante dos primeiros colocados nesse ranking.
Só a China atingiu o valor recorde de US$ 49 bilhões nos investimentos em energias renováveis em 2010, depois dela a Alemanha com pouco mais de US$ 41 bilhões, os Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e a Itália (US$ 14 bilhões) completam os primeiros.
Se o investimento crescente em energias limpas e renováveis é algo obviamente digno de comemoração, não podemos esquecer que ele está ocorrendo também em virtude da demanda que não para de crescer. É importante deixar claro que energia renovável não é sinônimo de energia “não impactante”. Isso significa que, como em qualquer instalação de parque energético, as renováveis também causam impactos ambientais.
A energia eólica é um bom exemplo. Entre seus diversos estágios para a sua implementação estão: a fabricação das pás eólicas; o transporte de todos os equipamentos necessários até o seu respectivo local de instalação; a montagem do parque e de todas as linhas de transmissão que vão chegar ao consumidor final. São inúmeros impactos todos eles trazendo conseqüências ambientais e sociais.
Agora, voltando ao caso brasileiro, o relatório elogia o fato do país ser um dos únicos a ter fixado uma meta de atingir 75% de sua eletricidade proveniente de energias renováveis até 2030. Mas o estudo deixa claro que o Brasil atua fundamentalmente nos setores já consolidados, como biocombustíveis e hidrelétricas, deixando as chamadas opções mais modernas, como eólica e solar, sem o mesmo empenho e atenção, apesar do nosso enorme potencial disponível.
Os investimentos mundiais em energias renováveis subiram dos US$ 33 bilhões em 2004 para expressivos US$ 211 bilhões no ano passado um salto de 539,4%, sendo o crescimento médio anual de 38%. O relatório alerta para a necessidade de ainda serem feitos maciços investimentos no setor energético renovável, notadamente nos países em desenvolvimento, carentes de energia e de urgentes investimentos para a melhoria da qualidade de vida de suas populações.
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
Artigo publicado originalmente na coluna do autor no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasil-e-o-quinto-pais-que-mais-investe-em-energia-renovavel/
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24 novembro 2011
O JORNALISMO A SERVIÇO DA ECONOMIA VERDE
Por Reinaldo Canto*
A economia, ao longo do tempo, tem sido a grande propulsora do desenvolvimento humano. Desde as chamadas “descobertas” marítimas de alguns séculos atrás, impulsionadas pelas trocas comerciais e a atual febre de consumo na incessante busca por novidades tecnológicas, para ficar em dois exemplos, foram no passar dos anos exercendo uma pressão crescente sobre os recursos do planeta e fazendo surgir problemas desconhecidos no passado, caso mais emblemático do aquecimento global.
Já que o desequilíbrio na utilização desses recursos e a consequente insustentabilidade dos padrões de consumo são grandes responsáveis pelo atual estado de coisas, nada melhor do que apostar nas soluções, exatamente vindas das mudanças encampadas ou seriamente encaradas pelos setores relevantes da economia.
Também não é por outra razão que a denominada “economia verde” seja um dos principais pontos de discussão propostos para a Conferência Rio+20, programada para acontecer em junho do próximo ano, aqui no Rio de Janeiro. E o debate já tem um importante ponto de partida que é o relatório lançado este ano pelo PNUMA, cujo título é “Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza”.
A quarta edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental não tem fugido à regra e muitas das plenárias, oficinas, palestras e rodas de conversa tem como foco principal, exatamente a economia. Análises de ações empresariais, a transição para uma economia verde, o desenvolvimento sustentável e a alteração no padrão de consumo são alguns assuntos presentes ao evento.
E qual o papel que cabe aos profissionais de comunicação em todo esse cenário? Como podemos contribuir para que o mundo acelere o passo rumo a um desenvolvimento mais equilibrado e menos insustentável?
Acredito que a resposta esteja, antes de mais nada, na seriedade e no aprofundamento necessário exigido pelo tema. Fazendo uso do espírito crítico peculiar à nossa profissão, nós jornalistas devemos questionar, indagar e, porque não, cobrar a atuação responsável das empresas e do poder público para que priorizem o atendimento às reais necessidades sociais e ambientais baseadas nos critérios de desenvolvimento sustentável.
O congresso tem servido para que façamos um pouco dessa lição de casa, trocando informações e experiências vividas no dia a dia nas mais diferentes mídias, sejam elas segmentadas ou não. Daqui, tenho certeza, sairemos ainda mais preparados para uma batalha que pode até ser árdua, mas também, em razão dos valores nela embutidos, bastante prazerosa e gratificante.
* Especial para a Envolverde e para o Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental
A economia, ao longo do tempo, tem sido a grande propulsora do desenvolvimento humano. Desde as chamadas “descobertas” marítimas de alguns séculos atrás, impulsionadas pelas trocas comerciais e a atual febre de consumo na incessante busca por novidades tecnológicas, para ficar em dois exemplos, foram no passar dos anos exercendo uma pressão crescente sobre os recursos do planeta e fazendo surgir problemas desconhecidos no passado, caso mais emblemático do aquecimento global.
Já que o desequilíbrio na utilização desses recursos e a consequente insustentabilidade dos padrões de consumo são grandes responsáveis pelo atual estado de coisas, nada melhor do que apostar nas soluções, exatamente vindas das mudanças encampadas ou seriamente encaradas pelos setores relevantes da economia.
Também não é por outra razão que a denominada “economia verde” seja um dos principais pontos de discussão propostos para a Conferência Rio+20, programada para acontecer em junho do próximo ano, aqui no Rio de Janeiro. E o debate já tem um importante ponto de partida que é o relatório lançado este ano pelo PNUMA, cujo título é “Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza”.
A quarta edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental não tem fugido à regra e muitas das plenárias, oficinas, palestras e rodas de conversa tem como foco principal, exatamente a economia. Análises de ações empresariais, a transição para uma economia verde, o desenvolvimento sustentável e a alteração no padrão de consumo são alguns assuntos presentes ao evento.
E qual o papel que cabe aos profissionais de comunicação em todo esse cenário? Como podemos contribuir para que o mundo acelere o passo rumo a um desenvolvimento mais equilibrado e menos insustentável?
Acredito que a resposta esteja, antes de mais nada, na seriedade e no aprofundamento necessário exigido pelo tema. Fazendo uso do espírito crítico peculiar à nossa profissão, nós jornalistas devemos questionar, indagar e, porque não, cobrar a atuação responsável das empresas e do poder público para que priorizem o atendimento às reais necessidades sociais e ambientais baseadas nos critérios de desenvolvimento sustentável.
O congresso tem servido para que façamos um pouco dessa lição de casa, trocando informações e experiências vividas no dia a dia nas mais diferentes mídias, sejam elas segmentadas ou não. Daqui, tenho certeza, sairemos ainda mais preparados para uma batalha que pode até ser árdua, mas também, em razão dos valores nela embutidos, bastante prazerosa e gratificante.
* Especial para a Envolverde e para o Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental
UMA REFLEXÃO SOBRE O FUTURO DO TRANSPORTE NAS CIDADES
Por Reinaldo Canto*
No último dia 22/09 ocorreu mais uma edição do Dia Mundial Sem Carro. Ocasião que serve ou deveria servir para pensar e refletir sobre a crescente dependência de veículos de transporte individual. Qual o futuro dessa opção? Quais os limites para o crescimento da indústria automobilística? Será possível equacionar o fato de que milhares de novos carros sejam despejados todos os meses nas ruas de nossas maiores cidades com a busca pela sustentabilidade e qualidade de vida de seus habitantes?
Vivemos um estranho e perigoso momento sem que tenhamos idéia de como sair dele. Só no ano passado, segundo a Anfavea - a associação dos fabricantes de veículos - foram vendidos 3,5 milhões de automóveis no país. As grandes cidades brasileiras estão abarrotadas de carros, em geral com apenas um ocupante em seu interior. Nos últimos anos, com o crescimento econômico e a comemorada ascensão social, o automóvel deixou de ser apenas um sonho de consumo de muitas pessoas para se tornar uma realidade ao alcance dos bolsos ou via crediário. Esse quadro que já vinha se desenhando ao longo do tempo acelerou muito em anos recentes. Os sucessivos recordes de produção da indústria automobilística obrigam a transformar fortemente a paisagem e a arquitetura das cidades. O carro adquire assim um protagonismo absoluto preenchendo e desvirtuando os espaços antes ocupados pelas pessoas.
É óbvio que se imaginarmos qualquer grande cidade brasileira sem carros da maneira como estão hoje configuradas, o caos seria inevitável. Nossos ônibus e trens do metrô já circulam com níveis de lotação máxima ou até mesmo, acima disso, quando esses veículos de transporte coletivo se transformam, em ”latas de sardinha”.
Por outro lado, se não vivemos atualmente um colapso urbano, parece que isso é apenas uma questão de tempo. Afinal, quantos novos viadutos terão de ser construídos, quantas novas avenidas precisarão ser rasgadas redesenhando e desfigurando o espaço urbano e substituindo espaços de ocupação legítimos das pessoas, ao reduzir ou mesmo eliminar calçadas, calçadões e praças? Quantos milhões, bilhões de reais ainda serão gastos para obras viárias que privilegiam o automóvel?
Uma cidade sem carros antes de mais nada, teria naturalmente de garantir um transporte coletivo eficiente, seguro e pontual; ciclovias espalhadas por todas as regiões e vistas mais como corredores de tráfego do que meramente para passeios e as calçadas seriam utilizadas naturalmente pelas pessoas, pois deixariam de parecer crateras lunares ou pistas para disputas de rally.
Praças, parques, calçadões e bulevares passariam a ser regra e não exceção. Os moradores da cidade, bem como seus visitantes recuperariam o que nunca deveriam ter perdido: a ocupação natural e democrática de todos os espaços públicos da cidade.
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO JORNAL DA TARDE EM 24/10/11
No último dia 22/09 ocorreu mais uma edição do Dia Mundial Sem Carro. Ocasião que serve ou deveria servir para pensar e refletir sobre a crescente dependência de veículos de transporte individual. Qual o futuro dessa opção? Quais os limites para o crescimento da indústria automobilística? Será possível equacionar o fato de que milhares de novos carros sejam despejados todos os meses nas ruas de nossas maiores cidades com a busca pela sustentabilidade e qualidade de vida de seus habitantes?
Vivemos um estranho e perigoso momento sem que tenhamos idéia de como sair dele. Só no ano passado, segundo a Anfavea - a associação dos fabricantes de veículos - foram vendidos 3,5 milhões de automóveis no país. As grandes cidades brasileiras estão abarrotadas de carros, em geral com apenas um ocupante em seu interior. Nos últimos anos, com o crescimento econômico e a comemorada ascensão social, o automóvel deixou de ser apenas um sonho de consumo de muitas pessoas para se tornar uma realidade ao alcance dos bolsos ou via crediário. Esse quadro que já vinha se desenhando ao longo do tempo acelerou muito em anos recentes. Os sucessivos recordes de produção da indústria automobilística obrigam a transformar fortemente a paisagem e a arquitetura das cidades. O carro adquire assim um protagonismo absoluto preenchendo e desvirtuando os espaços antes ocupados pelas pessoas.
É óbvio que se imaginarmos qualquer grande cidade brasileira sem carros da maneira como estão hoje configuradas, o caos seria inevitável. Nossos ônibus e trens do metrô já circulam com níveis de lotação máxima ou até mesmo, acima disso, quando esses veículos de transporte coletivo se transformam, em ”latas de sardinha”.
Por outro lado, se não vivemos atualmente um colapso urbano, parece que isso é apenas uma questão de tempo. Afinal, quantos novos viadutos terão de ser construídos, quantas novas avenidas precisarão ser rasgadas redesenhando e desfigurando o espaço urbano e substituindo espaços de ocupação legítimos das pessoas, ao reduzir ou mesmo eliminar calçadas, calçadões e praças? Quantos milhões, bilhões de reais ainda serão gastos para obras viárias que privilegiam o automóvel?
Uma cidade sem carros antes de mais nada, teria naturalmente de garantir um transporte coletivo eficiente, seguro e pontual; ciclovias espalhadas por todas as regiões e vistas mais como corredores de tráfego do que meramente para passeios e as calçadas seriam utilizadas naturalmente pelas pessoas, pois deixariam de parecer crateras lunares ou pistas para disputas de rally.
Praças, parques, calçadões e bulevares passariam a ser regra e não exceção. Os moradores da cidade, bem como seus visitantes recuperariam o que nunca deveriam ter perdido: a ocupação natural e democrática de todos os espaços públicos da cidade.
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO JORNAL DA TARDE EM 24/10/11
09 novembro 2011
Cobertura Econômica na Mídia é tema de palestra
Estão abertas as inscrições para a palestra A Cobertura Econômica na Mídia, realizada pelo Sindijornalistas em parceria com a Arcelor Mittal Tubarão. O evento faz parte do projeto Sustentabilidade para Comunicadores, cuja proposta é debater sobre temas de interesse da sociedade, tendo como eixo temático as seis dimensões da sustentabilidade: social, econômica, política, ambiental, espiritual e cultural. A palestra acontecerá no dia 10 de novembro, no Radisson Hotel, e contará com a presença do jornalista Reinaldo Canto, que atua como professor de Gestão Ambiental na Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior (FAPPES), consultor, palestrante, articulista e colaborador do site Envolverde e de mídias ambientais, além de editor e redator de relatórios de sustentabilidade e colunista da Carta Capital.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.sindijornalistases.org.br. O evento, cujo credenciamento começa às 8h30, termina às 12h e também contará com uma mesa redonda da qual participarão as jornalistas Elaine Silva e Beatriz Seixas, respectivamente, editoras do caderno de economia de A Gazeta e repórter de Economia de A Tribuna. Após a mesa redonda será dado início ao debate com a participação do público. Haverá certificado para os participantes.
Formado em jornalismo pela Cásper Líbero e pós graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Canto passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do país, como SBT, Globo, Record e Jovem Pan, além de ter sido colaborador de revistas da Editora Abril. Na área de assessoria de imprensa Reinaldo Canto atuou em grandes empresas, como o Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Para conhecer mais o trabalho do jornalista basta acessar http://envolverde.com.br/ e http://www.cartacapital.com.br/author/reinaldo-canto
Programação
8h30 | Credenciamento
09h00 | Abertura
09h10 | Palestra A cobertura Econômica na Mídia
Palestrante: Reinaldo Canto, jornalista e colunista da Revista Carta Capital
10h10 | Mesa redonda
Mediadora: Suzana Tatagiba – presidente do Sindijornalistas-ES
Participantes: Elaine Silva (Editora de Economia de A Gazeta) e Beatriz Seixas (Repórter de Economia de A Tribuna)
11h30 | Debate
12h00 | Encerramento
12h10 | Brunch
Local: Radisson Hotel
Inscrições: www.sindijornalistases.org.br
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.sindijornalistases.org.br. O evento, cujo credenciamento começa às 8h30, termina às 12h e também contará com uma mesa redonda da qual participarão as jornalistas Elaine Silva e Beatriz Seixas, respectivamente, editoras do caderno de economia de A Gazeta e repórter de Economia de A Tribuna. Após a mesa redonda será dado início ao debate com a participação do público. Haverá certificado para os participantes.
Formado em jornalismo pela Cásper Líbero e pós graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Canto passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do país, como SBT, Globo, Record e Jovem Pan, além de ter sido colaborador de revistas da Editora Abril. Na área de assessoria de imprensa Reinaldo Canto atuou em grandes empresas, como o Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Para conhecer mais o trabalho do jornalista basta acessar http://envolverde.com.br/ e http://www.cartacapital.com.br/author/reinaldo-canto
Programação
8h30 | Credenciamento
09h00 | Abertura
09h10 | Palestra A cobertura Econômica na Mídia
Palestrante: Reinaldo Canto, jornalista e colunista da Revista Carta Capital
10h10 | Mesa redonda
Mediadora: Suzana Tatagiba – presidente do Sindijornalistas-ES
Participantes: Elaine Silva (Editora de Economia de A Gazeta) e Beatriz Seixas (Repórter de Economia de A Tribuna)
11h30 | Debate
12h00 | Encerramento
12h10 | Brunch
Local: Radisson Hotel
Inscrições: www.sindijornalistases.org.br
31 outubro 2011
SAI LISTA DE FINALISTAS DO PRÊMIO ALLIANZ DE JORNALISMO AMBIENTAL
Autores de 45 trabalhos concorrem a nove prêmios que serão entregues durante cerimônia a ser realizada em São Paulo, no dia 21/11.
Reinaldo Canto está entre os finalistas de mídia on line com o artigo: Parabéns, São Paulo: 7 milhões de carros - publicado na coluna Cidadania & Sustentabilidade no site da revista Carta Capital.
Na 5ª edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo, os 20 jurados do Comitê de Seleção e Julgamento tiveram a difícil missão de selecionar os finalistas do concurso dentre os 1261 trabalhos inscritos. O júri elegeu cinco reportagens para cada uma das oito subcategorias e para a nova Categoria Especial Comunicação Corporativa. Todas as matérias foram escolhidas por votação, sem qualquer interferência ou participação da Allianz Seguros.
“O Prêmio tem como objetivo principal reconhecer o mérito dos jornalistas tanto na cobertura do mercado de Seguros como em Mudanças Ambientais, afinal, os profissionais da imprensa são os grandes responsáveis por informar e esclarecer a sociedade sobre os temas relevantes que a cercam”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz Seguros.
Uma das novidades dessa 5ª edição do Prêmio foi a valorização do trabalho feito também pelas empresas para disseminar conceitos de sustentabilidade. Por isso, houve a criação da Categoria Especial Comunicação Corporativa, que premiará com menção honrosa o melhor trabalho feito para o público interno das organizações sobre o tema mudanças ambientais.
A edição deste ano também abriu espaço às reportagens publicadas na web. Por entender a importância de sites e blogs na disseminação de informações entre os leitores, foi criada a subcategoria Mídia On-line, tanto para o tema Seguros como para o tema Mudanças Ambientais. Para essas subcategorias, foi designado o mesmo prêmio das demais: R$ 15 mil.
Outra grande inovação deste ano foi a implementação da tecnologia nos processos de inscrição e julgamento, a fim de otimizar os recursos naturais – seguindo o conceito de sustentabilidade que é inerente ao Prêmio – e oferecer mais praticidade aos concorrentes e jurados. A Allianz desenvolveu um sistema on-line que permitiu aos jornalistas realizarem suas inscrições, sem que houvesse a necessidade de envio das reportagens pelos correios, assim como gastos com impressões. No sistema também foram feitas as análises dos jurados, o que garante transparência e agilidade na avaliação dos trabalhos.
Todas as matérias inscritas foram analisadas pelo Comitê de Seleção e Julgamento, formado por jornalistas; pesquisadores de instituições como INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), USP e Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente); professores universitários e profissionais especializados nos temas do concurso.
Agora, um novo júri será formado, o do Comitê de Premiação, que avaliará os trabalhos finalistas a fim de definir, também por votação, os vencedores da 5ª edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo. A divulgação dos ganhadores acontece durante cerimônia de premiação a ser realizada em 21 de novembro, em São Paulo.
Ao longo de cinco anos, o Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo elevou seu número de inscrições e criou novas categorias, consolidando-se atualmente como um dos principais prêmios de jornalismo do país.
Confira a seguir os 45 finalistas do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo e conheça quem foram os 20 integrantes do Comitê de Seleção e Julgamento:
Tema Seguros
Categoria Linguagem Escrita
Mídia Impressa Nacional e Regional
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Seguro agrícola: a esperança chamada fundo de catástrofe (Especial)
Leandro Mariani Mittmann
A Granja
Cuidado: o seu seguro pode ser pirata
Saulo Luz
Jornal da Tarde
Edifício com mais segurança
Thatiana Pimentel
Diário de Pernambuco
Proteção a estatal traz risco a seguro da Copa-14
Toni Sciarretta
Folha de S.Paulo
Chinês é novidade até para seguradoras
Viviane Favretto
Gazeta do Povo
Mídia Impressa Especializada em Seguros
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Linha amarela cresce e adere ao seguro
Aline Bronzati
Revista Apólice
Bons ventos para o mercado de seguros
Karin Fuchs
Revista Cobertura
Novas coberturas para instituições de ensino
Jamille Niero
Revista Apólice
Por que o microsseguro depende de um marco regulatório
Márcia Alves
Revista Seg News
Expectativa de crescimento envolve a nova classe média
Olga de Mello
Revista de Seguros
Mídia Impressa Especializada em Economia e Finanças
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Efeito Jirau encarece seguros
André Borges
Luciana Otoni
Valor Econômico
Incubadora de seguros busca investidor anjo
Flávia Furlan
Brasil Econômico
Garanta sua cobertura
Lilian Sobral
IstoÉ Dinheiro
Expansão agrícola e renda maior levam as seguradoras ao interior
Sérgio Bueno
Marli Lima, Cesar Felício, Mauro Arbex, Murillo Camarotto
Valor Econômico
Parceiros podem receber seguro de vida
Thais Folego
Brasil Econômico
Mídia On-line
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Seguradora batalha na justiça para comprovar agravamento intencional do risco
Carol Rodrigues
Portal Revista Cobertura
E quem se importa com o resseguro...
Denise Bueno
Blog Sonho Seguro
Não me arrisco na banguela
(Especial)
Julliana de Melo
Gustavo Belarmino
Portal NE10
Brasil agora apoia seguro transgênico
Mauro Zanatta
Valor Online
(sucursal Brasília)
Parece seguro, mas não é
Pedro Duarte
CQCS
Tema Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Escrita
Mídia Impressa Nacional e Regional
Matéria
Autor
Coautores
Veículos
A usina que explodiu
Aline Moraes
Época
Xingu – Rito de passagem (Especial)
Daniela Chiaretti
Valor Econômico
Desapropriada fazenda que preserva floresta
Marta Salomon
O Estado de S. Paulo
7 bilhões: expresso terra lotado
Ricardo Arnt
Revista Planeta
Código Florestal em causa própria
Vinícius Sassine
Josie Jeronimo e Ivan Iunes
Correio Braziliense
Mídia On-line
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Clima extremo: elétricas se preparam
Alexandre Canazio
Agência CanalEnergia
A construção civil nos passos da sustentabilidade
Eber Freitas
Portal Administradores
Comunidades carentes vivem a Revolução dos Baldinhos
Fabiano Ávila
Portal - Instituto CarbonoBrasil
Manchas verdes e a falsa ideia da biodiversidade
Fernanda Bittencourt Müller
Portal - Instituto CarbonoBrasil
Parabéns, São Paulo: 7 milhões de carros
Reinaldo Canto
Carta Capital
Categoria Linguagem Audiovisual
Mídia Eletrônica – Telejornalismo
Matéria
Autor
Coautores
Programa/Veículo
Caatinga
Ana Lúcia Pria
Globo Rural
TV Globo
Agropecuária sustentável e bioenergia rural
(Série)
Jorge Luiz dos Santos, com reportagem de Vico Iasi
Sandro Queiroz, José Donizete dos Santos, Olympio Giuzio
Globo Rural
TV Globo
Produção irregular de carvão no Piauí
José Raimundo
Bárbara Bom Angelo, German Maldonado, Robel Souza, Genser Freire
GloboNews Especial
GloboNews
Renascimento de Cubatão
Sergio Gabriel Lopes
Jornal da Band
TV Bandeirantes
Ecorede
(Série)
Ulisses Serotini
Dejane Arnhold, Carol Fazzio, Debora Lobo, Érica Arruda, Ailton Caldeira, Belmiro Dias, José Dalci, Marcos Alves, Reyd Antônio, Walcir Veiga, Célio Fernandes, Edson Bacana, Emerson Gonçalo, João Batista Figueiredo, Rosnaldo Saturnino, Wilson Ribeiro, Edilson Oliveira, Luis Guilherme, Rodrigo Gonçalves, Kaká Neves, Marcelo Ponce, Oendel Veiga, Luzimar Collares, Monycka Mariahl, Átilla Eugênio, João Carlos, Mário Lino, Walfrido Gomes, Daniele Vallejo, Marcela Albres, Lucimar Lescano
Rede Matogrossense de Televisão (RMT)
Mídia Eletrônica – Radiojornalismo
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Contaminação de agrotóxico no leite materno
Adalberto Piotto
CBN
O Brasil e os Povos da floresta
Akemi Nitahara
Rede Nacional de Rádio
Lixo/entulho: realidade e desafios de uma grande cidade (Série)
Cátia Toffoletto
CBN
Sacolas Plásticas
José de Anchieta , com reportagem de Renata Perobelli
Rodrigo Barros e Cláudia Gouvea
Jovem Pan
Dengue: por que estamos perdendo a batalha, por que podemos vencer a guerra
Vanessa Bugre
Gabriela Rosa
Rádio UFMG Educativa
Categoria Especial Comunicação Corporativa
Matéria
Autor
Coautores
Veículo/Empresa
Flex de peso
Bruno Meirelles
Revista VidaBosch
Informativo Sustentabilidade
Cynthia Dalvia
PepsiCo
O papel das empresas sustentáveis
Maria Aparecida Flosi Pires Barbosa
Anuário 2011 Sindhosp
Sustentabilidade: equilíbrio fundamental
Paula Andrade Barbosa
Revista Essência Grupo Boticário
Ventos cheios de energia
Roberto Ângelo de Oliveira Souza
Revista Universo Cemig
JURADOS – Comitê de Seleção e Julgamento
Tema Seguros
Linguagem Escrita
(em ordem alfabética)
TEMA SEGUROS – LINGUAGEM ESCRITA
Chrystiane Silva
É editora de economia e finanças pessoais da revista Você S/A, mantém o blog Seu Dinheiro e é produtora e apresentadora dos programas Invista Melhor e Três Minutos com seu Dinheiro. Acumula passagens pela revista Veja e pelos jornais Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil. É bacharel em Comunicação Social – Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e tem MBA em Finanças e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA-USP).
Denyse Godoy
É colunista de finanças pessoais da Folha de S. Paulo, na qual já teve passagens como correspondente em Nova Iorque e também como repórter do caderno Dinheiro (atual Mercado) e da Folha.com. A jornalista já atuou no IG e no Valor Econômico. Graduada em Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), fez o curso de especialização em Administração de Empresas para Graduados na Fundação Getúlio Vargas (CEAG-FGV), onde atualmente cursa MBA em Gestão.
Estela Benetti
É colunista na editoria de economia do Diário Catarinense, versões impressa e on-line. A jornalista também passou pelos jornais A Notícia e Jornal de Santa Catarina, pela TVCOM de Joinville e pela assessoria de imprensa da Associação Empresarial de Joinville (Acij). Possui MBA em Finanças pela Univille com módulo em Gestão Empresarial pela Universidade do Estado da Pensilvânia Pen State, nos EUA. É graduada em Jornalismo e em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Maria.
Silvana Mautone
É repórter do setor de transportes da Agência Estado. Há 16 anos na área econômica, a jornalista já passou por veículos como Folha de S.Paulo, revista Época Negócios, revista Exame e jornal Gazeta Mercantil. Graduada em Jornalismo pelo Instituto Metodista de Ensino Superior e em História pela USP, Silvana passou por cursos internacionais, dentre eles o de Relações Internacionais na New York University e cursos na área de global affairs pela London School of Economics and Political Science.
Vânia Absalão
Atualmente, dirige a VTN Comunicação, empresa especializada em assessoria de imprensa e edição de publicações em seguros, economia e negócios. Tem passagens pela Câmara Americana de Comércio Brasil Estados Unidos, Serviço Federal de Processamento de Dados, Bolsa Brasileira de Futuros, CNSeg e Escola Nacional de Seguros (Funenseg). Foi repórter das revistas Agricultura de Hoje, Tendência e Manchete, da Bloch Editores. Atuou ainda como assessora de comunicação da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Júri técnico-científico
(em ordem alfabética)
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Luciana Soler
(Linguagem Escrita)
Bacharel em Física pela UFMS, mestre em Sensoriamento Remoto pelo INPE e atualmente finaliza o doutorado em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade de Wageningen, Holanda. É pesquisadora no projeto de colaboração operacional e científica entre o INPE e o Planetary Skin Institute. Integrou equipes em empresas como a Threetek e a Nature Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, bem como em instituições de pesquisa como a Funcate e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pesquisa (Coppe/UFRJ).
Manoel Cardoso
(Linguagem Audiovisual)
Atua como pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), é doutor em Earth and Environmental Science desde 2004 pela University of New Hampshire, EUA. Cardoso é físico por formação e mestre em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP-SP). O tópico principal de estudo do pesquisador é a modelagem computacional das relações entre condições climáticas e a dinâmica dos ecossistemas terrestres. Possui sete artigos completos publicados em periódicos.
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Linguagem Escrita
Júri especializado em Sustentabilidade e Jornalismo
(ordem alfabética)
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Aldem Bourscheit
É hoje responsável pela comunicação do programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil. Acumula na bagagem trabalhos para veículos como Valor Econômico, Rádio Gaúcha, revista Página 22 e site O Eco. É graduado em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e pós-graduado em Meio Ambiente, Economia e Sociedade pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. Também foi assessor do Ministério do Meio Ambiente e prestou consultoria a empresas e organizações não governamentais.
Amália Safatle
É editora-fundadora da revista Página 22 - publicação constituída pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV e por jornalistas independentes - e colunista quinzenal da revista eletrônica Terra Magazine, do portal Terra. Acumula passagem pela revista Carta Capital, na qual trabalhou por dez anos e ocupou os cargos de repórter, editora de economia e colunista na área socioambiental. Também atuou como repórter no jornal Gazeta Mercantil e como assessora de comunicação na Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Apimec).
Efraim Neto
É editor da revista Com Ciência Ambiental e ex-consultor de comunicação do Observatório da Equidade do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República. Possui graduação em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário Jorge Amado, Salvador (BA). Tem experiência profissional na cobertura de eventos internacionais (World Youth Congress e Fórum Social Mundial) e em assessoria de comunicação de organizações como a 350.org.
Marcelo Bauer
Ao lado de Andréia Peres, fundou a Cross Content em dezembro de 2001 e conduz projetos para todos os clientes da produtora nas áreas editorial, de responsabilidade social e de branded content. Começou sua carreira como redator de política na Folha de S.Paulo e, posteriormente, foi repórter em O Globo, chefe de reportagem em O Estado de S.Paulo e editor de política na revista IstoÉ. Também integrou a primeira equipe de jornalismo on-line da editora Abril, pelo portal Brasil On-Line.
Sandra Sinicco
É fundadora da Ecopress, primeira agência de notícias ambientais do Brasil. Graduada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, tem especialização em Marketing pela ESPM. Foi fundadora da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) e é CEO do GrupoCASA, agência de comunicação estratégica. Além disso, analisa semanalmente como a imprensa brasileira aborda questões ambientais no programa Mega Brasil, veiculado pela internet e dirigido aos jornalistas.
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Audiovisual
Radiojornalismo
(ordem alfabética)
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Anderson França
Foi coordenador de Jornalismo da rádio Record AM-1000 por dez anos e idealizador e apresentador dos jornais Repórter Record e Central Record de Notícias. Graduado em Jornalismo pela Fundação Cásper Líbero, tem passagens pelas rádios Globo, CBN, Eldorado e Capital. Foi vencedor dos prêmios Banespa Ecologia, Rotary Ecologia e Instituto de Engenharia e Saneamento Ecologia e professor de Comunicação Social da Rádio Oficina nas disciplinas de Radiodifusão, Sonoplastia e História do Rádio.
Lenize Villaça
É professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, no programa de pós-graduação em jornalismo contemporâneo. Na graduação, comanda a disciplina de Radiojornalismo. Possui mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e bacharelado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem passagens pela Rádio Alvorada, em Londrina, e pela Rádio Capital, em São Paulo.
Tatiana Ferraz
É professora de Telejornalismo e Radiojornalismo na Fundação Cásper Líbero e mestranda em Comunicação na Contemporaneidade. Supervisora do programa laboratório (revista eletrônica) "Edição Extra", que vai ao ar pela rede Gazeta de televisão. Acumula passagens pelas rádios Jovem Pan, Cultura e Eldorado e pelas TVs Gazeta, Record, Cultura e SBT, pela qual fez a cobertura jornalística da Copa do Mundo da França, em Paris. Possui graduação em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo.
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Audiovisual
Telejornalismo
(ordem alfabética)
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Heidy Vargas
É professora dos cursos de Jornalismo e RTV da Universidade Metodista de São Paulo e pesquisadora do Centro de Pesquisa do Cinema Documentário da Unicamp (CEPECIDOC). Possui experiência na área de comunicação, com ênfase em telejornalismo e cinema, atuando principalmente nas áreas de jornalismo televisivo e comunitário, história do cinema documentário e cinema documentário brasileiro. Tem passagens pelo Jornal Nacional, da rede Globo, e pelo Jornal da Band, da TV Bandeirantes.
Mariana Kotscho
Foi repórter dos canais SBT, Record e Globo. Em 2008, foi uma das coordenadoras do I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, em Brasília. No ano de 2002, venceu o prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo graças à reportagem sobre o DOPS, exibida pelo canal Globonews, e, em 1999, foi finalista do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, com reportagens feitas no Ceará para o Jornal Nacional, da rede Globo. Atualmente, dirige e apresenta o programa Papo de Mãe, no ar pela TV Brasil.
Silvio Barbosa
Doutor em Comunicação pela ECA-USP e mestre em Filosofia do Direito também pela USP, graduou-se em Jornalismo pela Cásper Líbero e em Direito pela PUC-SP. É professor adjunto de Ética e Legislação e de Telejornalismo na Faculdade Cásper Líbero e na FMU/FIAM. Foi editor-chefe do Jornal da Gazeta, editor-executivo do Bom Dia Brasil, editor de geral dos telejornais Hoje, SPTV, Jornal da Globo, Jornal da Band e Jornal da Record e editor-executivo e internacional do telejornalismo da TV Cultura.
Vanderlei de Souza
É formado em Jornalismo, Publicidade e Radialismo. Atua há mais de 20 anos nas áreas de Comunicação, Cultura e Educação e no planejamento, produção e elaboração de projetos e cursos. Assessor de imprensa e produtor de vídeos institucionais, é também mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e professor nos cursos de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, mais especificamente nas áreas de jornalismo audiovisual e impresso.
Sobre a Allianz Seguros
No país há 107 anos, a Allianz Seguros está presente em todo o território nacional por meio de suas 60 filiais, seus 1300 funcionários e, também, por meio do apoio de cerca de 14 mil corretores, responsáveis pela comercialização de seus produtos e serviços para pessoas e empresas. A Allianz Seguros atua no Brasil em ramos elementares e em saúde empresarial.
A Allianz Seguros é uma empresa do Grupo Allianz SE, um dos líderes mundiais em seguros e o maior da Europa. O grupo conta com 151 mil funcionários que atendem a 76 milhões de clientes em mais de 70 países. Além de oferecer produtos e serviços, a Allianz também se destaca na área de pesquisa de grandes riscos, em estudos de sustentabilidade e nos investimentos em fontes renováveis de energia.
A Allianz SE é membro da Transparência Internacional e apoia os princípios do Pacto Global das Nações Unidas e as Diretrizes da OCDE para Multinacionais por meio de seu Código de Conduta. A organização é uma das líderes do setor de seguros no índice Dow Jones de Sustentabilidade, listado no FTSE4GOOD, e no Carbon Disclosure Leadership Index (Carbon Disclosure Project, CDP6).
A Allianz é a marca global mais sustentável no setor de serviços financeiros. A seguradora aparece na 21ª posição geral no relatório Best Global Green Brands, feito pela consultoria Interbrand, líder mundial em avaliação de marcas.
Reinaldo Canto está entre os finalistas de mídia on line com o artigo: Parabéns, São Paulo: 7 milhões de carros - publicado na coluna Cidadania & Sustentabilidade no site da revista Carta Capital.
Na 5ª edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo, os 20 jurados do Comitê de Seleção e Julgamento tiveram a difícil missão de selecionar os finalistas do concurso dentre os 1261 trabalhos inscritos. O júri elegeu cinco reportagens para cada uma das oito subcategorias e para a nova Categoria Especial Comunicação Corporativa. Todas as matérias foram escolhidas por votação, sem qualquer interferência ou participação da Allianz Seguros.
“O Prêmio tem como objetivo principal reconhecer o mérito dos jornalistas tanto na cobertura do mercado de Seguros como em Mudanças Ambientais, afinal, os profissionais da imprensa são os grandes responsáveis por informar e esclarecer a sociedade sobre os temas relevantes que a cercam”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz Seguros.
Uma das novidades dessa 5ª edição do Prêmio foi a valorização do trabalho feito também pelas empresas para disseminar conceitos de sustentabilidade. Por isso, houve a criação da Categoria Especial Comunicação Corporativa, que premiará com menção honrosa o melhor trabalho feito para o público interno das organizações sobre o tema mudanças ambientais.
A edição deste ano também abriu espaço às reportagens publicadas na web. Por entender a importância de sites e blogs na disseminação de informações entre os leitores, foi criada a subcategoria Mídia On-line, tanto para o tema Seguros como para o tema Mudanças Ambientais. Para essas subcategorias, foi designado o mesmo prêmio das demais: R$ 15 mil.
Outra grande inovação deste ano foi a implementação da tecnologia nos processos de inscrição e julgamento, a fim de otimizar os recursos naturais – seguindo o conceito de sustentabilidade que é inerente ao Prêmio – e oferecer mais praticidade aos concorrentes e jurados. A Allianz desenvolveu um sistema on-line que permitiu aos jornalistas realizarem suas inscrições, sem que houvesse a necessidade de envio das reportagens pelos correios, assim como gastos com impressões. No sistema também foram feitas as análises dos jurados, o que garante transparência e agilidade na avaliação dos trabalhos.
Todas as matérias inscritas foram analisadas pelo Comitê de Seleção e Julgamento, formado por jornalistas; pesquisadores de instituições como INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), USP e Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente); professores universitários e profissionais especializados nos temas do concurso.
Agora, um novo júri será formado, o do Comitê de Premiação, que avaliará os trabalhos finalistas a fim de definir, também por votação, os vencedores da 5ª edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo. A divulgação dos ganhadores acontece durante cerimônia de premiação a ser realizada em 21 de novembro, em São Paulo.
Ao longo de cinco anos, o Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo elevou seu número de inscrições e criou novas categorias, consolidando-se atualmente como um dos principais prêmios de jornalismo do país.
Confira a seguir os 45 finalistas do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo e conheça quem foram os 20 integrantes do Comitê de Seleção e Julgamento:
Tema Seguros
Categoria Linguagem Escrita
Mídia Impressa Nacional e Regional
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Seguro agrícola: a esperança chamada fundo de catástrofe (Especial)
Leandro Mariani Mittmann
A Granja
Cuidado: o seu seguro pode ser pirata
Saulo Luz
Jornal da Tarde
Edifício com mais segurança
Thatiana Pimentel
Diário de Pernambuco
Proteção a estatal traz risco a seguro da Copa-14
Toni Sciarretta
Folha de S.Paulo
Chinês é novidade até para seguradoras
Viviane Favretto
Gazeta do Povo
Mídia Impressa Especializada em Seguros
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Linha amarela cresce e adere ao seguro
Aline Bronzati
Revista Apólice
Bons ventos para o mercado de seguros
Karin Fuchs
Revista Cobertura
Novas coberturas para instituições de ensino
Jamille Niero
Revista Apólice
Por que o microsseguro depende de um marco regulatório
Márcia Alves
Revista Seg News
Expectativa de crescimento envolve a nova classe média
Olga de Mello
Revista de Seguros
Mídia Impressa Especializada em Economia e Finanças
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Efeito Jirau encarece seguros
André Borges
Luciana Otoni
Valor Econômico
Incubadora de seguros busca investidor anjo
Flávia Furlan
Brasil Econômico
Garanta sua cobertura
Lilian Sobral
IstoÉ Dinheiro
Expansão agrícola e renda maior levam as seguradoras ao interior
Sérgio Bueno
Marli Lima, Cesar Felício, Mauro Arbex, Murillo Camarotto
Valor Econômico
Parceiros podem receber seguro de vida
Thais Folego
Brasil Econômico
Mídia On-line
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Seguradora batalha na justiça para comprovar agravamento intencional do risco
Carol Rodrigues
Portal Revista Cobertura
E quem se importa com o resseguro...
Denise Bueno
Blog Sonho Seguro
Não me arrisco na banguela
(Especial)
Julliana de Melo
Gustavo Belarmino
Portal NE10
Brasil agora apoia seguro transgênico
Mauro Zanatta
Valor Online
(sucursal Brasília)
Parece seguro, mas não é
Pedro Duarte
CQCS
Tema Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Escrita
Mídia Impressa Nacional e Regional
Matéria
Autor
Coautores
Veículos
A usina que explodiu
Aline Moraes
Época
Xingu – Rito de passagem (Especial)
Daniela Chiaretti
Valor Econômico
Desapropriada fazenda que preserva floresta
Marta Salomon
O Estado de S. Paulo
7 bilhões: expresso terra lotado
Ricardo Arnt
Revista Planeta
Código Florestal em causa própria
Vinícius Sassine
Josie Jeronimo e Ivan Iunes
Correio Braziliense
Mídia On-line
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Clima extremo: elétricas se preparam
Alexandre Canazio
Agência CanalEnergia
A construção civil nos passos da sustentabilidade
Eber Freitas
Portal Administradores
Comunidades carentes vivem a Revolução dos Baldinhos
Fabiano Ávila
Portal - Instituto CarbonoBrasil
Manchas verdes e a falsa ideia da biodiversidade
Fernanda Bittencourt Müller
Portal - Instituto CarbonoBrasil
Parabéns, São Paulo: 7 milhões de carros
Reinaldo Canto
Carta Capital
Categoria Linguagem Audiovisual
Mídia Eletrônica – Telejornalismo
Matéria
Autor
Coautores
Programa/Veículo
Caatinga
Ana Lúcia Pria
Globo Rural
TV Globo
Agropecuária sustentável e bioenergia rural
(Série)
Jorge Luiz dos Santos, com reportagem de Vico Iasi
Sandro Queiroz, José Donizete dos Santos, Olympio Giuzio
Globo Rural
TV Globo
Produção irregular de carvão no Piauí
José Raimundo
Bárbara Bom Angelo, German Maldonado, Robel Souza, Genser Freire
GloboNews Especial
GloboNews
Renascimento de Cubatão
Sergio Gabriel Lopes
Jornal da Band
TV Bandeirantes
Ecorede
(Série)
Ulisses Serotini
Dejane Arnhold, Carol Fazzio, Debora Lobo, Érica Arruda, Ailton Caldeira, Belmiro Dias, José Dalci, Marcos Alves, Reyd Antônio, Walcir Veiga, Célio Fernandes, Edson Bacana, Emerson Gonçalo, João Batista Figueiredo, Rosnaldo Saturnino, Wilson Ribeiro, Edilson Oliveira, Luis Guilherme, Rodrigo Gonçalves, Kaká Neves, Marcelo Ponce, Oendel Veiga, Luzimar Collares, Monycka Mariahl, Átilla Eugênio, João Carlos, Mário Lino, Walfrido Gomes, Daniele Vallejo, Marcela Albres, Lucimar Lescano
Rede Matogrossense de Televisão (RMT)
Mídia Eletrônica – Radiojornalismo
Matéria
Autor
Coautores
Veículo
Contaminação de agrotóxico no leite materno
Adalberto Piotto
CBN
O Brasil e os Povos da floresta
Akemi Nitahara
Rede Nacional de Rádio
Lixo/entulho: realidade e desafios de uma grande cidade (Série)
Cátia Toffoletto
CBN
Sacolas Plásticas
José de Anchieta , com reportagem de Renata Perobelli
Rodrigo Barros e Cláudia Gouvea
Jovem Pan
Dengue: por que estamos perdendo a batalha, por que podemos vencer a guerra
Vanessa Bugre
Gabriela Rosa
Rádio UFMG Educativa
Categoria Especial Comunicação Corporativa
Matéria
Autor
Coautores
Veículo/Empresa
Flex de peso
Bruno Meirelles
Revista VidaBosch
Informativo Sustentabilidade
Cynthia Dalvia
PepsiCo
O papel das empresas sustentáveis
Maria Aparecida Flosi Pires Barbosa
Anuário 2011 Sindhosp
Sustentabilidade: equilíbrio fundamental
Paula Andrade Barbosa
Revista Essência Grupo Boticário
Ventos cheios de energia
Roberto Ângelo de Oliveira Souza
Revista Universo Cemig
JURADOS – Comitê de Seleção e Julgamento
Tema Seguros
Linguagem Escrita
(em ordem alfabética)
TEMA SEGUROS – LINGUAGEM ESCRITA
Chrystiane Silva
É editora de economia e finanças pessoais da revista Você S/A, mantém o blog Seu Dinheiro e é produtora e apresentadora dos programas Invista Melhor e Três Minutos com seu Dinheiro. Acumula passagens pela revista Veja e pelos jornais Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil. É bacharel em Comunicação Social – Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e tem MBA em Finanças e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA-USP).
Denyse Godoy
É colunista de finanças pessoais da Folha de S. Paulo, na qual já teve passagens como correspondente em Nova Iorque e também como repórter do caderno Dinheiro (atual Mercado) e da Folha.com. A jornalista já atuou no IG e no Valor Econômico. Graduada em Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), fez o curso de especialização em Administração de Empresas para Graduados na Fundação Getúlio Vargas (CEAG-FGV), onde atualmente cursa MBA em Gestão.
Estela Benetti
É colunista na editoria de economia do Diário Catarinense, versões impressa e on-line. A jornalista também passou pelos jornais A Notícia e Jornal de Santa Catarina, pela TVCOM de Joinville e pela assessoria de imprensa da Associação Empresarial de Joinville (Acij). Possui MBA em Finanças pela Univille com módulo em Gestão Empresarial pela Universidade do Estado da Pensilvânia Pen State, nos EUA. É graduada em Jornalismo e em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Maria.
Silvana Mautone
É repórter do setor de transportes da Agência Estado. Há 16 anos na área econômica, a jornalista já passou por veículos como Folha de S.Paulo, revista Época Negócios, revista Exame e jornal Gazeta Mercantil. Graduada em Jornalismo pelo Instituto Metodista de Ensino Superior e em História pela USP, Silvana passou por cursos internacionais, dentre eles o de Relações Internacionais na New York University e cursos na área de global affairs pela London School of Economics and Political Science.
Vânia Absalão
Atualmente, dirige a VTN Comunicação, empresa especializada em assessoria de imprensa e edição de publicações em seguros, economia e negócios. Tem passagens pela Câmara Americana de Comércio Brasil Estados Unidos, Serviço Federal de Processamento de Dados, Bolsa Brasileira de Futuros, CNSeg e Escola Nacional de Seguros (Funenseg). Foi repórter das revistas Agricultura de Hoje, Tendência e Manchete, da Bloch Editores. Atuou ainda como assessora de comunicação da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Júri técnico-científico
(em ordem alfabética)
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Luciana Soler
(Linguagem Escrita)
Bacharel em Física pela UFMS, mestre em Sensoriamento Remoto pelo INPE e atualmente finaliza o doutorado em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade de Wageningen, Holanda. É pesquisadora no projeto de colaboração operacional e científica entre o INPE e o Planetary Skin Institute. Integrou equipes em empresas como a Threetek e a Nature Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, bem como em instituições de pesquisa como a Funcate e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pesquisa (Coppe/UFRJ).
Manoel Cardoso
(Linguagem Audiovisual)
Atua como pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), é doutor em Earth and Environmental Science desde 2004 pela University of New Hampshire, EUA. Cardoso é físico por formação e mestre em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP-SP). O tópico principal de estudo do pesquisador é a modelagem computacional das relações entre condições climáticas e a dinâmica dos ecossistemas terrestres. Possui sete artigos completos publicados em periódicos.
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Linguagem Escrita
Júri especializado em Sustentabilidade e Jornalismo
(ordem alfabética)
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Aldem Bourscheit
É hoje responsável pela comunicação do programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil. Acumula na bagagem trabalhos para veículos como Valor Econômico, Rádio Gaúcha, revista Página 22 e site O Eco. É graduado em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e pós-graduado em Meio Ambiente, Economia e Sociedade pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. Também foi assessor do Ministério do Meio Ambiente e prestou consultoria a empresas e organizações não governamentais.
Amália Safatle
É editora-fundadora da revista Página 22 - publicação constituída pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV e por jornalistas independentes - e colunista quinzenal da revista eletrônica Terra Magazine, do portal Terra. Acumula passagem pela revista Carta Capital, na qual trabalhou por dez anos e ocupou os cargos de repórter, editora de economia e colunista na área socioambiental. Também atuou como repórter no jornal Gazeta Mercantil e como assessora de comunicação na Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Apimec).
Efraim Neto
É editor da revista Com Ciência Ambiental e ex-consultor de comunicação do Observatório da Equidade do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República. Possui graduação em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário Jorge Amado, Salvador (BA). Tem experiência profissional na cobertura de eventos internacionais (World Youth Congress e Fórum Social Mundial) e em assessoria de comunicação de organizações como a 350.org.
Marcelo Bauer
Ao lado de Andréia Peres, fundou a Cross Content em dezembro de 2001 e conduz projetos para todos os clientes da produtora nas áreas editorial, de responsabilidade social e de branded content. Começou sua carreira como redator de política na Folha de S.Paulo e, posteriormente, foi repórter em O Globo, chefe de reportagem em O Estado de S.Paulo e editor de política na revista IstoÉ. Também integrou a primeira equipe de jornalismo on-line da editora Abril, pelo portal Brasil On-Line.
Sandra Sinicco
É fundadora da Ecopress, primeira agência de notícias ambientais do Brasil. Graduada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, tem especialização em Marketing pela ESPM. Foi fundadora da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) e é CEO do GrupoCASA, agência de comunicação estratégica. Além disso, analisa semanalmente como a imprensa brasileira aborda questões ambientais no programa Mega Brasil, veiculado pela internet e dirigido aos jornalistas.
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Audiovisual
Radiojornalismo
(ordem alfabética)
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Anderson França
Foi coordenador de Jornalismo da rádio Record AM-1000 por dez anos e idealizador e apresentador dos jornais Repórter Record e Central Record de Notícias. Graduado em Jornalismo pela Fundação Cásper Líbero, tem passagens pelas rádios Globo, CBN, Eldorado e Capital. Foi vencedor dos prêmios Banespa Ecologia, Rotary Ecologia e Instituto de Engenharia e Saneamento Ecologia e professor de Comunicação Social da Rádio Oficina nas disciplinas de Radiodifusão, Sonoplastia e História do Rádio.
Lenize Villaça
É professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, no programa de pós-graduação em jornalismo contemporâneo. Na graduação, comanda a disciplina de Radiojornalismo. Possui mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e bacharelado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem passagens pela Rádio Alvorada, em Londrina, e pela Rádio Capital, em São Paulo.
Tatiana Ferraz
É professora de Telejornalismo e Radiojornalismo na Fundação Cásper Líbero e mestranda em Comunicação na Contemporaneidade. Supervisora do programa laboratório (revista eletrônica) "Edição Extra", que vai ao ar pela rede Gazeta de televisão. Acumula passagens pelas rádios Jovem Pan, Cultura e Eldorado e pelas TVs Gazeta, Record, Cultura e SBT, pela qual fez a cobertura jornalística da Copa do Mundo da França, em Paris. Possui graduação em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo.
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Audiovisual
Telejornalismo
(ordem alfabética)
Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Heidy Vargas
É professora dos cursos de Jornalismo e RTV da Universidade Metodista de São Paulo e pesquisadora do Centro de Pesquisa do Cinema Documentário da Unicamp (CEPECIDOC). Possui experiência na área de comunicação, com ênfase em telejornalismo e cinema, atuando principalmente nas áreas de jornalismo televisivo e comunitário, história do cinema documentário e cinema documentário brasileiro. Tem passagens pelo Jornal Nacional, da rede Globo, e pelo Jornal da Band, da TV Bandeirantes.
Mariana Kotscho
Foi repórter dos canais SBT, Record e Globo. Em 2008, foi uma das coordenadoras do I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, em Brasília. No ano de 2002, venceu o prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo graças à reportagem sobre o DOPS, exibida pelo canal Globonews, e, em 1999, foi finalista do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, com reportagens feitas no Ceará para o Jornal Nacional, da rede Globo. Atualmente, dirige e apresenta o programa Papo de Mãe, no ar pela TV Brasil.
Silvio Barbosa
Doutor em Comunicação pela ECA-USP e mestre em Filosofia do Direito também pela USP, graduou-se em Jornalismo pela Cásper Líbero e em Direito pela PUC-SP. É professor adjunto de Ética e Legislação e de Telejornalismo na Faculdade Cásper Líbero e na FMU/FIAM. Foi editor-chefe do Jornal da Gazeta, editor-executivo do Bom Dia Brasil, editor de geral dos telejornais Hoje, SPTV, Jornal da Globo, Jornal da Band e Jornal da Record e editor-executivo e internacional do telejornalismo da TV Cultura.
Vanderlei de Souza
É formado em Jornalismo, Publicidade e Radialismo. Atua há mais de 20 anos nas áreas de Comunicação, Cultura e Educação e no planejamento, produção e elaboração de projetos e cursos. Assessor de imprensa e produtor de vídeos institucionais, é também mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e professor nos cursos de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, mais especificamente nas áreas de jornalismo audiovisual e impresso.
Sobre a Allianz Seguros
No país há 107 anos, a Allianz Seguros está presente em todo o território nacional por meio de suas 60 filiais, seus 1300 funcionários e, também, por meio do apoio de cerca de 14 mil corretores, responsáveis pela comercialização de seus produtos e serviços para pessoas e empresas. A Allianz Seguros atua no Brasil em ramos elementares e em saúde empresarial.
A Allianz Seguros é uma empresa do Grupo Allianz SE, um dos líderes mundiais em seguros e o maior da Europa. O grupo conta com 151 mil funcionários que atendem a 76 milhões de clientes em mais de 70 países. Além de oferecer produtos e serviços, a Allianz também se destaca na área de pesquisa de grandes riscos, em estudos de sustentabilidade e nos investimentos em fontes renováveis de energia.
A Allianz SE é membro da Transparência Internacional e apoia os princípios do Pacto Global das Nações Unidas e as Diretrizes da OCDE para Multinacionais por meio de seu Código de Conduta. A organização é uma das líderes do setor de seguros no índice Dow Jones de Sustentabilidade, listado no FTSE4GOOD, e no Carbon Disclosure Leadership Index (Carbon Disclosure Project, CDP6).
A Allianz é a marca global mais sustentável no setor de serviços financeiros. A seguradora aparece na 21ª posição geral no relatório Best Global Green Brands, feito pela consultoria Interbrand, líder mundial em avaliação de marcas.
21 outubro 2011
BRASILEIROS DESCONHECEM RIO+20: E NÓS JORNALISTAS COM ISSO?
Conferência internacional a ser realizada em 2012 em nosso país é ignorada pela maioria da população
Por Reinaldo Canto*
Pergunte a qualquer vizinho, familiar, amigo ou colega de trabalho sobre a Copa do Mundo no Brasil. Existe alguém que não saiba da sua realização em 2014? É pouco provável que encontremos pessoas alheias a esse fato tão comentado e discutido, nem sempre de maneira muito positiva. O certo é que faltam ainda três anos para o início da disputa e, certamente, a maioria dos brasileiros está devidamente informada sobre esse grande acontecimento.
Já em relação a Rio+20, evento capaz de atrair representantes de 200 países e que irá colocar o país, vinte anos após a Eco-92, novamente no centro das discussões ambientais com temas relevantes como desenvolvimento sustentável, economia verde e erradicação da pobreza, faça a mesma pergunta e a resposta invariavelmente será uma interrogação.
É chocante, mas ao mesmo não surpreende o resultado da pesquisa divulgada pelo Instituto Vitae Civilis em parceria com a Market Analysis. O estudo concluiu que apenas 11,5% estão familiarizados com a Rio+20 e dois em cada três entrevistados não tem ideia do que se trata.
A enquete foi feita por telefone com 806 pessoas, integrantes de todas as classes sociais. Das respostas, 4,4% disseram ter ouvido “muito” sobre a conferência e 7,7% escutaram “alguma coisa” sobre ela.
Menos mal que essa minoria informada sobre a Rio+20 tem grande interesse nos temas a serem discutidos na conferência (73%) e consideram as mudanças climáticas um problema sério a ser combatido (92%). O que só reforça o caráter, infelizmente, “elitista” do tema.
Mas como é possível aceitar placidamente que discussões sérias e altamente relevantes para a vida das pessoas e suas famílias sejam simplesmente ignoradas? Enquanto a Copa do Mundo, evento transitório, de ganhos duvidosos para o Brasil receba tanta atenção de todos?
Quero deixar claro que não contesto aqui a boa cobertura da Copa, pois são extremamente relevantes as matérias sobre os valores e orçamentos envolvidos, as grandes obras de estádios e de infraestrutura necessárias para sediar o evento. É óbvia a importância da Copa e ponto. Nesse caso, é impossível fazer tal comparação e, certamente, a magnitude da Copa leva nítidas vantagens. Mas, talvez melhor que comparar, a ideia central desse artigo seja de indagar: por que tantos sabem sobre um evento e tão poucos sobre outro?
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o coordenador de Processos Internacionais do Instituto Vitae Civilis, Aron Belinky, aponta o ceticismo quanto ao alcance de resultados concretos, a complexidade e difícil compreensão dos temas e até mesmo a responsabilidade do governo em dar visibilidade ao evento, entre as principais razões para o decepcionante interesse da população sobre a Rio+20.
Desafio para a IV Conferência Brasileira de Jornalismo Ambiental
E qual a responsabilidade de nós jornalistas? Será que a imprensa tem conseguido colocar na pauta os temas da sustentabilidade de maneira que as pessoas compreendam a sua importância? O que falta e o que devemos fazer para transformar esses assuntos de, “difícil compreensão”, mas vitais para o nosso futuro, em algo que seja facilmente entendível, assimilável por qualquer pessoa?
Afinal, por que tem sido tão complicado “vender” a ideia de que o nosso futuro depende de um mundo mais equilibrado e, portanto, mais sustentável? O que e como precisamos dizer, para uma boa compreensão, que muitos dos nossos problemas atuais residem no consumismo exacerbado, na destruição de nossos recursos mais essenciais em nome da ganância de alguns poucos?
Em novembro, mais precisamente nos dias 17, 18 e 19, irá acontecer a quarta edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental e não é por outra razão que a cidade do Rio de Janeiro será a sede desse nosso encontro. (http://cbja-rio2011.com.br/)
Essa será uma ótima oportunidade para debatermos nosso papel na discussão e no entendimento da Rio+20, assim como, nas coberturas de temas ambientais, desenvolvimento sustentável e afins.
Com certeza, a nós jornalistas não podem ser debitadas, isoladamente, a pouca compreensão e interesse em relação a Rio+20. Mas, posso afirmar que temos espaço e condições para desempenhar com maior eficiência o nosso papel de informar a sociedade sobre os desafios rumo a um mundo mais justo e sustentável.
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasileiros-desconhecem-rio20-e-nos-jornalistas-com-isso
Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
Linkedin: Reinaldo Canto
Facebook: Reinaldo Canto
MSN: rreicanto@hotmail.com
Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto
Por Reinaldo Canto*
Pergunte a qualquer vizinho, familiar, amigo ou colega de trabalho sobre a Copa do Mundo no Brasil. Existe alguém que não saiba da sua realização em 2014? É pouco provável que encontremos pessoas alheias a esse fato tão comentado e discutido, nem sempre de maneira muito positiva. O certo é que faltam ainda três anos para o início da disputa e, certamente, a maioria dos brasileiros está devidamente informada sobre esse grande acontecimento.
Já em relação a Rio+20, evento capaz de atrair representantes de 200 países e que irá colocar o país, vinte anos após a Eco-92, novamente no centro das discussões ambientais com temas relevantes como desenvolvimento sustentável, economia verde e erradicação da pobreza, faça a mesma pergunta e a resposta invariavelmente será uma interrogação.
É chocante, mas ao mesmo não surpreende o resultado da pesquisa divulgada pelo Instituto Vitae Civilis em parceria com a Market Analysis. O estudo concluiu que apenas 11,5% estão familiarizados com a Rio+20 e dois em cada três entrevistados não tem ideia do que se trata.
A enquete foi feita por telefone com 806 pessoas, integrantes de todas as classes sociais. Das respostas, 4,4% disseram ter ouvido “muito” sobre a conferência e 7,7% escutaram “alguma coisa” sobre ela.
Menos mal que essa minoria informada sobre a Rio+20 tem grande interesse nos temas a serem discutidos na conferência (73%) e consideram as mudanças climáticas um problema sério a ser combatido (92%). O que só reforça o caráter, infelizmente, “elitista” do tema.
Mas como é possível aceitar placidamente que discussões sérias e altamente relevantes para a vida das pessoas e suas famílias sejam simplesmente ignoradas? Enquanto a Copa do Mundo, evento transitório, de ganhos duvidosos para o Brasil receba tanta atenção de todos?
Quero deixar claro que não contesto aqui a boa cobertura da Copa, pois são extremamente relevantes as matérias sobre os valores e orçamentos envolvidos, as grandes obras de estádios e de infraestrutura necessárias para sediar o evento. É óbvia a importância da Copa e ponto. Nesse caso, é impossível fazer tal comparação e, certamente, a magnitude da Copa leva nítidas vantagens. Mas, talvez melhor que comparar, a ideia central desse artigo seja de indagar: por que tantos sabem sobre um evento e tão poucos sobre outro?
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o coordenador de Processos Internacionais do Instituto Vitae Civilis, Aron Belinky, aponta o ceticismo quanto ao alcance de resultados concretos, a complexidade e difícil compreensão dos temas e até mesmo a responsabilidade do governo em dar visibilidade ao evento, entre as principais razões para o decepcionante interesse da população sobre a Rio+20.
Desafio para a IV Conferência Brasileira de Jornalismo Ambiental
E qual a responsabilidade de nós jornalistas? Será que a imprensa tem conseguido colocar na pauta os temas da sustentabilidade de maneira que as pessoas compreendam a sua importância? O que falta e o que devemos fazer para transformar esses assuntos de, “difícil compreensão”, mas vitais para o nosso futuro, em algo que seja facilmente entendível, assimilável por qualquer pessoa?
Afinal, por que tem sido tão complicado “vender” a ideia de que o nosso futuro depende de um mundo mais equilibrado e, portanto, mais sustentável? O que e como precisamos dizer, para uma boa compreensão, que muitos dos nossos problemas atuais residem no consumismo exacerbado, na destruição de nossos recursos mais essenciais em nome da ganância de alguns poucos?
Em novembro, mais precisamente nos dias 17, 18 e 19, irá acontecer a quarta edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental e não é por outra razão que a cidade do Rio de Janeiro será a sede desse nosso encontro. (http://cbja-rio2011.com.br/)
Essa será uma ótima oportunidade para debatermos nosso papel na discussão e no entendimento da Rio+20, assim como, nas coberturas de temas ambientais, desenvolvimento sustentável e afins.
Com certeza, a nós jornalistas não podem ser debitadas, isoladamente, a pouca compreensão e interesse em relação a Rio+20. Mas, posso afirmar que temos espaço e condições para desempenhar com maior eficiência o nosso papel de informar a sociedade sobre os desafios rumo a um mundo mais justo e sustentável.
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasileiros-desconhecem-rio20-e-nos-jornalistas-com-isso
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