O SER HUMANO NÃO NASCEU COM QUATRO RODAS!
PORTANTO, FAÇA A SUA PARTE, DEIXE O CARRO EM CASA E EXERCITE SEU PODER DE REFLEXÃO!!
VOCÊ PODERÁ PERCEBER QUE NÃO DÓI NADA SE MOVIMENTAR PELAS RUAS DE MANEIRA MAIS SAUDÁVEL!
DIA 22 DE SETEMBRO - DIA MUNDIAL SEM CARRO!
21 setembro 2009
20 setembro 2009
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO EEJAC
Final de semana de trabalho, mas regado de boa conversa e lazer de qualidade, porque ninguém é de ferro!
Estive no Hotel Colina Verde em São Pedro, próximo de Piracicaba no interior de São Paulo para participar e palestrar no XXII EEJAC (Encontro Estadual dos Jornalistas em Agências de Comunicação).
O tema proposto pelos organizadores foi "É preciso buscar sustentabilidade em situação de crise. E agora assessor?". Acabei por falar bastante sobre consumo consciente, desenvolvimento sustentável e aproveitei para comentar sobre algumas responsabilidades do assessor de imprensa e comunicação que acredito serem importantes num mundo em profundas transformações.
A oportunidade foi ótima para falar do tema! E, aproveito para deixar aqui a minha satisfação em participar do evento e agradeço em especial o Paulo Vieira e a Camila Andrade organizadores do evento e a Denise Fon e o Guto Camargo do Sindicato dos Jornalistas pelo espaço concedido e pelos bons momentos vividos ali!
Valeu e até as próximas!!
Estive no Hotel Colina Verde em São Pedro, próximo de Piracicaba no interior de São Paulo para participar e palestrar no XXII EEJAC (Encontro Estadual dos Jornalistas em Agências de Comunicação).
O tema proposto pelos organizadores foi "É preciso buscar sustentabilidade em situação de crise. E agora assessor?". Acabei por falar bastante sobre consumo consciente, desenvolvimento sustentável e aproveitei para comentar sobre algumas responsabilidades do assessor de imprensa e comunicação que acredito serem importantes num mundo em profundas transformações.
A oportunidade foi ótima para falar do tema! E, aproveito para deixar aqui a minha satisfação em participar do evento e agradeço em especial o Paulo Vieira e a Camila Andrade organizadores do evento e a Denise Fon e o Guto Camargo do Sindicato dos Jornalistas pelo espaço concedido e pelos bons momentos vividos ali!
Valeu e até as próximas!!
UM CLIQUE PELA SUSTENTABILIDADE
As empresas podem e devem oferecer os recursos e informações que contribuam para a decisão consciente do consumidor
Reinaldo Canto* Especial para a Envolverde
Já pensou como um internauta pode se tornar um consumidor consciente e um importante agente na busca pela sustentabilidade? E aqui não estamos nos referindo ao uso responsável do computador ao poupar energia ou reciclar o equipamento, claro que essas e outras atitudes também são importantes, mas neste momento a abordagem é em relação ao internauta e suas compras on line.
Esta semana em São Paulo foi divulgada uma pesquisa sobre o Neoconsumidor. Segundo os pesquisadores da consultoria Gouvêa de Souza e do Grupo Ebeltoft responsáveis pelo levantamento, esse tal neoconsumidor é mais informado, racional e exigente, pois ao fazer suas compras via internet, possui muitas ferramentas à sua disposição com apenas um clique.
Antes de voltarmos a pesquisa vale dar um panorama da situação da internet no Brasil:
Segundo o instituto Ibope Nielsen o número de internautas brasileiros já se aproxima dos 40 milhões (dados de Julho/09) considerando aqueles que utilizam o computador no trabalho ou em casa. Se forem consideradas as lan houses e telecentros, esse número sobe para mais de 60 milhões de pessoas com acesso a internet. Enquanto o total da população, no último levantamento do IBGE, superou a casa dos 191 milhões de habitantes.
A pesquisa entrevistou 5.500 pessoas em diversos estados brasileiros e desse total apenas 8% disseram não fazer compras pelo computador. Isso significa que o chamado e-commerce é utilizado pela esmagadora maioria dos internautas brasileiros.
Mas o que torna esse consumidor on line, como afirmado anterior, um consumidor: “informado, racional e exigente”?
Quem responde é o diretor e sócio da Gouvêa de Souza, Luiz Góes:
- Ao comparar preços e buscar informações detalhadas do produto.
Perguntei: - E onde fica o consumo consciente nessa história?
- Essa ainda não é uma realidade, mas com o tempo com certeza será um item importante.
E as razões para essa “não realidade” são as mesmas do mundo físico, ou seja, os produtos e serviços que tem a sustentabilidade como valor agregado ainda são vistos como mais caros e, que em geral, o consumidor não está disposto a pagar. Além disso, ainda pesa a falta do interesse da maioria dos consumidores buscar informações de empresas que utilizam critérios de responsabilidade socioambiental empresarial como fundamental na sua decisão de compra.
AS INFORMAÇÕES DEVEM ESTAR AO ALCANCE DO INTERNAUTA
Se for correto pensar que o mundo virtual é apenas uma extensão do mundo físico, é também óbvio, que as necessárias transformações em busca de um mundo menos insustentável têm nas novas tecnologias uma forte aliada.
A ampliação constante do poder de decisão do consumidor internauta precisa contar com o apoio de todas as empresas do varejo e de todos os fabricantes que disponibilizam seus produtos na internet.
Colocar na sua página da internet ou no seu portfólio de produtos dados como instruções completas do melhor uso que poupem o próprio equipamento, água e energia; certificações de sustentabilidade e origem, tais como, selo Procel de economia de energia; fabricação com madeira certificada (FSC), alimentos orgânicos livres de agrotóxicos são algumas das medidas facilmente realizáveis.
Nas mãos de habilidosos designers, essas preciosas informações podem receber a devida atenção do consumidor mais distraído. Os recursos digitais também podem contribuir, inclusive, para que aqueles desinteressantes manuais entregues junto com os produtos, ganhem uma atratividade extra.
E que tal apresentar alternativas a entrega do produto sem as inúteis, volumosas e ambientalmente incorretas embalagens? Esse questionamento acompanhado de informações de consumo consciente viriam bem a calhar e facilitariam a vida do internauta consciente.
No final das contas, se importantes passos forem dados seja pelo consumidor, seja pelos responsáveis pelas vendas on line, ou melhor, por ambos, é de se esperar que as próximas pesquisas sobre os internautas brasileiros ganhem um brilho e cliques muito especiais. Boas compras sustentáveis!
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
Reinaldo Canto* Especial para a Envolverde
Já pensou como um internauta pode se tornar um consumidor consciente e um importante agente na busca pela sustentabilidade? E aqui não estamos nos referindo ao uso responsável do computador ao poupar energia ou reciclar o equipamento, claro que essas e outras atitudes também são importantes, mas neste momento a abordagem é em relação ao internauta e suas compras on line.
Esta semana em São Paulo foi divulgada uma pesquisa sobre o Neoconsumidor. Segundo os pesquisadores da consultoria Gouvêa de Souza e do Grupo Ebeltoft responsáveis pelo levantamento, esse tal neoconsumidor é mais informado, racional e exigente, pois ao fazer suas compras via internet, possui muitas ferramentas à sua disposição com apenas um clique.
Antes de voltarmos a pesquisa vale dar um panorama da situação da internet no Brasil:
Segundo o instituto Ibope Nielsen o número de internautas brasileiros já se aproxima dos 40 milhões (dados de Julho/09) considerando aqueles que utilizam o computador no trabalho ou em casa. Se forem consideradas as lan houses e telecentros, esse número sobe para mais de 60 milhões de pessoas com acesso a internet. Enquanto o total da população, no último levantamento do IBGE, superou a casa dos 191 milhões de habitantes.
A pesquisa entrevistou 5.500 pessoas em diversos estados brasileiros e desse total apenas 8% disseram não fazer compras pelo computador. Isso significa que o chamado e-commerce é utilizado pela esmagadora maioria dos internautas brasileiros.
Mas o que torna esse consumidor on line, como afirmado anterior, um consumidor: “informado, racional e exigente”?
Quem responde é o diretor e sócio da Gouvêa de Souza, Luiz Góes:
- Ao comparar preços e buscar informações detalhadas do produto.
Perguntei: - E onde fica o consumo consciente nessa história?
- Essa ainda não é uma realidade, mas com o tempo com certeza será um item importante.
E as razões para essa “não realidade” são as mesmas do mundo físico, ou seja, os produtos e serviços que tem a sustentabilidade como valor agregado ainda são vistos como mais caros e, que em geral, o consumidor não está disposto a pagar. Além disso, ainda pesa a falta do interesse da maioria dos consumidores buscar informações de empresas que utilizam critérios de responsabilidade socioambiental empresarial como fundamental na sua decisão de compra.
AS INFORMAÇÕES DEVEM ESTAR AO ALCANCE DO INTERNAUTA
Se for correto pensar que o mundo virtual é apenas uma extensão do mundo físico, é também óbvio, que as necessárias transformações em busca de um mundo menos insustentável têm nas novas tecnologias uma forte aliada.
A ampliação constante do poder de decisão do consumidor internauta precisa contar com o apoio de todas as empresas do varejo e de todos os fabricantes que disponibilizam seus produtos na internet.
Colocar na sua página da internet ou no seu portfólio de produtos dados como instruções completas do melhor uso que poupem o próprio equipamento, água e energia; certificações de sustentabilidade e origem, tais como, selo Procel de economia de energia; fabricação com madeira certificada (FSC), alimentos orgânicos livres de agrotóxicos são algumas das medidas facilmente realizáveis.
Nas mãos de habilidosos designers, essas preciosas informações podem receber a devida atenção do consumidor mais distraído. Os recursos digitais também podem contribuir, inclusive, para que aqueles desinteressantes manuais entregues junto com os produtos, ganhem uma atratividade extra.
E que tal apresentar alternativas a entrega do produto sem as inúteis, volumosas e ambientalmente incorretas embalagens? Esse questionamento acompanhado de informações de consumo consciente viriam bem a calhar e facilitariam a vida do internauta consciente.
No final das contas, se importantes passos forem dados seja pelo consumidor, seja pelos responsáveis pelas vendas on line, ou melhor, por ambos, é de se esperar que as próximas pesquisas sobre os internautas brasileiros ganhem um brilho e cliques muito especiais. Boas compras sustentáveis!
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
14 setembro 2009
ENTREVISTA AMBIENTAL NO PURA VIDA
Quem tiver um tempinho dê uma olhada na minha entrevista sobre questões ambientais e consumo consciente no Programa Pura Vida da AllTV. O programa é apresentado por Mara Prado. O psicólogo especialista em hipnose Renato Liberman dividiu a bancada de entrevistados comigo. O papo foi muito agradável. Para assistir ao programa acessem: http://www.alltv.com.br/ondemand.php?idond=3742. Grande abraço a todos!
12 setembro 2009
AVENTURA E PRESERVAÇÃO PODEM FAZER UM BOM PAR
Para quem está em São Paulo vale a pena dar uma passada na Adventure Sports Fair no Centro de Exposições Imigrantes. Estão disponíveis nos stands muitas informações sobre turismo ecológico de todo o país e também destinos fantásticos da Argentina, entre outros. Muitas ONGs ambientais estão presentes com seus stands, entre elas, SOS Mata Atlântica, WWF e Greenpeace. Grande abraço a todos
05 setembro 2009
Rebia realiza Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais
O Plano foi concebido para estudantes e novos jornalistas e profissionais da comunicação que estejam nas diversas universidades do Brasil e tenham interesse na temática do jornalismo ambiental.
Começa no dia 19 de setembro e prossegue até o dia 19 de dezembro, a segunda edição do Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais - http://projects.tigweb.org/rebiajovem2t. Promovido pela Rede Brasileira de Informações Ambientais (Rebia), com aporte da Fundação Avina, e em parceria com diversas entidades do jornalismo ambiental brasileiro e da América Latina, o plano reúne na plataforma virtual Taking IT Global (TIG) especialistas das mais diversas áreas para discutir com jovens estudantes de jornalismo a importância da comunicação e a temática ambiental. Para participar da capacitação, será escolhido um grupo de 30 alunos dos mais diversos centros universitários do país.
Centrando no debate sobre a questão da informação e da participação da sociedade na tomada das decisões ambientais, o plano tem, entre seus objetivos, constituir uma plataforma de intenso intercâmbio de experiência entre profissionais de comunicação e da temática ambiental, articulando estreitamente com eventos em que o jornalismo ambiental esteja presente, além de proporcionar aos jovens participantes uma melhor percepção e formação na temática ambiental. O plano ainda tem como meta sensibilizar os jovens sobre a importância do trabalho da comunicação juntos às ONGs ambientais.
O Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais foi concebido para estudantes e jornalistas recém formados que estejam nas diversas universidades do Brasil e tenham interesse na temática do jornalismo ambiental. A partir da combinação de contatos virtuais e encontros presenciais entre os profissionais do meio ambiente e do jornalismo ambiental, serão realizados webconferências para o processo de capacitação dos jovens jornalistas.
A proposta é ajudar a formar uma Rede de Colaboradores e Jornalistas Voluntários que, a convite e a expensas de organizações do Terceiro Setor que atuam no setor socioambiental, e que enfrentam o bloqueio da mídia tradicional, possam produzir matérias e imagens de qualidade voluntariamente. A REBIA se compromete a distribuir gratuitamente o material, com os créditos para seus autores, através da Agência REBIA de Notícias Socioambientais, distribuído para mais de 30.000 leitores cadastros, entre os quais muitos pauteiros e editores de mídias, e também através dos seus veículos, www.portaldomeioambiente.org.br e Revista do Meio Ambiente.
As inscrições que podem ser realizadas até o dia 18 de setembro, e os interessados devem ler a Chamada para Inscrições preencher a Ficha de Inscrição do Plano. Os melhores produtos jornalísticos produzidos durante a capacitação serão divulgados em sites nacionais que são parceiros do projeto. O plano é coordenado por Efraim Neto, jornalista e moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.
As inscrições deverão ser enviadas para o contato abaixo:
Efraim Neto – efraimneto@rebia.org.br ou efraimneto@gmail.com (MSN)
Skype – efraim.neto / Tel – 11 6486.8264
Começa no dia 19 de setembro e prossegue até o dia 19 de dezembro, a segunda edição do Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais - http://projects.tigweb.org/rebiajovem2t. Promovido pela Rede Brasileira de Informações Ambientais (Rebia), com aporte da Fundação Avina, e em parceria com diversas entidades do jornalismo ambiental brasileiro e da América Latina, o plano reúne na plataforma virtual Taking IT Global (TIG) especialistas das mais diversas áreas para discutir com jovens estudantes de jornalismo a importância da comunicação e a temática ambiental. Para participar da capacitação, será escolhido um grupo de 30 alunos dos mais diversos centros universitários do país.
Centrando no debate sobre a questão da informação e da participação da sociedade na tomada das decisões ambientais, o plano tem, entre seus objetivos, constituir uma plataforma de intenso intercâmbio de experiência entre profissionais de comunicação e da temática ambiental, articulando estreitamente com eventos em que o jornalismo ambiental esteja presente, além de proporcionar aos jovens participantes uma melhor percepção e formação na temática ambiental. O plano ainda tem como meta sensibilizar os jovens sobre a importância do trabalho da comunicação juntos às ONGs ambientais.
O Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais foi concebido para estudantes e jornalistas recém formados que estejam nas diversas universidades do Brasil e tenham interesse na temática do jornalismo ambiental. A partir da combinação de contatos virtuais e encontros presenciais entre os profissionais do meio ambiente e do jornalismo ambiental, serão realizados webconferências para o processo de capacitação dos jovens jornalistas.
A proposta é ajudar a formar uma Rede de Colaboradores e Jornalistas Voluntários que, a convite e a expensas de organizações do Terceiro Setor que atuam no setor socioambiental, e que enfrentam o bloqueio da mídia tradicional, possam produzir matérias e imagens de qualidade voluntariamente. A REBIA se compromete a distribuir gratuitamente o material, com os créditos para seus autores, através da Agência REBIA de Notícias Socioambientais, distribuído para mais de 30.000 leitores cadastros, entre os quais muitos pauteiros e editores de mídias, e também através dos seus veículos, www.portaldomeioambiente.org.br e Revista do Meio Ambiente.
As inscrições que podem ser realizadas até o dia 18 de setembro, e os interessados devem ler a Chamada para Inscrições preencher a Ficha de Inscrição do Plano. Os melhores produtos jornalísticos produzidos durante a capacitação serão divulgados em sites nacionais que são parceiros do projeto. O plano é coordenado por Efraim Neto, jornalista e moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.
As inscrições deverão ser enviadas para o contato abaixo:
Efraim Neto – efraimneto@rebia.org.br ou efraimneto@gmail.com (MSN)
Skype – efraim.neto / Tel – 11 6486.8264
30 agosto 2009
A MOSCA QUE POUSOU NA SOPA DA MESMICE POLÍTICA
Reinaldo Canto*
Na eleição presidencial de 2006, a voz dissonante do samba de uma nota só que não desafinava, mas também não se harmonizava com a orquestra da maioria, atendia pelo nome de Christovam Buarque. O então candidato do PDT destoava dos discursos de sempre contra e a favor do governo ao falar, de forma insistente e enfática, sobre a importância da educação. Infelizmente, na época, poucos deram atenção e sua votação foi pouco representativa para a importância da bandeira que carregou a duras penas durante todo o pleito.
Eis que agora estamos próximos da eleição de 2010 e uma nova e também destoante voz se levanta para colocar um novo tema que considero tão importante quanto à erguida pelo senador Buarque: a do desenvolvimento sustentável.
O fator Marina Silva vem sendo apontado, por especialistas e pela mídia em geral, como o ponto de desequilíbrio de uma eleição que prometia se tornar plebiscitária em relação ao governo Lula. Nas últimas semanas, temos acompanhado algumas proféticas análises de que uma candidatura de Marina Silva à Presidência da República irá tirar votos do PT, enquanto outros visionários cheios de razão afirmam que o mais prejudicado será o candidato do PSDB.
Faltando pouco mais de um ano para a eleição que irá escolher os nossos novos governantes, as especulações não são nada mais do que... exatamente isso: especulações!! A história já provou que jogos de futebol e eleições não se ganham de véspera, nem são decididas por gente com turbante e bola de cristal. E, na verdade, não são prognósticos para um lado ou outro que gostaria de avaliar, mas sim este momento tão especial, em que temas como meio ambiente e sustentabilidade, antes tarde do que nunca, passem a fazer parte da agenda política nacional.
Marina Silva e toda a sua trajetória de coerência e honradez ao sair do PT, ingressar no PV, botar a boca no mundo, tudo isso, no melhor sentido da expressão, fez com que o patinho feio do ambientalismo ganhasse ares de cisne e passasse a ocupar as páginas de papel e virtuais, as telas de TV e as ondas radiofônicas de todos os nossos principais veículos de comunicação.
Parecia que, nesse curto período de tempo, Marina demonstrasse um poder, uma força muito maior, sem ter cargo algum, do que nos vários anos em que envergava o reluzente título de Ministra do Meio Ambiente do Governo Lula. Sem amarras, com muita propriedade e segurança, ela pode se expressar sobre os seus anseios e angústias. A clareza de suas posições nos dá a certeza de que pelo menos com a presença dela, a política alcança uma estatura e um sentido mais nobre.
Devaneios à parte, conjecturas deixadas de lado, o certo é que muita água ainda deverá rolar embaixo dessa ponte. Como a própria Marina falava constantemente de transversalidade, o ideal é que o tema ambiental não seja utilizado apenas pela provável candidata do PV, mas que efetivamente seja discutido por todas as campanhas como um item fundamental presente na plataforma dos concorrentes a quaisquer dos cargos em disputa.
Como disse anteriormente, ainda muita coisa irá acontecer até o dia da eleição no próximo ano, inclusive, Marina Silva precisa estar preparada para que os elogios de hoje, muitos deles oportunistas diante do momento político, possam se transformar em ataques com a mesma intensidade. Basta, para isso, que sua candidatura demonstre a sua viabilidade e cresça mais do que o stablishment político nacional considere aceitável.
Desde já e até o ano que vem, Marina Silva é a mosca azul que pousou na sopa da mesmice de um cenário que vivia seus momentos intercalados entre a mediocridade dos escândalos e a pobreza da discussão de ideias. As reações registradas até agora demonstraram que essa é uma mosca carregada de boas novas que, mais do que incomodar como a mosca da música, chegou mesmo foi para dar gosto e enriquecer de sabores alvissareiros algo que prometia ser insípido e sem sal, digerido pelos brasileiros sem qualquer entusiasmo.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi diretor de comunicação do Greenpeace e coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente
Na eleição presidencial de 2006, a voz dissonante do samba de uma nota só que não desafinava, mas também não se harmonizava com a orquestra da maioria, atendia pelo nome de Christovam Buarque. O então candidato do PDT destoava dos discursos de sempre contra e a favor do governo ao falar, de forma insistente e enfática, sobre a importância da educação. Infelizmente, na época, poucos deram atenção e sua votação foi pouco representativa para a importância da bandeira que carregou a duras penas durante todo o pleito.
Eis que agora estamos próximos da eleição de 2010 e uma nova e também destoante voz se levanta para colocar um novo tema que considero tão importante quanto à erguida pelo senador Buarque: a do desenvolvimento sustentável.
O fator Marina Silva vem sendo apontado, por especialistas e pela mídia em geral, como o ponto de desequilíbrio de uma eleição que prometia se tornar plebiscitária em relação ao governo Lula. Nas últimas semanas, temos acompanhado algumas proféticas análises de que uma candidatura de Marina Silva à Presidência da República irá tirar votos do PT, enquanto outros visionários cheios de razão afirmam que o mais prejudicado será o candidato do PSDB.
Faltando pouco mais de um ano para a eleição que irá escolher os nossos novos governantes, as especulações não são nada mais do que... exatamente isso: especulações!! A história já provou que jogos de futebol e eleições não se ganham de véspera, nem são decididas por gente com turbante e bola de cristal. E, na verdade, não são prognósticos para um lado ou outro que gostaria de avaliar, mas sim este momento tão especial, em que temas como meio ambiente e sustentabilidade, antes tarde do que nunca, passem a fazer parte da agenda política nacional.
Marina Silva e toda a sua trajetória de coerência e honradez ao sair do PT, ingressar no PV, botar a boca no mundo, tudo isso, no melhor sentido da expressão, fez com que o patinho feio do ambientalismo ganhasse ares de cisne e passasse a ocupar as páginas de papel e virtuais, as telas de TV e as ondas radiofônicas de todos os nossos principais veículos de comunicação.
Parecia que, nesse curto período de tempo, Marina demonstrasse um poder, uma força muito maior, sem ter cargo algum, do que nos vários anos em que envergava o reluzente título de Ministra do Meio Ambiente do Governo Lula. Sem amarras, com muita propriedade e segurança, ela pode se expressar sobre os seus anseios e angústias. A clareza de suas posições nos dá a certeza de que pelo menos com a presença dela, a política alcança uma estatura e um sentido mais nobre.
Devaneios à parte, conjecturas deixadas de lado, o certo é que muita água ainda deverá rolar embaixo dessa ponte. Como a própria Marina falava constantemente de transversalidade, o ideal é que o tema ambiental não seja utilizado apenas pela provável candidata do PV, mas que efetivamente seja discutido por todas as campanhas como um item fundamental presente na plataforma dos concorrentes a quaisquer dos cargos em disputa.
Como disse anteriormente, ainda muita coisa irá acontecer até o dia da eleição no próximo ano, inclusive, Marina Silva precisa estar preparada para que os elogios de hoje, muitos deles oportunistas diante do momento político, possam se transformar em ataques com a mesma intensidade. Basta, para isso, que sua candidatura demonstre a sua viabilidade e cresça mais do que o stablishment político nacional considere aceitável.
Desde já e até o ano que vem, Marina Silva é a mosca azul que pousou na sopa da mesmice de um cenário que vivia seus momentos intercalados entre a mediocridade dos escândalos e a pobreza da discussão de ideias. As reações registradas até agora demonstraram que essa é uma mosca carregada de boas novas que, mais do que incomodar como a mosca da música, chegou mesmo foi para dar gosto e enriquecer de sabores alvissareiros algo que prometia ser insípido e sem sal, digerido pelos brasileiros sem qualquer entusiasmo.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi diretor de comunicação do Greenpeace e coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente
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