Reinaldo Canto* Direto de Copenhague para a Envolverde
O embaixador Sergio Serra, negociador da delegação brasileira na COP-15, afirmou à imprensa em Copenhague que o governo do Brasil conhecia o texto vazado pelo jornal britânico The Guardian. Segundo ele, o texto havia sido apresentado pela delegação dinamarquesa na semana passada para alguns poucos países com “papel relevante” nas discussões climáticas. E, diante das reações negativas foi recolhido, inclusive, sem deixar cópias em mãos dos negociadores presentes a essa reunião.
Serra disse que quem estava representando o Brasil era o embaixador Luis Figueiredo e que ele mesmo não conhecia em detalhes o documento. Sergio Serra minimizou o assunto afirmando que o mais importante é o esforço que está se fazendo para se chegar a um texto de consenso. “Essa divulgação causou algum desconforto, mas não irá levar as atuais discussões ao caos”, mas por outro lado não deixou de ressaltar: “não acredito que tenha sido útil para as negociações”.
O negociador brasileiro demonstrou tranqüilidade ao dizer que quem deve se sentir incomodado com o furo do jornal inglês é a delegação dinamarquesa.
A proposta divulgada pelo The Guardian confere mais poderes aos países desenvolvidos e coloca em segundo plano o papel da ONU nas negociações das mudanças climáticas.
O texto que além da Dinamarca teria contado com a participação dos EUA e do Reino Unido também estabeleceria limites diferentes e desiguais de emissão entre os países em desenvolvimento, contra-partidas dos países que queiram receber recursos para o combate às mudanças climáticas e ainda daria o direito das nações mais desenvolvidas emitir quase o dobro em relação aos demais países.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
09 dezembro 2009
REDD PODERÁ SER A GRANDE CONQUISTA DE COPENHAGUE
Reinaldo Canto* Direto de Copenhague para a Envolverde
Em entrevista exclusiva para a Envolverde direto da COP-15, Virgilio Viana, diretor-geral da Fundação Amazonas Sustentável afirmou que a adoção da REDD em Copenhague será a oportunidade histórica de se salvar a floresta amazônica. Além disso, afirma Virgilio, é uma maneira de, “melhorar a qualidade de vida e erradicar a pobreza dos povos amazônicos”.
Virgilio explicou que um dos principais nós da conferência é buscar uma fórmula de inclusão de todos os países. Os Estados Unidos que eram o principal ausente, agora colocaram em sua legislação a questão das florestas que, por sua vez, não fez parte da convenção anterior em Kyoto. “E o que nós temos trabalhado nos últimos anos é para a inclusão do carbono florestal que nada mais é do que o desmatamento evitado e conhecido pela sigla REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) e hoje nós estamos colhendo aqui os resultados desse trabalho de uma forma muito significativa” disse o diretor da FAS.
Segundo ele, a partir da Carta dos Governadores ao Presidente da República que estabeleceu uma força-tarefa envolvendo presidência, ministérios e 8 governos estaduais chegou-se a um relatório que recomendou a mudança da posição histórica do Brasil no sentido de incluir três mecanismos de financiamento do REDD. São eles: financiamento público, financiamento de mercado compensatório e o financiamento de mercado não compensatório. Para Virgilio, esse foi o principal avanço do país nas negociações dos últimos tempos, aliada a meta anunciada recentemente pelo governo federal de redução das emissões entre 36% e 39%.
A partir de agora em que a REDD passou a ser uma questão praticamente consensual dentro das negociações em Copenhague, o desafio agora é estabelecer como se dará a sua regulamentação. O objetivo da FAS é conseguir que 10% de todos os investimentos voltados para a redução das emissões de carbono sejam destinados ao REDD. Portanto, uma conquista acompanhada de novos desafios.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
Em entrevista exclusiva para a Envolverde direto da COP-15, Virgilio Viana, diretor-geral da Fundação Amazonas Sustentável afirmou que a adoção da REDD em Copenhague será a oportunidade histórica de se salvar a floresta amazônica. Além disso, afirma Virgilio, é uma maneira de, “melhorar a qualidade de vida e erradicar a pobreza dos povos amazônicos”.
Virgilio explicou que um dos principais nós da conferência é buscar uma fórmula de inclusão de todos os países. Os Estados Unidos que eram o principal ausente, agora colocaram em sua legislação a questão das florestas que, por sua vez, não fez parte da convenção anterior em Kyoto. “E o que nós temos trabalhado nos últimos anos é para a inclusão do carbono florestal que nada mais é do que o desmatamento evitado e conhecido pela sigla REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) e hoje nós estamos colhendo aqui os resultados desse trabalho de uma forma muito significativa” disse o diretor da FAS.
Segundo ele, a partir da Carta dos Governadores ao Presidente da República que estabeleceu uma força-tarefa envolvendo presidência, ministérios e 8 governos estaduais chegou-se a um relatório que recomendou a mudança da posição histórica do Brasil no sentido de incluir três mecanismos de financiamento do REDD. São eles: financiamento público, financiamento de mercado compensatório e o financiamento de mercado não compensatório. Para Virgilio, esse foi o principal avanço do país nas negociações dos últimos tempos, aliada a meta anunciada recentemente pelo governo federal de redução das emissões entre 36% e 39%.
A partir de agora em que a REDD passou a ser uma questão praticamente consensual dentro das negociações em Copenhague, o desafio agora é estabelecer como se dará a sua regulamentação. O objetivo da FAS é conseguir que 10% de todos os investimentos voltados para a redução das emissões de carbono sejam destinados ao REDD. Portanto, uma conquista acompanhada de novos desafios.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
COLETIVA BRASILEIRA NA COP-15 RESSALTA IMPORTÂNCIA DA REDD
Reinaldo Canto* Direto de Copenhague para a Envolverde
No primeiro encontro oficial do governo brasileiro com a imprensa, o embaixador Luis Figueiredo fez apenas um relato inicial dos difíceis caminhos que serão trilhados nas próximas duas semanas. A conferência entra amanhã na fase de reunião dos grupos de trabalho que depois irão culminar com a chegada, como ele mesmo definiu “do segmento de alto nível”, ou seja, dos chefes de estado nos últimos dias da próxima semana. Os textos concebidos por esses grupos servirão de apoio para que as lideranças nacionais possam chegar as conclusões finais da COP-15. É bom lembrar que as resoluções devem ser aprovadas por consenso para serem aprovadas.
O momento importante a ser destacado foi quando o embaixador respondeu enfaticamente sobre a presença ou não da REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) no documento de encerramento da conferência. Segundo ele, não há dúvida quanto a entrada da REDD, “sem REDD simplesmente não haverá acordo”. Quanto a sua regulamentação, Figueiredo disse que as discussões farão parte de um longo processo que deverá terminar apenas no próximo ano.
O negociador brasileiro explicou que a RED, assim mesmo com um D a menos de Degradação, havia sido proposto pelo Brasil em 2005 e rechaçado por outros países, pois consideraram a proposta, a “cara do Brasil” por ser um país com grandes florestas e, portanto, candidato a receber grandes benefícios. Depois disso o outro D de Degradação foi incluído para agradar a outros países com grandes áreas já desmatadas.
Se as previsões do embaixador forem confirmadas, o Brasil, principalmente o bioma Amazônia, irá receber atenção, recursos e instrumentos para deixar de ser destruída e, finalmente, passará a ser reconhecida como um patrimônio de valor inestimável.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
No primeiro encontro oficial do governo brasileiro com a imprensa, o embaixador Luis Figueiredo fez apenas um relato inicial dos difíceis caminhos que serão trilhados nas próximas duas semanas. A conferência entra amanhã na fase de reunião dos grupos de trabalho que depois irão culminar com a chegada, como ele mesmo definiu “do segmento de alto nível”, ou seja, dos chefes de estado nos últimos dias da próxima semana. Os textos concebidos por esses grupos servirão de apoio para que as lideranças nacionais possam chegar as conclusões finais da COP-15. É bom lembrar que as resoluções devem ser aprovadas por consenso para serem aprovadas.
O momento importante a ser destacado foi quando o embaixador respondeu enfaticamente sobre a presença ou não da REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) no documento de encerramento da conferência. Segundo ele, não há dúvida quanto a entrada da REDD, “sem REDD simplesmente não haverá acordo”. Quanto a sua regulamentação, Figueiredo disse que as discussões farão parte de um longo processo que deverá terminar apenas no próximo ano.
O negociador brasileiro explicou que a RED, assim mesmo com um D a menos de Degradação, havia sido proposto pelo Brasil em 2005 e rechaçado por outros países, pois consideraram a proposta, a “cara do Brasil” por ser um país com grandes florestas e, portanto, candidato a receber grandes benefícios. Depois disso o outro D de Degradação foi incluído para agradar a outros países com grandes áreas já desmatadas.
Se as previsões do embaixador forem confirmadas, o Brasil, principalmente o bioma Amazônia, irá receber atenção, recursos e instrumentos para deixar de ser destruída e, finalmente, passará a ser reconhecida como um patrimônio de valor inestimável.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
08 dezembro 2009
CAMPANHA TIC TAC PROMETE AÇÕES PARA “ACORDAR LÍDERES”
Reinaldo Canto* Direto de Copenhague para a Envolverde
A campanha ou melhor o movimento mundial TicTacTicTac, chamou a atenção de milhões de pessoas em milhares de cidades nos últimos meses, para o perigo representado pelas mudanças climáticas e a urgência de ações efetivas no combate ao aquecimento global.
Na abertura da COP-15, uma lista com 10 milhões de assinaturas foi entregue reivindicando um acordo que contribua para “frear” as mudanças climáticas.
E mesmo que o relógio do TicTac estabelecesse a data de 7 de dezembro, início da COP-15, como o ápice de sua atuação, o trabalho desenvolvido por seus membros manterá os ponteiros em movimento durante toda a conferência.
Segundo Adriana Charoux, brasileira que faz parte do conselho consultivo da campanha, a entrega das assinaturas, foi a primeira ação de várias que visam “acordar os líderes”, para que não se omitam na busca de um acordo “justo, ambicioso e com força de lei”.
“Queremos fazer ações rápidas e surpreendentes”, explicou Adriana e, “que sejam carregadas de significados” como os da abertura da COP-15. Pois junto com a lista foram entregues uma peça de lego para representar o início da construção do processo de ações de combate ao aquecimento global; uma caneta para a assinatura do acordo e uma chave que sirva para “destravar” os obstáculos que impeçam o avanço das negociações.
É melhor, portanto, que os negociadores na COP-15 mantenham os olhos, a mente e o coração atentos, não por se preocuparem com as surpreendentes ações da campanha TicTac, mas muito mais por atender aos anseios dos 10 milhões que assinaram o documento e dos bilhões de seres humanos da atual e das futuras gerações que vão depender de um acordo satisfatório que seja uma garantia a sua própria sobrevivência.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
COP-15: AQUECIMENTO ATINGIU NÍVEIS RECORDES, NESTA DÉCADA
Por Reinaldo Canto, direto de Copenhague para a Envolverde
Copenhague, 08/12/2009 - A organização Met Office Hardley Center sediada no Reino Unido, divulgou hoje aqui em Copenhague, durante a COP-15, que esta década atingiu níveis históricos de calor. Apesar de 1998 ainda representar, individualmente, o recorde de temperatura, nos últimos dez anos atingimos os mais altos níveis de calor dos últimos 160 anos no Planeta.
Resultados similares foram revelados pelo Centro Nacional do Clima dos Estados Unidos (NCDC) e pelo Instituto Goddard de Estudos Espaciais ligado a NASA.
Os estudos também demonstraram que o planeta mantêm um aumento crescente de sua temperatura graças, principalmente, ao aumento da emissão de gases de efeito estufa lançados na atmosfera.
Em outro comunicado, a Organização Mundial de Meteorologia informou que, o ano de 2009 entrará para a lista dos dez anos mais quentes. O resultado preliminar já aponta para um aumento de 0,44°C acima da média de 14 graus. Este ano será mais quente que 2008 em virtude, principalmente, da ação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico e pode ainda se tornar o quinto ano mais quente desde quando começaram as medições em 1850.
Material produzido e editado pela Envolverde/Mercado Ético/Carbono Brasil/Rebia/Campanha Tic-Tac/EcoAgência, e distribuído para reprodução livre com o apoio da Fundação Amazonas Sustentável.
Copenhague, 08/12/2009 - A organização Met Office Hardley Center sediada no Reino Unido, divulgou hoje aqui em Copenhague, durante a COP-15, que esta década atingiu níveis históricos de calor. Apesar de 1998 ainda representar, individualmente, o recorde de temperatura, nos últimos dez anos atingimos os mais altos níveis de calor dos últimos 160 anos no Planeta.
Resultados similares foram revelados pelo Centro Nacional do Clima dos Estados Unidos (NCDC) e pelo Instituto Goddard de Estudos Espaciais ligado a NASA.
Os estudos também demonstraram que o planeta mantêm um aumento crescente de sua temperatura graças, principalmente, ao aumento da emissão de gases de efeito estufa lançados na atmosfera.
Em outro comunicado, a Organização Mundial de Meteorologia informou que, o ano de 2009 entrará para a lista dos dez anos mais quentes. O resultado preliminar já aponta para um aumento de 0,44°C acima da média de 14 graus. Este ano será mais quente que 2008 em virtude, principalmente, da ação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico e pode ainda se tornar o quinto ano mais quente desde quando começaram as medições em 1850.
Material produzido e editado pela Envolverde/Mercado Ético/Carbono Brasil/Rebia/Campanha Tic-Tac/EcoAgência, e distribuído para reprodução livre com o apoio da Fundação Amazonas Sustentável.
07 dezembro 2009
Cidades buscam reconhecimento durante a Conferência do Clima em Copenhague
*Reinaldo Canto direto de Copenhague para a Envolverde
Cidades e governos locais ao redor do mundo devem ser reconhecidos com parceiros dos governos nacionais se a luta contra as mudanças climáticas tem o objetivo de ser efetivamente vencida. O ICLEI – Governos locais pela Sustentabilidade, fez essa afirmação antes do início da Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a COP-15.
"Fracassar não é uma opção: os cidadãos do mundo, por meio de suas cidades e governos locais , representão mais da metade da população mundial e clamam urgentemente por um novo e forte regime de discussão sobre o clima global”, afirmou o presidente do ICLEI, David Cadman, antes de deixar Vancouver no Canadá e se juntar aos 1.200 cidades representantes na conferência de Copenhague. "Nós precisamos de uma colaboração internacional que reúna o conhecimento das regras e responsabilidades em todos os níveis de governo, todos os cidadãos e que tenha por objetivo essencial, contribuir com ações de redução das emissões de carbono e que comprometem o nosso futuro”.
A mensagem de Cadman faz parte da essência de um único processo de dois anos em que as cidades e governos locais em todo o mundo tem se organizado por meio do projeto Mapa do Caminho dos Governos Locais pelo Clima.
"Acordos podem e devem ser atingidos em Copenhague baseados na justiça social e nas relações internacionais de respeito. Copenhague deve representar um momento de coragem
para implementar mudanças nas relações entre as nações que visem maior solidariedade e apoio aos menos favorecidos”, disse Bertrand Delanöe, Prefeito de Paris e Presidente da UCLG.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
Cidades e governos locais ao redor do mundo devem ser reconhecidos com parceiros dos governos nacionais se a luta contra as mudanças climáticas tem o objetivo de ser efetivamente vencida. O ICLEI – Governos locais pela Sustentabilidade, fez essa afirmação antes do início da Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a COP-15.
"Fracassar não é uma opção: os cidadãos do mundo, por meio de suas cidades e governos locais , representão mais da metade da população mundial e clamam urgentemente por um novo e forte regime de discussão sobre o clima global”, afirmou o presidente do ICLEI, David Cadman, antes de deixar Vancouver no Canadá e se juntar aos 1.200 cidades representantes na conferência de Copenhague. "Nós precisamos de uma colaboração internacional que reúna o conhecimento das regras e responsabilidades em todos os níveis de governo, todos os cidadãos e que tenha por objetivo essencial, contribuir com ações de redução das emissões de carbono e que comprometem o nosso futuro”.
A mensagem de Cadman faz parte da essência de um único processo de dois anos em que as cidades e governos locais em todo o mundo tem se organizado por meio do projeto Mapa do Caminho dos Governos Locais pelo Clima.
"Acordos podem e devem ser atingidos em Copenhague baseados na justiça social e nas relações internacionais de respeito. Copenhague deve representar um momento de coragem
para implementar mudanças nas relações entre as nações que visem maior solidariedade e apoio aos menos favorecidos”, disse Bertrand Delanöe, Prefeito de Paris e Presidente da UCLG.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
Abertura da COP-15 revela incertezas e esperanças
*Reinaldo Canto direto de Copenhague para a Envolverde
Diante do plenário lotado por representantes dos 192 países presentes e alguns poucos privilegiados, o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Loekke Rasmussen, fez a abertura oficial da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Copenhague. Segundo o anfitrião do evento, a reunião é uma "grande oportunidade que o mundo não pode se dar ao luxo de perder". Rasmussen também aproveitou para criticar as últimas especulações sobre as reais intensidades das alterações do clima no planeta e reforçando a importância de se tomarem medidas urgentes, eficazes e imediatas.
Talvez preocupado com os possíveis resultados do encontro em sua casa, o primeiro-ministro dinamarquês enfatizou a necessidade de se alcançar um acordo "forte e ambicioso" que vai suceder o Protocolo de Kyoto.
O Dr. Rajendra Pachauri, presidente do IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas), afirmou na abertura da conferência que o tempo é cada vez mais curto para ações urgentes. “Os custos das respostas para as mudanças do clima vão se tornar progressivamente mais altas e não podemos mais protelar essas ações, a hora de agir é agora”.
A ministra dinamarquesa Connie Hedegaard foi eleita presidente da COP-15.
Para a agora responsável por liderar os principais movimentos da conferência, “Copenhague será a cidade dos três “Cs”: ‘Cooperação’, Compromisso’ e ‘Consenso’. É hora de capturarmos este momento e concluir um ambicioso acordo global.” Connie ainda completou, “Essa é a nossa chance. Se nós perdermos essa oportunidade, nós não teremos um outro momento melhor”.
A maior parte dos presentes a Conferência acompanhou a abertura por televisões e telões espalhados pelo pavilhão de eventos Bella Center. Mesmo de olho na tela, as pessoas demonstravam ter a atenção dividida entre os discursos e o reconhecimento do terreno nessa mega conferência que está dando seus primeiros passos e ainda muito longe de se saber onde realmente irá chegar.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
Diante do plenário lotado por representantes dos 192 países presentes e alguns poucos privilegiados, o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Loekke Rasmussen, fez a abertura oficial da 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Copenhague. Segundo o anfitrião do evento, a reunião é uma "grande oportunidade que o mundo não pode se dar ao luxo de perder". Rasmussen também aproveitou para criticar as últimas especulações sobre as reais intensidades das alterações do clima no planeta e reforçando a importância de se tomarem medidas urgentes, eficazes e imediatas.
Talvez preocupado com os possíveis resultados do encontro em sua casa, o primeiro-ministro dinamarquês enfatizou a necessidade de se alcançar um acordo "forte e ambicioso" que vai suceder o Protocolo de Kyoto.
O Dr. Rajendra Pachauri, presidente do IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas), afirmou na abertura da conferência que o tempo é cada vez mais curto para ações urgentes. “Os custos das respostas para as mudanças do clima vão se tornar progressivamente mais altas e não podemos mais protelar essas ações, a hora de agir é agora”.
A ministra dinamarquesa Connie Hedegaard foi eleita presidente da COP-15.
Para a agora responsável por liderar os principais movimentos da conferência, “Copenhague será a cidade dos três “Cs”: ‘Cooperação’, Compromisso’ e ‘Consenso’. É hora de capturarmos este momento e concluir um ambicioso acordo global.” Connie ainda completou, “Essa é a nossa chance. Se nós perdermos essa oportunidade, nós não teremos um outro momento melhor”.
A maior parte dos presentes a Conferência acompanhou a abertura por televisões e telões espalhados pelo pavilhão de eventos Bella Center. Mesmo de olho na tela, as pessoas demonstravam ter a atenção dividida entre os discursos e o reconhecimento do terreno nessa mega conferência que está dando seus primeiros passos e ainda muito longe de se saber onde realmente irá chegar.
*Jornalista, consultor e palestrante, foi Diretor de Comunicação do Greenpeace e Coordenador de Comunicação do Instituto Akatu
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