Comissão de Seleção indica 57 finalistas
Vinícius Sessine (Correio Braziliense) tem três trabalhos selecionados;
Cleide Santos (O Globo) e Samira Cunha (Diário do Nordeste), dois cada
Reunida em São Paulo nesta 2ª.feira (3/10), a
Comissão de Seleção do Prêmio J&Cia/HSBC de
Imprensa e Sustentabilidade indicou 60 trabalhos,
de 57 profissionais, para concorrerem aos R$ 95 mil líquidos que o
concurso oferece. Foram ao todo 692 trabalhos inscritos, divididos
em 190 de jornal, 129 de revista, 25 de rádio, 107 de televisão, 100
de internet, 76 de fotografia, 7 de vídeo e 58 de criação gráfica, representando
23 Estados, além do Distrito Federal (só não estiveram
presentes Amapá, Roraima e Tocantins). Os finalistas são de Amazonas,
Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará,
Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e
São Paulo. Segundo o relator da comissão, Luciano Martins Costa,
“concluída a primeira etapa da seleção, o Prêmio Jornalistas&Cia/
HSBC de Imprensa e Sustentabilidade já tem uma mensagem importante
para a sociedade: o tema chegou para ficar e se consolida como
uma das prioridades do jornalismo no Brasil. Foram 692 inscritos nas
categorias Jornal, Revista, Rádio, Internet, Televisão e Imagem, com
ampla representatividade de todas as regiões do Brasil, desde os
principais veículos de circulação nacional até emissoras e publicações
regionais, de blogs a portais. Houve uma clara evolução na criatividade
e profundidade das pautas, com novas abordagens ao tema”. Os
classificados passarão agora pelo crivo de um novo júri, a Comissão
de Premiação, que irá apontar os vencedores de cada segmento de
Mídia Nacional e de Mídia Regional e o vencedor do Grande Prêmio.
A festa de premiação acontecerá em 26/10, na EcoHouse, em São
Paulo.
Finalistas são de 51 veículos de todo o Pais
Jornal: Ana Paula Pedrosa
Barbosa (O Tempo/MG), com
o trabalho Ações de sustentabilidade
conquistam espaço em
sala de aula; Cleide Aparecida
Carvalho dos Santos (O Globo/
SP), com dois trabalhos: Arrastão
na Amazônia e Pacto pelo fim do
desmatamento coloca Paragominas
no mapa; Daniela Cisneiros
Arrais (Folha de S.Paulo), com
Mude o (seu) mundo; Leonencio
Nossa Júnior (O Estado de
S.Paulo/DF), com Rio Amazonas,
dos Andes ao Atlântico; Rachel
Beatriz Faria Vita (Correio 24
Horas/BA), com Salvador Sustentável;
Ricardo França de
Gusmão (O São Gonçalo/RJ),
com O Peixe chegou. E agora?;
Samira de Castro Cunha
(Diário do Nordeste/CE), com
dois trabalhos: Retrato Sertanejo:
Esperança e Convivência
e Combustíveis limpos: Brasil
investe em inovação; e Vinicius
Jorge Carneiro Sassine (Correio
Braziliense), com três trabalhos:
Angra sob suspeita, A morte no
berço das águas e Código Florestal
em causa própria.
Revista: Alexandre Versignassi
(Superinteressante), com O lado
escuro da comida; Aline Assis
Moraes Ribeiro (Época), com A
usina que explodiu; Bruno Dias
Weis (Trip), com São Paulo e o
rio; Efraim Batista de Souza
Neto (ComCiência Ambiental/
SP), com Da ciência à gestão dos
riscos no Brasil; Fábio Gomes
Pinto Rodrigues (Página 22/
SP), com Inteligência à venda;
Giovana Girardi (Unesp Ciência/
SP), com Jogo “sujo” só até
2014; Jeanne Callegari da Silva
(Vida Simples/SP), com Edição
Sustentabilidade Especial – 100
ideias, ações iniciativas e pessoas
que fazem nosso mundo
melhor: Joana Lehmann Baracui
(Arquitetura&Construção/
SP), com Especial Construção
Sustentável; Natália Cristina C.
Martino (Horizonte Geográfico/
SP), com Estão tirando a água
das nossas matas; e Raquel de
Pinho Carvalho (Revista Capital
Público/ES), com O desafio do
desenvolvimento sustentável.
Rádio: Akemi Nitahara Souza
(Rádio Nacional FM 96,1/DF),
com O Brasil e os povos da
floresta; Ana Lúcia Almeida
Caldas de Oliveira (Rádio Nacional
FM 96,1/DF), com a série
Descarte e reciclagem (cinco matérias);
Cátia Toffoletto Montebelo
(CBN FM 90,5/SP), com
Lixo e entulho: desafios e realidade
de uma cidade grande; Celso
Luís Barbosa Freire (CBN-O
Liberal/PA), com o Homem da
latinha; Eduardo de Matos Silva
(Rádio Gaúcha FM 93,7/RS),
com Tragédia no Rio dos Sinos:
quatro anos depois, pouca coisa
mudou; Marcelle Chagas do
Monte (Rádio Roquette Pinto
FM/RJ), com Cresce o número
de trabalhadores que atuam na
área verde; Nestor Tipa Júnior
(Rádio Gaúcha FM 93,7/RS), com
Campo limpo; Núbia Pereira da
Silva (Rádio Jornal AM 1080, Caruaru/
PE); com Sustentabilidade
e empreendedorismo; e Rodrigo
de Castro Resende (Rádio Sen
Após dois anos como titular
da coluna São Paulo da Folha de
S.Paulo, Fernando de Barros e
Silva deixou o jornal na semana
passada e a partir de janeiro
assumirá a Diretoria de Redação
da piauí. Com a saída de Barros,
que antes foi editor de Política e
crítico de tevê do jornal, Hélio
Schwartsman passou a assinar
a coluna nesta 3ª.feira (4/10). Também
filósofo, ele está na Folha
desde 1998, em que foi, entre
outros, editor de Mundo e de
Opinião e ultimamente integrava
o corpo de articulistas. Hélio vai
escrever a coluna todos os dias,
exceto às 2ªs e 5ªs, quando o espaço
fica a cargo de, respectivamente,
Vinícius Mota, secretário
de Redação (Produção), e Ricardo
Melo, produtor-executivo da
TV Folha.
n Indicado para substituir Marília
Gabriela no Roda Viva (ver
J&Cia 808), Mário Sérgio Conti,
salvo imprevistos, estreia no
comando do programa em 17
de outubro. O planejado era que
ele entrasse no ar já na próxima
2ª.feira (10/9), mas problemas
técnicos com a montagem do
novo cenário forçaram o adiamento.
O “novo” Roda Viva
retoma a proposta original, com
o convidado ficando no centro
da roda e os entrevistadores e
convidados, um nível acima.
n Vitor Hugo Brandalise deixou
o Estadão em 30/9 e segue para
uma temporada de estudos no
exterior. Vai cursar o Master
em Edição Jornalística da Universidade
de La Coruña. Sai
de licença e fica afastado da
redação até novembro de 2012.
Nesse período, porém, continuará
colaborando para o próprio
Estadão, com reportagens para
diversas editorias e de diversos
pontos da Europa. Brandalise é
repórter do caderno Metrópole/
Cidades há quase quatro anos.
Começou por lá em janeiro de
2008, após ser aprovado em 1°
lugar no programa de trainée do
jornal. Seu e-mail de contato é o
vhbrandalise@gmail.com.
n Outra que vai de mudança para
a Espanha para uma temporada
de estudos é Priscila Machado,
repórter de empresas do Brasil
Econômico. Irá cursar o Master
em Estudos Internacionais pela
Universidade de Barcelona e
estará disponível para frilas pelo
priscila.m.n@hotmail.com.
n Quem também está de malas
prontas e se muda nas próximas
semanas para Brasília depois de
cinco anos e meio no Estadão
é Flávia Tavares, que passou
pelos cadernos Aliás, Política e
mais recentemente Metrópole,
além de ter integrado o time de
repórteres especiais do jornal.
Ex-repórter de Negócios da
IstoÉ Dinheiro e da equipe da
Panorama (revista corporativa da
GM), Flávia deve assumir novas
responsabilidades profissionais
na Capital Federal. Até lá estará
disponível para frilas pelo flaviatavares@
hotmail.com, ou no
11-8269-3933, até sua mudança.
Também deixou o Estadão a diagramadora
Cris Calegaro, que
contava pouco mais de três anos
na casa. Começou na equipe de
designers da revista Manequim,
da Editora Abril, nesta 2ª.feira
(3/10).
Prêmio J&Cia/HSBC (continuação da 1ª página)
Finalistas são de 51 veículos de todo o Pais
n Listamos a seguir os finalistas do Prêmio J&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, com a ressalva de que alguns deles representam
equipes, cujos integrantes relacionaremos na próxima edição:
nado FM 91,7/DF), com Lixo no
lugar certo – Um ano da Lei de
Resíduos Sólidos.
Televisão: André Luiz Rego
Oliveira (TV Senado/DF), com
Rios voadores; André Trigueiro
(Cidades e soluções – Globo
News/RJ), com Poluição mata (1
e 2); Celis Fabrícia Alves da Silva
(TV Aldeia/AC-TV Cultura/SP),
com Do lixo ao mercado: uma
iniciativa sustentável de geração
de emprego e renda; Cristiana
Von Randow Villas Novas (TV
Globo/SP), com Projeto respirar;
Eliaquim Silva de Oliveira (TV
Jornal Meio Dia/SBT-Caruaru/
PE), com A água que não escorre
pelo ralo; Gustavo Marcelo Costa
(Domingo Espetacular-TV Record/
SP); com Transamazônica: a
estrada sem fim; José Floriano
Pereira Lima Filho (TV Brasil/
DF), com Biodiversidade sustentável
na Amazônia – desafios
e oportunidades; Laura Vieira
(TV TEM-Rede Globo, Sorocaba/
SP), com Sustentabilidade (cinco
programas); Mônica Cristina
de Carvalho (TV Jornal Meio
Dia/SBT-Recife/PE), com Saneamento:
questão de cidadania;
e Wendell Rodrigues da Silva
(Correio Cidades/TV Record,
João Pessoa/PB), com O futuro
do Brasil passa pelo etanol.
Internet: Carlos Elyson Ayres
Maciel (NE10/Jornal do Commercio,
Caruaru/PE), com Alinhavando
o futuro; Celso da Silva
Calheiros (O Eco/PE), com ONU
quer mudar fogões à lenha; Liana
John (Abril.com-Campinas/
SP), com Plantadores de florestas,
histórias de gente dedicada
à recuperação das matas brasileiras;
Lucas Renan Bessel (R7/
SP), com Carro elétrico terá caminho
longo e difícil até chegar ao
Brasil; Maurício Hiroaki Hashizume
(Repórter Brasil/SP), com
Roupas da Zara são fabricadas
com mão de obra escrava; Mona
Lisa Dourado Neves (Jornal
do Commercio-Recife/PE), com
O poder da cidadania; Rosana
Rocha Cavalcante Jatobá (G1/
SP), com Um olhar sobre Gaia,
a Terra como organismo vivo; e
Valmir Moratelli Cassaro (iG/
BrTurbo/iBest), com Atafona: a
cidade que está sendo engolida
pelo mar.
Imagem-Fotografia: Alberto César
de Souza Araújo (Amazonas
Em Tempo), com Natureza Extrema;
Cristiano Tavares Mariz
(Exame/DF), com Vidas Secas;
Michel Abrahão Filho (O Globo/
SP), com Sonho sustentável;
Paulo Rossi Jr. (Diário Popular,
Pelotas/RS), com Ladrilã; e Sergio
Ricardo de Oliveira (Revista Empório/
AM), com Soltos para a vida.
Imagem-Vídeo: Luiz Carlos
Ribeiro Ferreira (Gente de
Opinião, Porto Velho/RO), com
Seca continua no Rio Abunã
- RO, fronteira com o Acre; e
Orlando Pedrosa Lima Júnior
(TV Amazonas), com Fungos da
Amazônia.
Imagem-Criação gráfica: Alex
Silva (Brasil Econômico/SP),
com Automóvel do futuro acessível
para poucos; Anna Martha
Silveira (Zero Hora/RS),
com Nosso Mundo Sustentável;
Diogo Franco do Nascimento
(Horizonte Geográfico/SP), com
O predador que virou vítima;
Morgana Miranda Correia
Lima (Correio/BA), com Jogo
da Sustentabilidade; e Renata
Steffen (Superinteressante/SP),
com O lado escuro da comida.
n As duplas que integraram a Comissão
de Seleção, com relatoria
de Luciano Martins Costa, foram
as seguintes: Jornal 1: Dario
Palhares e Leonardo Mourão;
Jornal 2: Hamilton Almeida e
Lucila Cano; Revista: Reinaldo
Canto e Wilson Baroncelli;
Rádio: Álvaro Buffarah e Joás
Ferreira de Oliveira; Internet:
Luís Perez e Mateus Furlanetto
de Oliveira; Televisão: Paulo
Vieira Lima e Valéria Propato;
Imagem (Fotografia/Vídeo/Criação
gráfica): Amilton Vieira e
Nelson Graubart.
10 outubro 2011
DIA MUNDIAL SEM CARRO/UMA ALEGORIA
Por Reinaldo Canto*
Hoje, 22/09 comemora-se o Dia Mundial Sem Carro. Ocasião que serve ou deveria servir para pensar e refletir sobre a crescente dependência de veículos de transporte individual. Qual o futuro dessa opção? Quais os limites para o crescimento da indústria automobilística? Será possível equacionar o fato de que milhares de novos carros sejam despejados todos os meses nas ruas de nossas maiores cidades com a busca pela sustentabilidade e qualidade de vida de seus habitantes?
Vivemos um estranho e perigoso momento sem que tenhamos idéia de como sair dele. Só no ano passado, segundo a Anfavea - a associação dos fabricantes de veículos - foram vendidos 3,5 milhões de automóveis no país. As grandes cidades brasileiras estão abarrotadas de carros, em geral com apenas um ocupante em seu interior. Nos últimos anos, com o crescimento econômico e a comemorada ascensão social, o automóvel deixou de ser apenas um sonho de consumo de muitas pessoas para se tornar uma realidade ao alcance dos bolsos ou via crediário. Esse quadro que já vinha se desenhando ao longo do tempo acelerou muito em anos recentes. Os sucessivos recordes de produção da indústria automobilística obrigam a transformar fortemente a paisagem e a arquitetura das cidades. O carro adquire assim um protagonismo absoluto preenchendo e desvirtuando os espaços antes ocupados pelas pessoas.
A difícil vida dos pedestres
É fácil notar a diferença em andar pelas calçadas, por exemplo, de uma Avenida como a Paulista, na área central de São Paulo, em comparação com as pseudo calçadas da maioria dos bairros paulistanos. Na Paulista, essas calçadas cumprem um papel de integração e convivência entre as pessoas. Elas são largas, possuem melhor acessibilidade às pessoas com baixa mobilidade e permitem exercer a caminhada com segurança e tranqüilidade. A Paulista é uma exceção, um verdadeiro oásis numa cidade que exige de seus pedestres, uma condição de artista de circo para a realização diária de evoluções impossíveis na corda bamba da sobrevivência.
É óbvio se imaginarmos qualquer grande cidade brasileira sem carros da maneira como estão hoje configuradas, o caos seria inevitável. Nossos ônibus e trens do metrô já circulam com níveis de lotação máxima ou até mesmo, acima disso, quando esses veículos de transporte coletivo se transformam, em ” latas de sardinha”.
Se de uma hora para outra só fossemos contar com eles, eliminando como num passe de mágica os automóveis, não é preciso ser um especialista em mobilidade urbana para concluir que estaríamos, literalmente, numa situação totalmente insustentável.
Por outro lado, se não vivemos atualmente um colapso urbano, parece que isso é apenas uma questão de tempo. Afinal, quantos novos viadutos terão de ser construídos, quantas novas avenidas precisarão ser rasgadas redesenhando e desfigurando o espaço urbano e substituindo espaços de ocupação legítimos das pessoas, ao reduzir ou mesmo eliminar calçadas, calçadões e praças? Quantos milhões, bilhões de reais ainda serão gastos para obras viárias que privilegiam o automóvel e cujos benefícios são tão efêmeros que em muito pouco tempo passarão a ocupar um triste lugar na prateleira das grandes obras, caras e obsoletas como as que já estamos acostumados a reconhecer?
Mudanças necessárias
Uma cidade sem carros antes de mais nada, teria naturalmente de garantir um transporte coletivo eficiente, seguro e pontual; ciclovias espalhadas por todas as regiões e vistas mais como corredores de tráfego do que meramente para passeios e as calçadas seriam utilizadas naturalmente, pois deixariam de parecer crateras lunares ou pistas para disputas de rally.
Portanto, o caminhar deixaria de ser uma atividade extraordinária e de lazer da classe média em finais de semana para retomar a sua função mais básica e primordial, ou seja, a de ir de um ponto a outro. Simples assim! Aliás, nada mais nada menos do que o ser humano sempre fez ao longo de sua existência!
Praças, parques, calçadões e bulevares passariam a ser regra e não exceção. Os moradores da cidade, bem como seus visitantes recuperariam o que nunca deveriam ter perdido: a ocupação natural e democrática de todos os espaços públicos da metrópole.
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/dia-mundial-sem-carro
Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
Linkedin: Reinaldo Canto
Facebook: Reinaldo Canto
MSN: rreicanto@hotmail.com
Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto
Hoje, 22/09 comemora-se o Dia Mundial Sem Carro. Ocasião que serve ou deveria servir para pensar e refletir sobre a crescente dependência de veículos de transporte individual. Qual o futuro dessa opção? Quais os limites para o crescimento da indústria automobilística? Será possível equacionar o fato de que milhares de novos carros sejam despejados todos os meses nas ruas de nossas maiores cidades com a busca pela sustentabilidade e qualidade de vida de seus habitantes?
Vivemos um estranho e perigoso momento sem que tenhamos idéia de como sair dele. Só no ano passado, segundo a Anfavea - a associação dos fabricantes de veículos - foram vendidos 3,5 milhões de automóveis no país. As grandes cidades brasileiras estão abarrotadas de carros, em geral com apenas um ocupante em seu interior. Nos últimos anos, com o crescimento econômico e a comemorada ascensão social, o automóvel deixou de ser apenas um sonho de consumo de muitas pessoas para se tornar uma realidade ao alcance dos bolsos ou via crediário. Esse quadro que já vinha se desenhando ao longo do tempo acelerou muito em anos recentes. Os sucessivos recordes de produção da indústria automobilística obrigam a transformar fortemente a paisagem e a arquitetura das cidades. O carro adquire assim um protagonismo absoluto preenchendo e desvirtuando os espaços antes ocupados pelas pessoas.
A difícil vida dos pedestres
É fácil notar a diferença em andar pelas calçadas, por exemplo, de uma Avenida como a Paulista, na área central de São Paulo, em comparação com as pseudo calçadas da maioria dos bairros paulistanos. Na Paulista, essas calçadas cumprem um papel de integração e convivência entre as pessoas. Elas são largas, possuem melhor acessibilidade às pessoas com baixa mobilidade e permitem exercer a caminhada com segurança e tranqüilidade. A Paulista é uma exceção, um verdadeiro oásis numa cidade que exige de seus pedestres, uma condição de artista de circo para a realização diária de evoluções impossíveis na corda bamba da sobrevivência.
É óbvio se imaginarmos qualquer grande cidade brasileira sem carros da maneira como estão hoje configuradas, o caos seria inevitável. Nossos ônibus e trens do metrô já circulam com níveis de lotação máxima ou até mesmo, acima disso, quando esses veículos de transporte coletivo se transformam, em ” latas de sardinha”.
Se de uma hora para outra só fossemos contar com eles, eliminando como num passe de mágica os automóveis, não é preciso ser um especialista em mobilidade urbana para concluir que estaríamos, literalmente, numa situação totalmente insustentável.
Por outro lado, se não vivemos atualmente um colapso urbano, parece que isso é apenas uma questão de tempo. Afinal, quantos novos viadutos terão de ser construídos, quantas novas avenidas precisarão ser rasgadas redesenhando e desfigurando o espaço urbano e substituindo espaços de ocupação legítimos das pessoas, ao reduzir ou mesmo eliminar calçadas, calçadões e praças? Quantos milhões, bilhões de reais ainda serão gastos para obras viárias que privilegiam o automóvel e cujos benefícios são tão efêmeros que em muito pouco tempo passarão a ocupar um triste lugar na prateleira das grandes obras, caras e obsoletas como as que já estamos acostumados a reconhecer?
Mudanças necessárias
Uma cidade sem carros antes de mais nada, teria naturalmente de garantir um transporte coletivo eficiente, seguro e pontual; ciclovias espalhadas por todas as regiões e vistas mais como corredores de tráfego do que meramente para passeios e as calçadas seriam utilizadas naturalmente, pois deixariam de parecer crateras lunares ou pistas para disputas de rally.
Portanto, o caminhar deixaria de ser uma atividade extraordinária e de lazer da classe média em finais de semana para retomar a sua função mais básica e primordial, ou seja, a de ir de um ponto a outro. Simples assim! Aliás, nada mais nada menos do que o ser humano sempre fez ao longo de sua existência!
Praças, parques, calçadões e bulevares passariam a ser regra e não exceção. Os moradores da cidade, bem como seus visitantes recuperariam o que nunca deveriam ter perdido: a ocupação natural e democrática de todos os espaços públicos da metrópole.
* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.
Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/dia-mundial-sem-carro
Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
Linkedin: Reinaldo Canto
Facebook: Reinaldo Canto
MSN: rreicanto@hotmail.com
Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto
21 setembro 2011
“As novas pautas da sustentabilidade” é o novo curso oferecido pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

Abordar os novos desafios da cobertura ambiental e dos temas da sustentabilidade é a proposta do curso
A aula acontecerá no sábado, 01 de outubro, das 9h00 às 18h00 na sede do Sindicato, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (próximo ao metrô República). O docente será o jornalista Reinaldo Canto, com 31 anos de profissão, com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital
O curso é destinado a jornalistas, estudantes de Jornalismo e demais profissionais de Comunicação e de ONGs e os valores são diferenciados: R$ 130,00 à vista (ou 2 x de R$ 65,00) para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados e R$ 180,00 à vista (ou 2 x de R$ 90,00) para os não sindicalizados e demais interessados.
Os interessados deverão se pré-inscrever em nosso site www.jornalistasp.org.br
A pré-inscrição é uma reserva de vaga e o pagamento deverá ser feito até 26 de setembro (valor total ou da primeira parcela). Os que já fizeram cursos no Sindicato têm descontos e poderá ser oferecido descontos para grupos, consulte o Departamento de Formação.
No programa: os novos conceitos, as novas pautas e a quebra dos paradigmas da visão tradicional de se fazer jornalismo, crescimento x sustentabilidade, (re) contextualizar qual o papel das empresas de assessoria de imprensa, dos veículos de comunicação e dos jornalistas em tempos de aquecimento global, mudanças climáticas e dos esgotamentos dos recursos naturais.
Outras informações com Marlene ou Fábio no tel. (11) 3217 6299 ramal 6233, de segunda à sexta, das 9h00 às 18h00 ou pelo e-mail: cursos@sjsp.org.br
09 setembro 2011
Desafios do Jornalismo ambiental em pauta no Rio de Janeiro
No período de 17 a 19 de novembro o Brasil será palco de grandes encontros sobre Jornalismo ambiental durante o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental. Em foco, o aprofundamento do debate com os novos desafios da mídia frente à Sustentabilidade. O evento deverá reunir cerca de 1200 profissionais membros da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental; Jornalistas e profissionais de comunicação ligados à cobertura de temas ambientais e de sustentabilidade; Profissionais de comunicação de empresas que tem a sustentabilidade como foco operacional; Assessores de imprensa de empresas, ONGs e organismos de governo ligados a questões sociais, ambientais e de sustentabilidade; além de estudantes pesquisadores em comunicação socioambiental.
O que é o IV CBJA
A 4ª edição do CBJA - Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental acontecerá entre os dias 17,18 e 19 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica, no Rio de Janeiro-RJ, e terá ênfase na cobertura da conferência Rio + 20. O evento, antes programado para 2012, foi antecipado pela comissão organizadora para estimular o debate e os preparativos para a conferência internacional, marco histórico da pauta mundial sobre Meio Ambiente. Palestras, oficinas, mini-cursos, exposições, lançamentos de livros e mostras cientificas com grandes nomes da pesquisa em Comunicação Ambiental do Brasil. Compõem a grade de programação painéis temáticos como: impactos das mudanças climáticas, uso de redes sociais no jornalismo, espiritualidade, Economia Verde, envolvendo o papel da mídia na construção do novo paradigma mundial de mudança de comportamento frente aos desafios para a garantia da Vida.
Segundo a coordenação o objetivo do CBJA, é colaborar para a formação continuada dos profissionais de comunicação ambiental e fortalecer a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e suas parcerias. Pela primeira vez as inscrições para o IV CBJA serão gratuitas e o acesso é pelo site www.jornalismoambiental.org.br/
Eventos Paralelos
Durante o Congresso serão realizados outros eventos, em paralelo, como o Encontro da RedCalc – Red Latino-Americana de Periodismo Ambiental, que reúne jornalistas que atuam com pautas ambientais e de sustentabilidade em toda a América Latina; o I Encontro Nacional de Pesquisadores em Comunicação Ambiental; I Encontro Nacional da REBIA (Rede Brasileira de Informação Ambiental). O CBJA também conta com uma mostra científica, que reúne grandes nomes da pesquisa em Comunicação Ambiental do Brasil.
Contextualização histórica
Há 20 anos o Brasil sediou a Rio 92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio 92 ou Eco 92 . Desde então, entrou em pauta um ciclo de conferências das Nações Unidas para discussão de problemas que afetam a a Vida, na humanidade. Desses eventos surgiram as Convenções sobre Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Desertificação, Agenda 21, Carta da Terra, Declaração sobre Florestas, Declaração de Durban e inúmeros outros documentos, acordos, convenções, códigos ainda não em prática efetiva para o enfretamento da reversão de problemas sérios como fome, miséria, injustiça social e degradação ambiental. Eventos que frustrou esperanças e indignou gente séria, atentas aos processos e formas de utilização de recursos, de toda ordem, para a preservação/adaptação da Vida, em agonia nesse planetinha de constantes mudanças.
Sete bilhões com fome
Informações divulgadas pelas redes ambientais mostram que sete bilhões de seres humanos vivem hoje as seqüelas da maior crise capitalista desde a de 1929. Um cenário com desigualdade social, pobreza extrema, fome em mais de bilhão de pessoas e o paradoxo do desperdício de alimentos, da falta de cuidado com a grande matriz natureza sendo devorada por um modelo capital em cheque junto às mentes inteligentes e altruístas mundo afora. Temos ainda, em pleno século XXI, guerras e situações de violência endêmica, racismo, xenofobia. A proposta de Cadeias Produtivas Sustentáveis de ponta a ponta é uma utopia diante de um sistema de produção e consumo as grandes corporações, mercados financeiros e os governos, que asseguram a sua manutenção, produz e aprofunda a decadência da Vida diante da perda de biodiversidade, escassez de água potável, aumento da desertificação dos solos e acidificação dos mares, a derrubada das florestas, o aumento da violência, do desemprego, do caos nos grandes centros urbanos.
Nessa crise civilizatória, inédita, governos, instituições internacionais, corporações e com certeza o até o Terceiro Setor, estão em cheque com o modelo de economia, governança e valores considerados ultrapassados, paralisantes, perversos e até criminosos. A economia, conduzida num mercado financeiro global, apoiada no lucro fácil, rápido, especulativo, deixa suas marcas no trabalho escravo à moda moderna; na queima dos combustíveis fósseis, na degradação dos ecossistemas, no desenvolvimento igualado ao crescimento, na produção pela produção e outras práticas distante do tão propalado discurso Sustentável.
Adaptação da Vida
Esse olhar transversalizado sobre as necessidades de adaptação da Vida na Terra alimenta a oportunidade do que os ambientalistas chamam de “reinventar o mundo”, apontando saídas para o perigoso caminho que estamos trilhando. Educadores da rede brasileira tomaram a seguinte posição: “a ação dos atores hegemônicos do sistema internacional e mediocridade dos acordos internacionais negociados nos últimos anos, suas falsas soluções e a negligência de princípios já acordados na Rio92, entendemos que se não devemos deixar de buscar influenciar sua atuação, tampouco devemos ter ilusões que isso possa relançar um ciclo virtuoso de negociações e compromissos significantes para enfrentar os graves problemas com que se defronta a humanidade e a vida no planeta.”.
Entendem que a agenda necessária para uma governança global democrática pressupõe um fim da condição atual de captura corporativa dos espaços multilaterais. Reforçam a idéia de mobilização social onde a mudança somente virá da ação dos mais variados atores sociais: diferentes redes e organizações não governamentais e movimentos sociais de distintas áreas de atuação, incluindo ambientalistas, trabalhadores/as rurais e urbanos, mulheres, juventude, movimentos populares, povos originários, etnias discriminadas, empreendedores da economia solidária. Garantir condições materiais e tecnológicas para que novas formas de produção, consumo e organização política sejam estabelecidas, potencializando a atuação coletiva.
Para movimentos ambientais brasileiros como REBEA, AMA, RAMA, REBIA, RBJA, e outros coletivos, a Rio +20 poderá ser um importante ponto na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental construídas antes e depois da Rio-92, como Seattle, FSM, Cochabamba, COP 17, G20. Oportunidade que precisa ser potencializada como espaço democrático para gerar forças e resistência na defesa da Vida.
Preparação para a Rio + 20
A Conferencia Mundial chamada de Rio + 20, será realizada em junho de 2012, como evento autônomo e plural, provisoriamente denominado Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD). A Bahia levará ao evento propostas para ações cotidianas através das campanhas dos Movimentos AMA – Amigos do Meio Ambiente e da RAMA- Rede de Mobilização em Comunicação Ambiental através da Agenda Ambiental Doméstica, com ações proativas para Consumo Consciente, Adoção da Cultura dos 7 Rs - Racionalizar, Reduzir, Repensar, Recriar, Reaproveitar, Repartir, Revolucionar e Desperdício Zero = Lixo Zero = Saúde 10. Ações com agregação em aproveitamento integral de alimentos/segurança alimentar, cultura de prevenção e cuidado com a Vida e construção de cadeias produtivas sustentáveis de ponta a ponta, para comércio justo, inclusão social e bem viver em harmonia com a grande matriz Natureza.
Carbono Zero
IV CBJA será carbono negativo, ou seja, serão plantadas mais árvores que o necessário para a neutralização das emissões de carbono do evento, que também adotará práticas ecoeficientes e produtos reciclados. A proposta é que o IV CBJA seja um exemplo do que os jornalistas ambientais esperam ver na sociedade. A Realização é da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, com organização da REBIA e Envolverde. Tem o apoio institucional da PUC Rio e NIMA; operação da Pega Eventos e patrocínio master o Fundo Vale e Petrobrás e outros como Itaú Unibanco e Fundação Banco do Brasil. A curadoria é dos jornalistas Dal Marcondes, com a Envolverde e RBJA e Vilmar Berna, com a REBIA e a RBJA.
PROGRAMAÇÃO:
PAINEL 1
Os desafios da cobertura da Rio+20
Luiz Figueiredo – embaixador, diretor de meio ambiente do Itamaraty (A confirmar)
Ladislau Dowbor – economista e professor da PUC SP (confirmado)
Aron Belinky – Vitae Civilis e Ecopress (A Confirmado)
Sérgio Besserman (A confirmar)
Moderação
Dal Marcondes – jornalista e diretor de redação da Envolverde
PAINEL2
Redes Sociais e Sustentabilidade
Alan Dubner (Confirmado)
Ismar Soares – Prof. Educomunicação USP (A confirmar)
Luis Nassif (A confirmar)
Luiz Antônio Prado (colunista da REBIA -A confirmar)
Moderação
Henrique Camargo – Mercado Ético (A confirmar)
PAINEL3
Jornalismo em Tempo de Economia Verde
Amélia Gonzalez – editora do caderno Razão Social – O Globo (A confirmar)
Sonia Araripe – editora revista Plurale (A Confirmar)
Ricardo Voltolini – Editor revista Ideia Sustentável (A confirmar)
Ricardo Arnt - Revista Planeta (A confirmar)
Moderação
Ricardo Young – ex-presidente do Instituto Ethos (A Confirmar)
PAINEL4
O jornalismo científico e o diálogo imprensa/academia
Ulisses Capozolli – Editor da Scientific America Brasil (A confirmar)
Eduardo Geraque (A confirmar)
Wilson da Costa Bueno (Confirmado)
Renato Janine
ñ Moderação
Ilza Girardi (Confirmada)
PAINEL5
As novas pautas da sustentabilidade
Andrea de Lima – ex-gerente de comunicação do instituto Ethos (A confirmar)
Sonia Favaretto – diretora de comunicação da BM&F Bovespa (A Confirmar)
Celso Marcondes – diretor da revista Carta Capital (A Confirmar)
Moderação: Reinaldo Canto – ex-diretor de comunicação do Greenpeace (Confirmado)
PAINEL6
Sustentabilidade no Rádio e na TV
Maria Zulmira – Repórter e produtora de TV (A confirmar)
Paulina Chamorro – Gerente de Meio Ambiente da Rádio Eldorado (A confirmar)
Sergio Abranches (A confirmar)
Moderação
João Batista Santafé (A confirmar)
PAINEL7
Redes Sociais e Sustentabilidade
Alan Dubner (Confirmado)
Ismar Soares – Prof. Educomunicação USP (A confirmar)
Luis Nassif (A confirmar)
Luiz Antônio Prado (colunista da REBIA -A confirmar)
Moderação
Henrique Camargo – Mercado Ético (A confirmar)
PAINEL8
Cidades Sustentáveis
Andrea Young – Unicamp / INPE (A confirmar)
Luanda Nero – jornalista do Movimento Nossa São Paulo (A confirmar)
Rafael Greca ( A confirmar)
Moderação
André Trigueiro (Confirmado)
O que é o IV CBJA
A 4ª edição do CBJA - Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental acontecerá entre os dias 17,18 e 19 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica, no Rio de Janeiro-RJ, e terá ênfase na cobertura da conferência Rio + 20. O evento, antes programado para 2012, foi antecipado pela comissão organizadora para estimular o debate e os preparativos para a conferência internacional, marco histórico da pauta mundial sobre Meio Ambiente. Palestras, oficinas, mini-cursos, exposições, lançamentos de livros e mostras cientificas com grandes nomes da pesquisa em Comunicação Ambiental do Brasil. Compõem a grade de programação painéis temáticos como: impactos das mudanças climáticas, uso de redes sociais no jornalismo, espiritualidade, Economia Verde, envolvendo o papel da mídia na construção do novo paradigma mundial de mudança de comportamento frente aos desafios para a garantia da Vida.
Segundo a coordenação o objetivo do CBJA, é colaborar para a formação continuada dos profissionais de comunicação ambiental e fortalecer a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e suas parcerias. Pela primeira vez as inscrições para o IV CBJA serão gratuitas e o acesso é pelo site www.jornalismoambiental.org.br/
Eventos Paralelos
Durante o Congresso serão realizados outros eventos, em paralelo, como o Encontro da RedCalc – Red Latino-Americana de Periodismo Ambiental, que reúne jornalistas que atuam com pautas ambientais e de sustentabilidade em toda a América Latina; o I Encontro Nacional de Pesquisadores em Comunicação Ambiental; I Encontro Nacional da REBIA (Rede Brasileira de Informação Ambiental). O CBJA também conta com uma mostra científica, que reúne grandes nomes da pesquisa em Comunicação Ambiental do Brasil.
Contextualização histórica
Há 20 anos o Brasil sediou a Rio 92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio 92 ou Eco 92 . Desde então, entrou em pauta um ciclo de conferências das Nações Unidas para discussão de problemas que afetam a a Vida, na humanidade. Desses eventos surgiram as Convenções sobre Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Desertificação, Agenda 21, Carta da Terra, Declaração sobre Florestas, Declaração de Durban e inúmeros outros documentos, acordos, convenções, códigos ainda não em prática efetiva para o enfretamento da reversão de problemas sérios como fome, miséria, injustiça social e degradação ambiental. Eventos que frustrou esperanças e indignou gente séria, atentas aos processos e formas de utilização de recursos, de toda ordem, para a preservação/adaptação da Vida, em agonia nesse planetinha de constantes mudanças.
Sete bilhões com fome
Informações divulgadas pelas redes ambientais mostram que sete bilhões de seres humanos vivem hoje as seqüelas da maior crise capitalista desde a de 1929. Um cenário com desigualdade social, pobreza extrema, fome em mais de bilhão de pessoas e o paradoxo do desperdício de alimentos, da falta de cuidado com a grande matriz natureza sendo devorada por um modelo capital em cheque junto às mentes inteligentes e altruístas mundo afora. Temos ainda, em pleno século XXI, guerras e situações de violência endêmica, racismo, xenofobia. A proposta de Cadeias Produtivas Sustentáveis de ponta a ponta é uma utopia diante de um sistema de produção e consumo as grandes corporações, mercados financeiros e os governos, que asseguram a sua manutenção, produz e aprofunda a decadência da Vida diante da perda de biodiversidade, escassez de água potável, aumento da desertificação dos solos e acidificação dos mares, a derrubada das florestas, o aumento da violência, do desemprego, do caos nos grandes centros urbanos.
Nessa crise civilizatória, inédita, governos, instituições internacionais, corporações e com certeza o até o Terceiro Setor, estão em cheque com o modelo de economia, governança e valores considerados ultrapassados, paralisantes, perversos e até criminosos. A economia, conduzida num mercado financeiro global, apoiada no lucro fácil, rápido, especulativo, deixa suas marcas no trabalho escravo à moda moderna; na queima dos combustíveis fósseis, na degradação dos ecossistemas, no desenvolvimento igualado ao crescimento, na produção pela produção e outras práticas distante do tão propalado discurso Sustentável.
Adaptação da Vida
Esse olhar transversalizado sobre as necessidades de adaptação da Vida na Terra alimenta a oportunidade do que os ambientalistas chamam de “reinventar o mundo”, apontando saídas para o perigoso caminho que estamos trilhando. Educadores da rede brasileira tomaram a seguinte posição: “a ação dos atores hegemônicos do sistema internacional e mediocridade dos acordos internacionais negociados nos últimos anos, suas falsas soluções e a negligência de princípios já acordados na Rio92, entendemos que se não devemos deixar de buscar influenciar sua atuação, tampouco devemos ter ilusões que isso possa relançar um ciclo virtuoso de negociações e compromissos significantes para enfrentar os graves problemas com que se defronta a humanidade e a vida no planeta.”.
Entendem que a agenda necessária para uma governança global democrática pressupõe um fim da condição atual de captura corporativa dos espaços multilaterais. Reforçam a idéia de mobilização social onde a mudança somente virá da ação dos mais variados atores sociais: diferentes redes e organizações não governamentais e movimentos sociais de distintas áreas de atuação, incluindo ambientalistas, trabalhadores/as rurais e urbanos, mulheres, juventude, movimentos populares, povos originários, etnias discriminadas, empreendedores da economia solidária. Garantir condições materiais e tecnológicas para que novas formas de produção, consumo e organização política sejam estabelecidas, potencializando a atuação coletiva.
Para movimentos ambientais brasileiros como REBEA, AMA, RAMA, REBIA, RBJA, e outros coletivos, a Rio +20 poderá ser um importante ponto na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental construídas antes e depois da Rio-92, como Seattle, FSM, Cochabamba, COP 17, G20. Oportunidade que precisa ser potencializada como espaço democrático para gerar forças e resistência na defesa da Vida.
Preparação para a Rio + 20
A Conferencia Mundial chamada de Rio + 20, será realizada em junho de 2012, como evento autônomo e plural, provisoriamente denominado Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD). A Bahia levará ao evento propostas para ações cotidianas através das campanhas dos Movimentos AMA – Amigos do Meio Ambiente e da RAMA- Rede de Mobilização em Comunicação Ambiental através da Agenda Ambiental Doméstica, com ações proativas para Consumo Consciente, Adoção da Cultura dos 7 Rs - Racionalizar, Reduzir, Repensar, Recriar, Reaproveitar, Repartir, Revolucionar e Desperdício Zero = Lixo Zero = Saúde 10. Ações com agregação em aproveitamento integral de alimentos/segurança alimentar, cultura de prevenção e cuidado com a Vida e construção de cadeias produtivas sustentáveis de ponta a ponta, para comércio justo, inclusão social e bem viver em harmonia com a grande matriz Natureza.
Carbono Zero
IV CBJA será carbono negativo, ou seja, serão plantadas mais árvores que o necessário para a neutralização das emissões de carbono do evento, que também adotará práticas ecoeficientes e produtos reciclados. A proposta é que o IV CBJA seja um exemplo do que os jornalistas ambientais esperam ver na sociedade. A Realização é da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, com organização da REBIA e Envolverde. Tem o apoio institucional da PUC Rio e NIMA; operação da Pega Eventos e patrocínio master o Fundo Vale e Petrobrás e outros como Itaú Unibanco e Fundação Banco do Brasil. A curadoria é dos jornalistas Dal Marcondes, com a Envolverde e RBJA e Vilmar Berna, com a REBIA e a RBJA.
PROGRAMAÇÃO:
PAINEL 1
Os desafios da cobertura da Rio+20
Luiz Figueiredo – embaixador, diretor de meio ambiente do Itamaraty (A confirmar)
Ladislau Dowbor – economista e professor da PUC SP (confirmado)
Aron Belinky – Vitae Civilis e Ecopress (A Confirmado)
Sérgio Besserman (A confirmar)
Moderação
Dal Marcondes – jornalista e diretor de redação da Envolverde
PAINEL2
Redes Sociais e Sustentabilidade
Alan Dubner (Confirmado)
Ismar Soares – Prof. Educomunicação USP (A confirmar)
Luis Nassif (A confirmar)
Luiz Antônio Prado (colunista da REBIA -A confirmar)
Moderação
Henrique Camargo – Mercado Ético (A confirmar)
PAINEL3
Jornalismo em Tempo de Economia Verde
Amélia Gonzalez – editora do caderno Razão Social – O Globo (A confirmar)
Sonia Araripe – editora revista Plurale (A Confirmar)
Ricardo Voltolini – Editor revista Ideia Sustentável (A confirmar)
Ricardo Arnt - Revista Planeta (A confirmar)
Moderação
Ricardo Young – ex-presidente do Instituto Ethos (A Confirmar)
PAINEL4
O jornalismo científico e o diálogo imprensa/academia
Ulisses Capozolli – Editor da Scientific America Brasil (A confirmar)
Eduardo Geraque (A confirmar)
Wilson da Costa Bueno (Confirmado)
Renato Janine
ñ Moderação
Ilza Girardi (Confirmada)
PAINEL5
As novas pautas da sustentabilidade
Andrea de Lima – ex-gerente de comunicação do instituto Ethos (A confirmar)
Sonia Favaretto – diretora de comunicação da BM&F Bovespa (A Confirmar)
Celso Marcondes – diretor da revista Carta Capital (A Confirmar)
Moderação: Reinaldo Canto – ex-diretor de comunicação do Greenpeace (Confirmado)
PAINEL6
Sustentabilidade no Rádio e na TV
Maria Zulmira – Repórter e produtora de TV (A confirmar)
Paulina Chamorro – Gerente de Meio Ambiente da Rádio Eldorado (A confirmar)
Sergio Abranches (A confirmar)
Moderação
João Batista Santafé (A confirmar)
PAINEL7
Redes Sociais e Sustentabilidade
Alan Dubner (Confirmado)
Ismar Soares – Prof. Educomunicação USP (A confirmar)
Luis Nassif (A confirmar)
Luiz Antônio Prado (colunista da REBIA -A confirmar)
Moderação
Henrique Camargo – Mercado Ético (A confirmar)
PAINEL8
Cidades Sustentáveis
Andrea Young – Unicamp / INPE (A confirmar)
Luanda Nero – jornalista do Movimento Nossa São Paulo (A confirmar)
Rafael Greca ( A confirmar)
Moderação
André Trigueiro (Confirmado)
06 setembro 2011
AS NOVAS PAUTAS DA SUSTENTABILIDADE
8hs/aula
Período: 01 de outubro de 2011, sábado, das 9h00 às 18h00
Quem pode participar: jornalistas, estudantes de Jornalismo e demais profissionais de comunicação e ONGs
Vagas: 25
Local do curso: Espaço Vladimir Herzog, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja – sede do Sindicato dos Jornalistas – V. Buarque (estação República do metrô)
Os interessados deverão fazer sua pré-inscrição aqui no site
A pré-inscrição garante a vaga até 23/09/2011, último dia para pagamento.
Valores:
Para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados
R$ 130,00 à vista ou 2 de R$ 65,00
Para jornalistas, estudantes de Jornalismo não sindicalizados e demais profissionais
R$ 180,00 à vista ou 2 de R$ 90,00
Atenção: Poderá ser oferecido descontos para grupos.
Consulte o Departamento de Formação.
Obs.: Despesas com alimentação, acomodação e estacionamento são por conta do participante
ATENÇÃO
Os que já participaram dos cursos (EXCETO das atividades gratuitas: seminários, cursos e palestras) têm direito a desconto, consulte a tabela com o Departamento de Formação
Objetivo: Abordar os novos desafios da cobertura ambiental e dos temas da sustentabilidade.
Em tempos de Aquecimento Global, Mudanças Climáticas e do Esgotamento dos Recursos Naturais entre outros, qual o papel das empresas de assessoria de imprensa, dos veículos de comunicação e dos jornalistas?
Os novos conceitos, as novas pautas e a quebra dos paradigmas da visão tradicional de se fazer jornalismo, entre elas, crescimento x sustentabilidade.
Docente: Reinaldo Canto é jornalista há 31 anos com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital
Para pagamento:
No Sindicato: Rua Rego Freitas, 530 - Sobreloja, de segunda à sexta, das 9h00 às 12h00 ou das 13h00 às 17h30
ou depósito bancário: Santander - Agência 0083 - Conta Corrente 13.001.669/9
Favorecido: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,
CNPJ 62.584.230/0001-00
Importante: Enviar o comprovante para cursos@sjsp.org.br ou para o fax (11) 3217 6299 ramal 6232.
Atenção: Optando pelo pagamento parcelado, entregar os cheques pré-datados no 1o. dia de aula.
Outras formas e datas para pagamento, consulte o Departamento de Formação.
ACEITAMOS CARTÃO DE CRÉDITO, nesse caso, o pagamento deverá ser feito SOMENTE em nossa sede.
CERTIFICADOS: Os certificados, expedidos pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, serão fornecidos após a freqüência em, no mínimo, 70% das aulas.
Atenção: Em caso de desistência:
- antes do início do curso: ressarcimento de 85% do valor pago;
- após o início do curso e com até 50% de aulas já ministradas: 50% do valor do curso;
- com mais de 50% das aulas ministradas: não haverá ressarcimento.
Período: 01 de outubro de 2011, sábado, das 9h00 às 18h00
Quem pode participar: jornalistas, estudantes de Jornalismo e demais profissionais de comunicação e ONGs
Vagas: 25
Local do curso: Espaço Vladimir Herzog, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja – sede do Sindicato dos Jornalistas – V. Buarque (estação República do metrô)
Os interessados deverão fazer sua pré-inscrição aqui no site
A pré-inscrição garante a vaga até 23/09/2011, último dia para pagamento.
Valores:
Para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados
R$ 130,00 à vista ou 2 de R$ 65,00
Para jornalistas, estudantes de Jornalismo não sindicalizados e demais profissionais
R$ 180,00 à vista ou 2 de R$ 90,00
Atenção: Poderá ser oferecido descontos para grupos.
Consulte o Departamento de Formação.
Obs.: Despesas com alimentação, acomodação e estacionamento são por conta do participante
ATENÇÃO
Os que já participaram dos cursos (EXCETO das atividades gratuitas: seminários, cursos e palestras) têm direito a desconto, consulte a tabela com o Departamento de Formação
Objetivo: Abordar os novos desafios da cobertura ambiental e dos temas da sustentabilidade.
Em tempos de Aquecimento Global, Mudanças Climáticas e do Esgotamento dos Recursos Naturais entre outros, qual o papel das empresas de assessoria de imprensa, dos veículos de comunicação e dos jornalistas?
Os novos conceitos, as novas pautas e a quebra dos paradigmas da visão tradicional de se fazer jornalismo, entre elas, crescimento x sustentabilidade.
Docente: Reinaldo Canto é jornalista há 31 anos com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital
Para pagamento:
No Sindicato: Rua Rego Freitas, 530 - Sobreloja, de segunda à sexta, das 9h00 às 12h00 ou das 13h00 às 17h30
ou depósito bancário: Santander - Agência 0083 - Conta Corrente 13.001.669/9
Favorecido: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,
CNPJ 62.584.230/0001-00
Importante: Enviar o comprovante para cursos@sjsp.org.br ou para o fax (11) 3217 6299 ramal 6232.
Atenção: Optando pelo pagamento parcelado, entregar os cheques pré-datados no 1o. dia de aula.
Outras formas e datas para pagamento, consulte o Departamento de Formação.
ACEITAMOS CARTÃO DE CRÉDITO, nesse caso, o pagamento deverá ser feito SOMENTE em nossa sede.
CERTIFICADOS: Os certificados, expedidos pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, serão fornecidos após a freqüência em, no mínimo, 70% das aulas.
Atenção: Em caso de desistência:
- antes do início do curso: ressarcimento de 85% do valor pago;
- após o início do curso e com até 50% de aulas já ministradas: 50% do valor do curso;
- com mais de 50% das aulas ministradas: não haverá ressarcimento.
05 setembro 2011
Jornalistas ambientais do Brasil se preparam para cobrir a Rio+20
Os profissionais da mídia e estudantes começam a se aquecer para a cobertura da Rio+20 já em novembro deste ano, entre os dias 17 e 19. A oportunidade é o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (IV CBJA), realizado na cidade do Rio de Janeiro-RJ, pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental
Quando a preocupação é com o desenvolvimento sustentável, a Rio+20 é a mais importante reunião na agenda mundial. Para colaborar com essa desafiadora cobertura da mídia, o IV CBJA contará com painéis, debates e oficinas voltados ao tema. A abertura dessa programação fica por conta do pensador Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.
Outros temas em voga na agenda ambiental brasileira também serão tratados em palestras de inspiração, painéis, minicursos e oficinas do CBJA: vão desde economia verde até o uso das redes sociais, passando por espiritualidade, resíduos sólidos e impactos das mudanças climáticas. Pela primeira vez o CBJA terá inscrições gratuitas, graças ao patrocínio master de Fundo Vale e Petrobras e patrocínio premium de Fundação Banco do Brasil, Itaú, Caixa e Governo Federal. Os interessados já podem se inscrever pelo site oficial www.jornalismoambiental.org.br .
Na agenda
O quê: IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental
Onde: PUC-RIO - rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea, Rio de Janeiro-RJ
Quando: 17, 18 e 19 de novembro de 2011
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Ana Carolina Amaral: carol@envolverde.com.br / 11 8639-3152
Daiani Mistieri: daianimistieri@gmail.com / 11 9185-1332
Site oficial: www.jornalismoambiental.org.br
Quando a preocupação é com o desenvolvimento sustentável, a Rio+20 é a mais importante reunião na agenda mundial. Para colaborar com essa desafiadora cobertura da mídia, o IV CBJA contará com painéis, debates e oficinas voltados ao tema. A abertura dessa programação fica por conta do pensador Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.
Outros temas em voga na agenda ambiental brasileira também serão tratados em palestras de inspiração, painéis, minicursos e oficinas do CBJA: vão desde economia verde até o uso das redes sociais, passando por espiritualidade, resíduos sólidos e impactos das mudanças climáticas. Pela primeira vez o CBJA terá inscrições gratuitas, graças ao patrocínio master de Fundo Vale e Petrobras e patrocínio premium de Fundação Banco do Brasil, Itaú, Caixa e Governo Federal. Os interessados já podem se inscrever pelo site oficial www.jornalismoambiental.org.br .
Na agenda
O quê: IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental
Onde: PUC-RIO - rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea, Rio de Janeiro-RJ
Quando: 17, 18 e 19 de novembro de 2011
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
Ana Carolina Amaral: carol@envolverde.com.br / 11 8639-3152
Daiani Mistieri: daianimistieri@gmail.com / 11 9185-1332
Site oficial: www.jornalismoambiental.org.br
03 setembro 2011
SEMINÁRIO ENERGIAS RENOVÁVEIS
ENERREM 2011
SEMINÁRIO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS
BIOMASSA, EÓLICA E PCHs
01 de setembro de 2011
São Paulo SP
Metodologia:
Apresentação de Palestras
Exposição dialogada, com apoio de slides;
Discussões em grupo;
Estudo de casos empresariais.
Público Alvo:
Presidentes, diretores gerais, membros de conselho, gerentes de áreas industriais, ambientais, finanças, novos negócios, energia, eficiência energética, investidores, bancos, associações e federações, organizações governamentais, consultorias, advocacias, novos negócios.
Benefícios:
Neste seminário você irá aprimorar os principais conceitos sobre energias renováveis.
Programação:
08h45 - Recepção e entrega das credenciais
09h00 – Abertura do evento pelo Presidente de Mesa, Reinaldo Canto, jornalista especializado em sustentabilidade
09h10 - LICENCIAMENTO AMBIENTAL / ASPECTOS JURÍDICOS
• Cenário Ambiental
• Compensações ambientais em empreendimentos
• Critérios Ambientais
• Legislação
• Riscos no licenciamento ambiental dos projetos
Werner Grau Neto, Advogado/Sócio Especialista Área Ambiental
Pinheiro Neto Advogados
10h45 – Coffee break
11h00 – ESTUDO DE CASO PARA BIOMASSA
• Bioeletricidade
• Contexto Atual
• Potencial até 2020
• Desafios para seu desenvolvimento
Zilmar de Souza, Especialista em Bioeletricidade
Única – União da Indústria de Cana-de-açúcar
12h00 – O FINANCIAMENTO DO BNDES A PROJETOS DE BIOELETRICIDADE, EÓLICOS E PCH´S (Pequenas Centrais Hidrelétricas)
• A contribuição dos bancos para as energias renováveis
• Pacotes específicos para investimentos em energias renováveis
• Condições de financiamento e vantagens para o investidor
Ana Raquel Paiva Martins, Ger. do Depto de Energias Alternativas
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
13h00 – Almoço
14h10 – ASPECTOS TRIBUTÁRIOS
• Regime tributário
• Questões tributárias relevantes para energias renováveis
• Benefícios fiscais existentes no setor
Dra. Mariangela Azevedo, Advogada-Sócia Azevedo Moraes Advogados Associados
15h10 - Estudo de Caso - Projetos de Energia Eólica e Pequenas Centrais Hidrelétricas
A Ersa planeja e desenvolve suas atividades aplicando tecnologia, processos e insumos que contribuam para a qualidade sociaoambiental. Atualmente, conta com um portfólio de projetos composto por 11 PCHs em operação, 1 PCH e 4 parques eólicos em construção, além de 5 projetos de PCHs e 2 complexos eólicos em preparação para construção.
Nesta apresentação o seminarista falará sobre as principais características, desafios e peculiaridades deste tipo de projeto.
Marcio Severi, Especialista em Assuntos Regulatórios, Superintendente de Comercialização e Regulação
CPFL - Renováveis
16h10 - Coffe break
16h30 - MESA REDONDA PARA DISCUSSÃO DOS PONTOS CHAVE.
Participação dos seminaristas e presidente de mesa (Reinaldo Canto) para debater as questões mais importantes e estratégicas deste mercado.
17h30 – Encerramento do evento
INFORMAÇÕES
Data:
10 de Agosto de 2011
Carga Horária:
08 horas
Horário de realização:
Das 09h00 as 17h30
Investimento:
R$1.890,00
(incluindo material de apoio, certificado, estacionamento, almoço e coffee-break)
Local:
Hotel a definir
São Paulo – SP
SEMINÁRIO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS
BIOMASSA, EÓLICA E PCHs
01 de setembro de 2011
São Paulo SP
Metodologia:
Apresentação de Palestras
Exposição dialogada, com apoio de slides;
Discussões em grupo;
Estudo de casos empresariais.
Público Alvo:
Presidentes, diretores gerais, membros de conselho, gerentes de áreas industriais, ambientais, finanças, novos negócios, energia, eficiência energética, investidores, bancos, associações e federações, organizações governamentais, consultorias, advocacias, novos negócios.
Benefícios:
Neste seminário você irá aprimorar os principais conceitos sobre energias renováveis.
Programação:
08h45 - Recepção e entrega das credenciais
09h00 – Abertura do evento pelo Presidente de Mesa, Reinaldo Canto, jornalista especializado em sustentabilidade
09h10 - LICENCIAMENTO AMBIENTAL / ASPECTOS JURÍDICOS
• Cenário Ambiental
• Compensações ambientais em empreendimentos
• Critérios Ambientais
• Legislação
• Riscos no licenciamento ambiental dos projetos
Werner Grau Neto, Advogado/Sócio Especialista Área Ambiental
Pinheiro Neto Advogados
10h45 – Coffee break
11h00 – ESTUDO DE CASO PARA BIOMASSA
• Bioeletricidade
• Contexto Atual
• Potencial até 2020
• Desafios para seu desenvolvimento
Zilmar de Souza, Especialista em Bioeletricidade
Única – União da Indústria de Cana-de-açúcar
12h00 – O FINANCIAMENTO DO BNDES A PROJETOS DE BIOELETRICIDADE, EÓLICOS E PCH´S (Pequenas Centrais Hidrelétricas)
• A contribuição dos bancos para as energias renováveis
• Pacotes específicos para investimentos em energias renováveis
• Condições de financiamento e vantagens para o investidor
Ana Raquel Paiva Martins, Ger. do Depto de Energias Alternativas
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
13h00 – Almoço
14h10 – ASPECTOS TRIBUTÁRIOS
• Regime tributário
• Questões tributárias relevantes para energias renováveis
• Benefícios fiscais existentes no setor
Dra. Mariangela Azevedo, Advogada-Sócia Azevedo Moraes Advogados Associados
15h10 - Estudo de Caso - Projetos de Energia Eólica e Pequenas Centrais Hidrelétricas
A Ersa planeja e desenvolve suas atividades aplicando tecnologia, processos e insumos que contribuam para a qualidade sociaoambiental. Atualmente, conta com um portfólio de projetos composto por 11 PCHs em operação, 1 PCH e 4 parques eólicos em construção, além de 5 projetos de PCHs e 2 complexos eólicos em preparação para construção.
Nesta apresentação o seminarista falará sobre as principais características, desafios e peculiaridades deste tipo de projeto.
Marcio Severi, Especialista em Assuntos Regulatórios, Superintendente de Comercialização e Regulação
CPFL - Renováveis
16h10 - Coffe break
16h30 - MESA REDONDA PARA DISCUSSÃO DOS PONTOS CHAVE.
Participação dos seminaristas e presidente de mesa (Reinaldo Canto) para debater as questões mais importantes e estratégicas deste mercado.
17h30 – Encerramento do evento
INFORMAÇÕES
Data:
10 de Agosto de 2011
Carga Horária:
08 horas
Horário de realização:
Das 09h00 as 17h30
Investimento:
R$1.890,00
(incluindo material de apoio, certificado, estacionamento, almoço e coffee-break)
Local:
Hotel a definir
São Paulo – SP
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